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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Como um rio

Sagazes os lábios
que não respeitam o tempo
e se perdem
na imensidão do sentimento.
Brilhantes os azuis do céu
que em pecado voluptuoso
rasgam o sentido do sol
na sensualidade do momento.

Escorre o rio inquieto
no corpo da rocha ansiosa
estimulando-a para a festa.
Já na foz
entra vigoroso no mar
e se aquieta na saudade fogosa.

Libidinosas as vozes
que se entrelaçam no vento
e embriagam os corpos
que se acham nus ao relento,
cobiçosos de palavras de amor,
ávidos de um pouco de calor.
Vanda Paz

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