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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ternura


Quando te ouço,
sinto a doçura
das tuas palavras,
a ternura
dos teus gestos.

Meiga, generosa,
afável.
Chegas e tratas-me
com amor;
sorri para os teus carinhos
e vejo a vida com esplendor!

Partes,
acenas-me,
começa a saudade,
até à próxima vez…

José Manuel Brazão

Sou, quem sou


Sou
o que a vida me permitiu,
sou
o que na vida me sorriu,
me entristeceu,
me enlutou…

Sou
um amigo da paz,
da tolerância
e do Amor…

Sou
um amigo fiel,
sempre ao lado
dos fracos,
dos aflitos,
dos carentes.

Sou
um homem
que defende
a dignidade,
a honra
e a verdade!

Sou
o que outros pensarem,
mas, sou quem sou!

José Manuel Brazão

Há dias e dias


Há dias e dias
Sempre ouvi dizer.
Dias fáceis e alegres...
Dias repletos de sofrer!
Há dias que perduram
teimam em demorar a passar
são um verdadeiro tormento.
Outros passam num instante,
a correr.
Quando nos apercebemos já está outro dia a nascer.
Há dias e dias.
Sei bem que sim.
Agradeço meu Deus.
Não aguentaria se fossem todos assim!!!

Vera SOL

Noite (Redenção)


É noite e penso.
Penso mas reparo
no eco do silêncio
que assombra e afugenta
o pensamento.

Afinal o que sentia
era nada.

Imagino o que seria
se sentisse o que escrevi
aclamando o tormento
(tão meu!)
que criei e que fingi.

Já não vejo, não cheiro……
nem sequer ouço
(e a música é tão íntima!).
Estou finalmente a sós
comigo.

Acomodo-me à certeza
de um vazio desleal
que me preenche
e dá abrigo
da tristeza e do mal
que quase que sinto
por nada sentir.

É noite e estou só
(incapaz de chorar!).
E renuncio a seduzir
a sensação para o prazer
de ver, cheirar……
e ouvir.
Diana Correia (Texto e imagem)

O amor dá-se ...


Gosto de sonhar,
vestido de esperança.

Sonhos belos
que me dão bonança,
sonhos agitados
com turbulência,
que me fazem acordar,
perder a paciência
e aprender:
que amigos
são os que merecemos:
com amor, dedicação,
carinho e compaixão!
Os outros,
apenas são conhecidos…

O amor dá-se,
não se empresta…

José Manuel Brazão

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pudesse eu escrever...


Escrevi,
escrevi muito.

Palavras sem conta;
umas levou-as o vento,
outras andam por aí,
quem sabe…
guardadas em corações,
nalgumas emoções!

Nem tudo escrevi
nem tudo escreverei,
mas o que existe,
é Verdade,
só Verdade!

Pudesse eu escrever,
tudo o que sinto,
tudo o que eu amo …

José Manuel Brazão

Memória


Volta-te,
diz-me aquilo que agora vês?
O meu rosto no espelho dos teus sonhos...
Acredita, eu serei sempre...
A tua luz,
Que te guiará eternamente,
Ajudando-te a escrever a interminável historia.

A tua história...
Escala as estrelas...
Pede um desejo...
Alcança a tua fantasia...
A minha filosofia.
Sonho derradeiro
ordenada parece inteiro...
A tua história... Onde seras aquilo em que acreditarás...

Em rimas secretas, meus poemas irão fluir...
Por detrás das nuvens deixo-te ir...
O arco -íris, e a lua fria...
Num amor que extasia!
Sem segredos
Um novo dia nascerá...
O amanhã nunca mais morrerá
Numa história interminável...
Límpida e sem medos...

Luisa Raposo (Texto e imagem)

Um dia talvez!


Não há dia
ou noite,
que não pense
em ti…

Pelo teu sorriso,
pelas tuas palavras,
pela tua ternura,
sinto a tua voz,
a tua presença,
próximo de mim!

Um sonho,
uma esperança,
uma saudade
e uma ansiedade,
à espera
de um amor,
vestido de anjo,
que me leve,
um dia,
um dia talvez!

