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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Folhas de silêncio

O coração é ritmado
de amor sem causa
no resultado
aritmético
dos braços trocados
na fonte da lua cheia…

A palavra não consegue
traduzir
os tremores e amores
no âmago do peito
é apenas tinta
vertida numa folha nua
de papel riscado…

São vácuos bordados
nas linhas corridas
folhas de silêncio
nanogramas de um pincel…

Quando a varanda do cerne
esconde o teu olhar
é rouco o pensar
na tridimensional
e oculta lua de papel…


Ana Coelho

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