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domingo, 29 de maio de 2011

Invenções 3


Leve aragem rotineira em noites escuras, maior ainda que o profundo silêncio, mãos vazias, sem a alma que longe se vai, onde anda solidão. Quanto mais me distancio e em meu leito aninho-me, ainda o suspense irracional. Forte e denso seu cheiro, embreagando sentidos, atingindo o corpo  me alcança em vão, névoa de  lembranças, distantes sempre-presentes. E no desejo em caminhar só, desviando passos, em sonhos novamente acabo em braços seus. Pois o que será tu além de dono meu, nesse desenfreado emaranhado de sentimentos onde o céu azul vem diluir-se em nuvens chuvosas? Onde ando eu, que ao encontrar-te perco-me de mim e habito o corpo teu? Não me deixes sem rumo amor meu, ao menos vez em quando finja que a força do que sentes ainda engana a mente e então, docemente, entrega-te a mim.


Luciana Silveira

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