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domingo, 25 de janeiro de 2009

Solidão


Já não importa mais esse teu jogo.
A esperança já desbotou no varal.
A indiferença apagou todo o fogo.
Neblinou, deixando frio esse quintal.

Não nos move a paixão contraditória.
Noites de aconchego já não tramamos.
Talvez, se quer estejam na memória.
Tudo o que nós, cúmplices, planejamos.

Aquelas flores que cevaram o caminho
Sem viço, não perfumam nosso ninho.
Nem o vento sopra o som da nossa voz.

Até a lua, a comparsa dos amantes.
Não prateia a varanda, como antes.
Negou o límpido clarão, nos deixou sós.

Glória Salles

3 comentários:

O mar me encanta completamente... disse...

Amigo querido, sempre tão gentil.
Vestes meu soneto de brilho quando o postas em teu ESPECIAL cantinho.
Obrigada.

Meu carinho, sempre...

Joice Worm disse...

Quanto tempo perdido... Se as pessoas soubessem que amar é a melhor coisa do mundo, jamais deixariam de aproveitar esta oportunidade.
(Não lhe esqueci Brazão, criei um Blog de interpretação de sonhos e ao mesmo tempo, trabalhando e estudando... A vida pulsa e eu vou parar qdo morrer, ou melhor, desencarnar. Não acredito na morte).
Um beijo grande para ti, meu querido. Que tenhas muita saúde!!

Maria Manuela Amaral disse...

Amigo querido,
Passa no meu blog, deixei um prémio para ti com carinho.

Voltarei aqui.

Muitos beijinhos*

MF