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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ilimitadas sensações


Nessa pele, remendada de carícias amorfas, onde se enrugam as esperas consumadas. Nesse condimento revelado pelas intenções omitidas em ânsias de tanta espera. Nesse subtil corpo decorado pelo rubor de uma qualquer cereja, estendida na plenitude de toda a contemplação. Nesses poros sequiosos, onde manobram as glândulas de toda a exposta sensualidade em metamorfoses de movimentos inesperados, mas determinantes. Nesse perjúrio revoltante cintila a luz de todo o fragor, regurgitado pela adjacente exteriorização. Nesse todo clamam as fontes das águas onde prima a clarificação do teu ser. Torna-se inebriante esse expoente sem mácula e o sagaz efeito de tanto desejo. Há prazeres que as palavras não conseguem justificar, nem sequer enunciar.

António MR Martins

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