José Manuel Brazão

domingo, 28 de setembro de 2008

Desafio


Acordo
- lentamente -
com a luz, inquietante,
e preparo a alma
e o coração.
(Alvorece e eu desespero)

E em arranjos cobardes,
à força que me exigem
as manhãs e as tardes
e início das noitadas,
é de lágrimas atadas
que alcanço o firmamento.
Mas choro só por dentro,
que por fora não posso.

Recordo
- vagamente -
a lua cheia, pensante,
e o brilho na palma
da minha mão.
(Anoitece e eu recupero)

Se é no escuro que sinto
um aroma ou melodia,
fecho os olhos e pinto,
ou fecho-os e minto,
erguendo um gesto afoito.
E escrevo de dia,
como quem desafia
a escuridão da noite.

Diana Correia

Na casa dos meus Pais


Desde miúdo que me lembro de ver na porta de entrada da casa dos meus Pais um azulejo com a seguinte inscrição:

“ Tem minha casa um brasão
d’entre todos o mais nobre;
receber sem distinção
tanto o rico como o pobre. “


Portanto desde sempre fui educado e me habituei a encarar a Vida em que todos somos iguais e todos somos diferentes.

Desde miúdo que me “cheirou” a Poesia na casa dos meus Pais.

A casa já não é nossa, o azulejo sem paradeiro, mas os princípios de vida mantêm-se!

José Manuel Brazão

sábado, 27 de setembro de 2008

Sem inspiração


Hoje em mim não existe inspiração
Nem eu mesma sei, o que sinto
Somente esta dor, esta tristeza
Que me atormenta me angustia
.E esta ansiedade sem fim
Que aperta meu peito.
Talvez seja do dia cinzento
Ou da chuva muito miúdinha
Que lá fora está caindo.
Será DEUS que também descontente,
Faz da chuva as lágrimas minhas.

Leo Marques

Leo: uma Princesa do povo


É impressionante a forma como escreves. Cada palavra coberta de pureza e dum amor especial. És das pessoas que mais me emocionam no Luso-Poemas. Agradeço ter-te conhecido através da palavra!
Beijinhos minha grande Amiga
José Manuel Brazão


Leo Marques


Não tenho pretensão a ser escritora ou poetisa. Mas o passar para o papel meus dias, meus sentimentos, minha inspiração, alivia meu coração. Espero que me aceitem a mim e aos meus rabiscos. Se puderem e quiserem ensinar o que não esteja correcto ficarei grata. Vivo em Évora (Portugal) tenho 50anos,sou cozinheira, só fiz o ensino básico, foi necessário começar a trabalhar aos 10anos.Computador aprendi a ligá-lo o ano passado, se hoje estou aqui é porque o mestre e também meu grande amigo Kam Mei Ta mesmo estando em Macau conseguiu este feito que muito feliz me deixa.

Dói-me


Ah! Se eu pudesse
arrancar os olhos,
apagar o brilho e a luz
que tanto me incomodam.

As letras
baralham-se à minha frente.
Já não sei se dizes que me amas
ou, floridamente, que não me queres.

Dói-me o peso de te amar.
Dói-me a saudade de te ter.

Dói-me o silêncio, a distância…
o poema…

Apaguem as luzes,
façam silêncio,
porque eu só quero morrer.

Vanda Paz (texto e imagem)

Meu coração vagueia...



Bate
bate meu coração,
de tanto amor dar.

Vagueia
por aqui, por ali
deixando um pedacinho
a cada um, com carinho!

Vagueia
resperando um afecto,
uma palavra, um consolo!

Vagueio
na minha missão,
sem olhar a quem,
mas Alguém
está atento
e dá-me o pedacinho
que não guardei para mim…
José Manuel Brazão

Por te amar tanto




Noites agitadas que passo
com tua imagem presente.
Relembro a tua vida,
a nossa vida:
que já não é como dantes;
acompanhavas-me,
escutavas-me,
parecias feliz!
O tempo avançou,
nuns dias pareces triste,
atormentada,
noutros, pareces serena,
como se tudo estivesse bem!

Por te amar tanto
minhas noites são agitadas,
não descanso
por te ver assim,
por estares longe de mim,
por não ver teus olhos:
se me escondem
o que te vai na Alma!

