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sábado, 26 de janeiro de 2013

Márcia Fernandes Vilarinho Lopes [Poeta Brasileira]


Márcia Fernandes Vilarinho Lopes, brasileira, viúva de um grande amor, vem de uma família em que a literatura preponderava. Filha de jornalista, desde muito cedo, aprendeu o valor da reflexão, da troca de conhecimentos, da pesquisa, da observação e da expansão de cada ser. Apreendeu, com tudo isso, que seria, como é, eterna aprendiz. Caminhante das estradas postas na vida, em trilhas em que o destino parece construir, acabou por se acidentar quando se valia de um táxi, em 1980, passando a usar um tipo de sapatos diferentes, quer seja uma cadeira de rodas, que muitas vezes se transformou em cadeira de rosas, tal a grandeza de amor que experimentou, de e por seu marido, de e por seus amigos, de e por seus familiares, pais e irmã. À época dos fatos sua primeira filha estava com 10 (dez meses). Sete anos após o acidente, em fruto de amor gerou e trouxe ao mundo o segundo filho. Mãe da Graziela e do Tiago, pois, muito com eles aprendeu e muito a eles ensinou, na troca que a vida representa para o crescimento. Viúva desde 1997, quando trancafiou no guarda roupas do quarto de dormir, seus sentimentos pessoais mais valiosos. Foi membro da direção do Grupo Escoteiro Nove de Julho, formado por pessoas especialíssimas, entre quem o seu filho. Praticou, com o companheirismo de todos, várias trilhas naturais, tanto em cadeira comum, como em cadeira motorizada. Participante ativa do Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes, esse o nome então, de 1980 a 1985, inaugurado com a Carta Programa da ONU, procura levar, por onde passa, de maneira prática e objetiva a naturalidade com que as pessoas acidentadas devem viver, sem ter a vergonha de ser feliz, como diz a melodia, vencendo barreiras arquitetônicas, tanto quanto vencemos, todos, as diferentes barreiras que a cada um sói acontecer. Acredita que ser diferente é o normal, no sentido reflexivo da frase.

A autora é membro da Academia Virtual Brasileira de Letras e da Casa da Poesia.


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