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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Aguardo-te



Sempre te escrevo,
sempre te entrego palavras
que adormecem ao vento.
Talvez algumas te beijem
na madrugada dos teus lábios
e outras te abracem
com o orvalhar dos teus olhos.

Não te chego, não te toco,
por vezes não sei se existo em ti.

Sei
que hoje encontrei o mar
que ouviu o silêncio de nós dois
e a duna que guarda
um segredo com asas,
num céu aberto e proibido.
Ambos se encontravam lá,
tal como eu, a pensar em ti.

Em breve estarei no teu olhar
e tu de mãos dadas com o meu sorriso.

Não sei se escorregaremos
em lençóis de silêncios
ou se nos tentaremos a mergulhar
neste mar que nos rodeia.

Aguardo-te
com o desejo de te voltar a ter em mim.

Vanda Paz

[....]


Todos os dias, aguardo-te!

Passam as horas,
parecem-me longas!
Chegas, dizes-me “olá”,
dás-me um beijo
de amor e de saudade.

Sentas-te no chão
e poisas a cabeça
no meu peito;
pedes-me mimos
e eu dou!

Sou homem de paixão
que olha para ti
e emociono-me
pela beleza que mimo;
acaricio o teu corpo,
ficas serena,
olhas para mim
e vejo os teus olhos
brilhantes, húmidos
e com lágrimas.

Que tens?
Sorris e dizes-me:
São lágrimas de amor
e de alegria!

Também preciso de ti
e aguardo-te sempre…

José Manuel Brazão

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