Por te amar tanto,
meus braços estão abertos,
para conforto do teu corpo
e do teu amor!

Por te amar tanto…

José Manuel Brazão

Observo


Silêncio.
Não recebo,.
não estranho.
Observo.
[Receito]

Coragem.
Não lhe falo,
não a ouço.
Observo.
[Respeito]

Limite.
Não defino,
não acabo.
Observo.
[Rejeito]

E, ao olhar que encobre
o que reservo
e clamo,ergue-se a voz, e descobre:
Eu não observo,
eu amo!”

Diana Correia (Texto e imagem)

Se eu fosse alguém...


Se eu fosse alguém
entrava em mim
e a mim me demitia.
Rasgava as telas que à noite “pinto”
com pincéis molhados em desassossego.
Apagava as tempestades
que nos quadros difusos retrato.
Riscava a azul, em jeito de censura,
as palavras que construo
com sílabas desordeiras.
Se eu fosse alguém
calava os silêncios que me sufocam
na voz de tantas palavras.

Marta Vasil

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Desespero


Uma palavra que não entra no meu quotidiano!

Quando uma pessoa está na fase de desespero é porque perdeu a esperança, o alento e por aí fora…

A sua mente está confusa e reflecte-se no próprio corpo tornando-se doentio.
Vivendo com esperança e alento ganhamos forças para enfrentar os obstáculos e as contrariedades que se nos deparam no nosso caminho (Vida).

Já passei por isso e notava que perdia o discernimento, andava perdido sem saber como dar a volta. Se era 2ª feira e tinha um caso para resolver na 4ª feira, naquele dia começava a martirizar-me sobre o assunto. Quando chegava o dia encontrava-me esgotado e sem o assunto resolvido.

Alterei a minha forma de estar na Vida e grande parte dos meus comportamentos ajudaram-me a viver!

Hoje, vivo um dia de cada vez, não pensando no ontem, mas no hoje e, amanhã logo será!

Sou um homem com esperança, mas sempre!

Agora a vida é para mim uma coisa bela e por isso, também por isso ganhei muitos afectos e carinhos de pessoas que conheço pessoalmente e de outras que apenas me contactam.

Existem pessoas que vivem muito mal, algumas até confrontadas com a miséria.

O que fazem elas: Não desesperam; esperam …

José Manuel Brazão



Sufoco


De mãos atadas pelo destino,
Sufoco...
Porque me tiraram todo o ar que respiro...
Vida feita de escolhas,
Amarguras...
Momentos de descrédito,
Falsos amores...
Vida triste condenada pelo tempo e a distancia,
Sufoco lentamente,
O sofrimento fica cada vez mais apagado...
Porque tudo tem um fim,
Assim é o meu fim....
Afogada nas minhas próprias lágrimas,
Lágrimas de tormento e amargura...
Triste, só e insegura...
Morrem as palavras...
Silêncio em mim...

Ci-Cidália Oliveira

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Lágrima...


Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por seres generosa,
uma pedra preciosa
a decorar o meu coração!

Quando penso
e penso em ti,
vem o sonho duma paixão,
sonhada, mas por viver!

Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por ver
não estares ao pé de mim!

Apenas sonho
e vem a lágrima…

José Manuel Brazão

Compreendo...



Pelas minhas posições perante a Vida poucas pessoas me compreendem.
É um grupo muito restrito.

Pessoas que convivem comigo há muitos anos, mas tenho um caminho a percorrer. Uma missão a cumprir.

No meu cantinho faço constantes auto-reflexões para tentar melhorar os pontos fracos (corrigir os meus erros). Tarefa difícil, mas convém persistir!

Naquilo que estamos bem na vida, aí ganhar forças para prosseguir!

Neste aspecto de “estar bem com a vida” tenho muita gente a rodear-me; em cada dia conquisto pessoas que com o tempo se tornam meus amigos!

A esses vivo no meu silêncio as suas alegrias e as tristezas. Como se fossem minhas!

Esses amigos sentem que eu os compreendo e confortam-se por serem compreendidos.

