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terça-feira, 2 de agosto de 2011

...era agora que me sorrias

Nos lençóis bordados de vento respira o gemido afogado em bocas desmanchadas pela saudade. O corpo como barco, os braços como mastros e o respirar ofegante como o rasgar das velas que abanam desenfreadas ao toque das mãos húmidas, pelo tempo que navegaram nas águas do sonho. Escorre a chuva suada, acha o sol já rubro, nas peles sequiosas do mergulhar no prazer. Silêncio profundo...

Nas tréguas, recolhem-se forças pelo caminho longo do fechar dos olhos… era agora que me sorrias.

Vanda Paz

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