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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Salpicos de vidas


Um olhar algo sedutor
perante palavra de mel
sorriso galanteador
urde gesto alvo cruel

Faz pedido a preceito
num simples estender de mão
logo ficou sem ter jeito
na melindre situação

Coloca anel no dedo
ao rubro de seus afagos
contando mais um segredo
como cacho de seus bagos

Num namoro de precisão
o seu mútuo conhecer
esqueceu a indecisão
para todo o seu viver

Raiar de junção futura
numa nova aliança
na vida tudo perdura
ante a raiz criança

Passagem vinda do tempo
contagem de muita vida
entre tanto contratempo
e tanta coisa perdida

Depois tudo desenrola
no avanço da idade
a vida é a escola
que traz a felicidade

Seguem aos filhos os netos
e ainda outros virão
e os segredos secretos
são agora imensidão

Eis então o fim da linha
que todos temos na sina
mas que ninguém adivinha
quando tudo termina


António MR Martins

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