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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sons da noite



Descalça sobre os sons da noite
Num som de rádio muito baixo
Eu escrevo um poema
Começo a imaginar o mundo lá fora
Em sons que parecem ganhar forma
Escrevo sem rimar…
Enquanto a minha audição atenta
Se perde na música dos Scorpions
Vai entrando no meu corpo em arrepio
Cada som da guitarra eléctrica,
Marca um passo do pensamento
que se perde em branco,
E no momento
Um ruído surge na casa
Atropela
Acorda o meu sonho
Se posso chamar sonho?
Talvez apenas um momento
De meditação
Em que o meu corpo se elevou
Nas ondas daquele momento.



Cristina Moita

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