Está em mim a facilidade da compreensão como se as conhecesse há muito tempo.
Algumas só as conheço através da Net, mas nasce uma “magia” como se nos conhecêssemos há muito tempo! Imagino-as!

Nasci e quero terminar o meu caminho com a maior evolução possível em que prevaleça o amor, tolerância e compreensão! Compreendo…

José Manuel Brazão
Imagem: Vidanatureza.blogs.sapo.pt

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O teu olhar


Admiro o teu olhar.
fixo os meus olhos
nos teus…
pensas na vida.
nos sonhos que te invadem,
nas ilusões que tiveste,
nos dramas que esqueceste.

Os teus olhos
procuram os meus gestos,
a minha alegria de viver,
os meus mimos …

Sorris
e os lábios mexem,
com palavras de encanto,
tornando-os sensuais,
desejados
por um amor sofrido,
por um amor contido.

José Manuel Brazão



Até um dia, descansa em paz!


Descansa em paz
que encontres muita luz e harmonia.
Que encontres no lugar para onde foste
o dobro da felicidade
que aqui sentiste.

Choramos por ti
aqui todos reunidos
relembramos os momentos partilhados
que ficaram presos no passado
mas que ninguém nos tira.
Sorrimos por ti,
sorrimos para ti.
Rezamos para que encontres o teu caminho
para que te encontres num lugar divino.
Descansa em paz!
Finalmente o descanso merecido
de um ente muito querido
que em pouco tempo se fartou de sofrer.

Despedimo-nos assim,
com um beijo e alegria
com uma vagarosa lágrima, tardia.
Voltaremos a encontrar-nos mais tarde,
só não sabemos o dia.

Descansa em paz
que encontres muita luz e harmonia.
espera por nós meu amigo
e guarda contigo
tudo o que é bom para guardar.

Vera SOL

Sinto muito


Eleve-se a lua,
para que eu desça a mim.
Ilumine-se a mente
de quem sente
que a vida subestima
e escurece o sentimento.
Sinto o peso de sentir
a angústia amarrada
a um corpo turbulento
que estreita e esmaga
o que sinto,
cá dentro.

Sinto muito.
Sinto a palavra prometida,
apodrecida nas entranhas
de minh’alma seduzida
e atraiçoada.

Sinto tanto
.Sinto o tom da hesitação
no teu silêncio que vagueia
e me acinza o coração,
queimado.

Sinto demais.
Sinto o cheiro do teu medo
quando sabes que me mentes
ou escondes o que sabes
e o que sentes...
Sinto muito.

Diana Correia

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Amor, por onde andas...?


Passeio
e sento-me à beira do rio.
Vejo meu corpo
reflectido na água;
um corpo só!

Vagueio
os meus pensamentos,
por tanta gente que conheço,
por tanta gente que eu amo!

Sorrio
porque vejo o meu corpo
reflectido na água;
um corpo só!

Amor, por onde andas…?

José Manuel Brazão

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Às vezes


Às vezes gostava de ser nada, ser apenas ninguém. Daqueles que se passeiam no jardim sem saberem o nome. Às vezes gostava de não sentir o ar, de não ver o sorriso ou simplesmente não falar. O mundo está para ser calado, enquanto o meu corpo só pede para gritar. As minhas mãos serram as ganas de um presente mascarado, de um ódio embriagado com vinho adocicado por palavras infiéis. A ferida dói, dói muito, magoa o sentimento que cresce em ninho salgado. De qualquer modo trouxe um saco, onde guardo tudo e sorriu.

Vanda Paz

domingo, 21 de setembro de 2008

Princesas do Povo (Mulheres)



Tenho raízes familiares que me dão ânimo para o tema deste texto.

Nasci numa família em que a minha Mãe vivendo numa classe média acentuada para a época, viveu sempre a cuidar dos mais necessitados.

Foi madrinha de muitas jovens, que não tendo posses para comprar o vestido de noiva e fazer algum enxoval, convidavam-na sabendo que ela ajudaria.

Lembro-me como se se passasse agora!

Esta foi a primeira princesa do povo e que mais me marcou!

Deve estar sorrindo lá no seu descanso passados trinta e seis anos.

