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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Despedaçada

Era linda
Pálida e branca
Suas flores rosáceas
De pétalas desfolhadas
Meus lábios eram sedentos
No seu toque
De manhã e à noite
Delambiam-se sobre ela
Apenas ela ali estava.
Só ela me saciava
no meio de tantas
Tão diferente e tão igual
Tão amada
Tão desejada
Adocicava-me o gosto
Hoje acordei com o desgosto
De a ver despedaçada
Nem o chá para a torrada
Nem o café para a noitada
Eras tu…
A minha caneca adorada.

Cristina Pinheiro Moita

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