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quinta-feira, 15 de março de 2012

A Vida é a Poesia Maior

Eu faço poesia, e a poesia me faz.
I

Eu já recolhi muitos pedaços do meu sonho bobinho
da pensada atenção
Quando, na verdade, ao canto eu estava
Rios de horas às madrugadas
Antes mesmo que o dia pensasse em nascer

Fecha-se, então, a torneira
Sempre há Segunda-feira
Minhas pegadas aqui não vão mais aparecer.


II

Estou, de novo, comigo
e não penso, neste instante, em intervenções
A vida às vezes brinca de invenções
Fila dolorida, não vou compôr seu desenho

Estou, de volta, ao sereno
que me fala do que tenho
das profundas sensações com um tanto de serenidade
e um tanto de tristeza...

É melhor trabalhar com destreza 
que deixar jogarem fora um coração tão bom.


III

Eu te pareço um arquivo sem mistério
Medida que dispensa régua, conta-se à mão
Tema sem aprofundamento
Caminho sem razão

Eu te pareço racionalidade descontente
Vazio de verso previsível, lida
Pétala tênue de margarida...
E segues em frente.

Mas o que você não sabe
é que ainda não alcançou tudo sobre mim.
Coisas que eu nunca vou te pôr à par
fazem-te me subestimar assim.

Mas o que você não entende
é que eu nunca vou pôr à tua mão
motivo, causa, ensejo,
gemido ou atração.

Nunca! Nunca te darei ascensão.

Jacqueline Collodo Gomes



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