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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Arestas

Ergue-se no horizonte brilhante e límpido
A desconfiança e seu discreto sarcasmo
Tento explicar ou me esconder, nem sei
Mas sinto-me enredada em anseios
Como quem come depressa demais
E tudo vai por variantes desconexas
Que não me sinto capaz de entender
Separar cada parte, repartir ou misturar
Coisas da vida mesmo, talvez do amor
Que no fundo é desprovido de razão
E nos deixa sempre as mesmas escolhas
Viver ou não, perpetuar ou fugir
Pois a vida é mesmo circular, parece fatal
Por isso eu precisaria de amarras nos pés
Para que me fixassem segura longe dos sonhos
Mantivessem minha cabeça onde chamam de lugar
Mas continuo vendo ao longe o mundo misturado
Nó na tempestade, esperas doloridas
Diminutivo no peito aquecido mas opresso
Aprendendo devagar a ser sempre a mesma
Sabendo-me ser muitas...leais,ensolaradas


Beatriz Prestes
em participação especial
Bea Um poema profundo numa grande reflexão sobre a Vida!
Beijo do ZÉ



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