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domingo, 25 de novembro de 2012

No limite do silêncio


No limite do silêncio
morrem as palavras caladas
…cansadas
como uma gazela
após a corrida nos prados…

No limite do silêncio
construo um relógio sem tempo
com os ponteiros em contramão
para rebobinar as horas
…talvez assim
tudo o que se afundou volte à tona
na praia onde o sol se deita!

No limite do silêncio
há uma linha que separa
a importância dos importantes
a forma das borboletas
no parto do casulo
para a suprema beleza
da natureza divina
sem que alguém a defina!

Ana Coelho

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