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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Silêncios



A voz da ausência cala meus lábios
há palavras na minha boca que não falam
nem a Poesia penetra esse breu insondável
é falta...é perda...é dor...é impenetrável.
Em meu corpo passeiam os silêncios
as escuridões do que não vivo
as dores dos sonhos que não abrigo.
Vestida do brilho das estrelas que me fitam
enroscada na maciez perfumada dos cabelos em rosas
concedo-me ao torpor do desalinho
deitada entre lençóis alvos e de ti vazios.
Meu corpo tateia a seda numa procura
busca-te sempre, a minha pele nua.
Delirante e aturdida, a sensatez grita e me acusa
enquanto sussurro teu nome no céu da minha boca
ecoa no universo denso a minha solidão de ti...
Silencio-me.

Karinna*

em participação especial





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1 comentário:

Karinna* disse...

*Uma honra estar aqui nesse universo poético.
Meus versos ganham dimensão de céu aqui no teu espaço tão encantado!
Gratíssima
Carinhoe admiração
Simone Karinna*