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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vozes de Portugal


Somos um povo ofendido
 Sempre enganados por tais
 Eles fingem ter ouvidos
 Olhos são só para os demais

 Eles nos fecham as portas
 Mentem com dentes fatais
 Medos nos certam com pás
 Buracos de homens reais

 Bandeiras perdem a cor
 Hastes se erguem banais
 Os mares gritam as dores
 Dos marinheiros sem cais

 Somos ceifeiras perseguidas
 Já dizem que somos vulgares
 Da crise já forjamos as modas
 Fome é um dos novos cereais

 Somos um povo sem dedal
 Infestos dos senhores feudais
 Melhores vozes por Portugal
 Que os zurros já são demais.

Cristina Pinheiro Moita

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