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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ouço chuva, limpo lágrimas!

No silêncio da noite,
ouço chuva,
sinto-me triste,
e pelo meu corpo
correm saudades
de tudo
e de todos…

Neste silêncio
nascem coisas belas,
como se me asfixiam as ideias,
que me contrasta
com o que sou,
ficando perdido,
sem saber para onde vou…

Luto com este silêncio,
ouvindo a chuva!
Misturo-me com ela,
para que lave meu corpo,
me purifique!

Vou andando,
aceito a chuva,
como uma bênção,
pelo amor
que tenho dentro mim,
que não se cansou,
de amar tanto;

Meu pobre coração,
que tanto aguenta
de resignação,
pelos esquecidos
e pelos não queridos.

Pela minha face
escorre chuva e lágrimas.

Continuo a ouvir
e a sentir a chuva
e limpo as lágrimas…

José Manuel Brazão
- Grande Manuel, estimado poeta, um poema que deixa-nos feliz e instigado, porque o belo reina nos teus vocábulos constitutivo deste poema que ao meu ver, deveras deve andar junto com nossos documentos, assim sendo todas vez que precisarmos remover o documento; a poesia estaŕa presente, versos de encantar corações desprovidos e aos ṕrovidos também, versos de súbita penetração de nossos egos: "Meu pobre coração/de resignação/Pela minha face/escorre chuva e lágrimas" versos prá lá de imortal, onde o poeta se vislumbra de inspiração. Mário Bróis.
Mário temos sempre os nossos poemas favoritos como autores e nossos próprios leitores do futuro. Quando releio este poema algumas vezes na emoção rolam lágrimas novamente.
 Abraço do ZÉ




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