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domingo, 11 de setembro de 2011

"Vestir" um poema

O poeta tem de ser um bom costureiro do poema para que o leitor o entenda e se possível se reveja nele; que lhe assente bem.


Assim nasce um bom vestido ou um bom fato!


Quero falar do meu estilo a escrever: poesia ou prosa. Utilizo uma linguagem simples e que trate das coisas da Vida.


Muitas vezes utilizo a primeira pessoa (eu) para dar mais força ao texto, mas nem sempre aquilo se passou comigo.


Observo as pessoas e algumas delas servem como minhas personagens consoante o que pretendo escrever.


Existem muitas mulheres que nem imaginam que são elas as protagonistas dos poemas! Puro acto criativo!


Escrevo sobre a paz, a harmonia e o amor em que estas vertentes se interligam: não há harmonia sem paz e não há amor sem paz e harmonia!


Porque escrevo muito sobre o amor?


Sou um humilde "discípulo" e um admirador de Vinícius de Moraes e da sua vasta Obra.


Estou influenciado pela forma como ele escrevia o amor e a mulher!


De linguagem simples conseguiu com esse método transformar textos simples em textos grandiosos e históricos. Marcou-me bastante “A arte de ser velho”, “Samba da benção” e “Soneto da fidelidade” e este soneto termina de forma realista e exemplar:


“Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja eterno enquanto dure.


Vinicius dizia com frequência: “ …. a vida é mesmo assim …”


De facto é assim que tenho usado na Poesia.


Tive um bom professor e esforço-me para em cada dia e em cada texto melhorar a minha função de trabalhar para que a vida seja mesmo assim!


Vinicius,
espero ter sido um aluno razoável!


José Manuel Brazão

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