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domingo, 8 de abril de 2012

Arrepiando o rubro da palavra


São as frases ditas
Que as paredes absorvem
Quando o pensamento
Se lhe encosta nas faces frias
Arrepiando o rubro da palavra
Que se reflecte
Na voluptuosidade do poema

No sangrar do verso
Rasga-se a intensão
Quando se fala do amor
Amachucando o assunto
Sem dignidade
Com a pressa de quem diz que ama
Sem vestir a solidão da saudade

(saudade é bom…
… como odeio poemas de amor!)

Varro os murmúrios
Lavo o chão dos suspiros peganhentos
(encardidos
pela intensidade do sentimento)
E entrego-me à vida
Escrevendo o caminho em folhas de mármore

Vanda Paz


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