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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A medo


Murcham as pétalas das rosas pela ausência dos beijos
E chovem as lágrimas do céu pela ausência da esperança
Enquanto na terra nasce um lago de um intenso vermelho
Com peixes de asas brancas que nadam e voam ao sabor do sonho

Os ramos das árvores cantam a neve fofa e fria
E as mãos crescem ao vento pelo grito que bate contra a montanha
Enquanto a floresta acorda num verde raiado de sol que se espreguiça da morte
Com o rio a escorrer do leito para um (a) mar desconhecido

Os passos recusam o caminho pelo cansaço das promessas
O corpo cego pelo passado descobre um futuro vendado pelo medo

Enquanto o olhar brilhante e o sorriso inquieto avançam mais um dia.

Vanda Paz


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