Tenho muitas saudades dessa princesa do povo, mas não padeço, porque são saudades de que se gosta…

Conheço – felizmente – muitas princesas do povo: voluntárias de acção social,

Mulheres das artes, domésticas, profissionais com actividades propícias a dar amor e muitas jovens que já sabem o que é Amor de Verdade!

Princesas de corte só conheci uma a que me rendi: Diana de Spencer, que lutou contra tudo e todos.

Protagonizou-se e isso não convinha!

Mulher bondosa, generosa, cheia de compaixão pelo seu semelhante, seu irmão e não seu súbdito.

Citarei algumas palavras que evidenciam o que acabo de escrever:

"Por vezes, podiam ver a luz que vinha dos meus olhos e, algumas vezes, podiam senti-la também jorrando do meu coração, quando eu estava em posição de me entregar, o que certamente nem sempre era capaz de fazer. Diana de Spencer"

José Manuel Brazão


Dedico à minha Mãe e a todas Mulheres que se imaginem no meu pensamento.



Reacções de Mulheres:

Amigo Zé,Respondo ao teu apelo, e, com muita emoção te digo que me tocou profundamente o teu belo texto. Primeiro porque me sinto no teu pensamento, pelo propósito que está intrinseco no meu ser de ajudar e ser solidária com o próximo. E tu sabes bem do que falo. Segundo porque ao ler as tuas palavras me veio à lembrança a minha também tão querida mãe de quem herdei esta maneira de ser e estar na vida.BEM HAJAS! Beijo amigo no teu coração! (Aurora Rich)

Lindo demais querido poeta.Uma singela homenagem aos anjos que vivem aqui.Que nos cuidam, que nos estendem a mão, que com coração sincero nos amam, sem nenhum interesse que não seja esse, amar apesar de...Voce é um desses anjos.Sempre acalentando corações com palavras como essas.Poema lindo, delicioso, musical.Bjos (Gloria Salles)

Fraternidade, solidariedade,estima e consideração são valores que ficaram para trás e que poucos ainda cultivam. Fazer o quê? Estou aqui de pé aplaudindo seu tão sensível texto.Bravo! (Iolanda Brazão)

Amigo Zé Manel,Que bonita, essa atenção, essa homenagem às mulheres,senti-me uma princesa do povo!Obrigada por tamanha sensibilidade.Beijinhos ( Teresa )

Bela homenagem a todas as mães e a todas as mulheres com o coração no corpo e na alma!Muito bonito, José! (Diana Correia)

José,Linda a homenagem a sua mãe, mulher abnegada sempre procurando dar um pouco de si a quem precisava.Gostei da evocação a Diana de Gales, Mulher que apesar da condição aristocrática em que vivia prisioneira, doava incondicionalmente o seu amor por quem dela mais necessitava.Enquanto mulher agradeço a minha cota parte da dedicatória, oeta.Abraço (Nanda)

Olá,José!Muito bonita esta sua homenagem,ás princesas do povo,Graças a Deus que temos lindos Anjos em terra para aliviar o sofrimento,de quem pouco ou nada tem.PARABÉNS!!!!!Beijinhos (Leo Marques)

Fantástico texto José. Na verdade pessoas que vivem para fazer bem ao próximo são os tais anjos que aparecem na terra e que fazem sempre falta. A sociedade actual requer que apareçam muitas pessoas mais a querer espalhar a solidariedade pelos mais necessitados, apregoando e praticando o bem. (Vóny Ferreira)




sábado, 20 de setembro de 2008

Olha que não estás só...


Durante muitos anos ficamos com a ideia que estamos muito acompanhados.De facto, fisicamente, assim acontece. Mas com o tempo constata-se que são tudo aparências, criando a imagem que tudo vai bem!Os dias tornam-se cinzentos sem a presença daquele Sol que desejamos, que nos conforta.Há quem diga “a vida é bela”: são optimistas ou até conformados porque não conheceram (ainda) os obstáculos que ela nos apresenta, muitas vezes, surpreendentemente!Acredito na vida, na minha vida, mas tenho consciência que não se contornam os tais obstáculos; temos de os superar!Neste nosso caminho (a vida) encontramos muitos atalhos – os encontros e os desencontros – e ficamos inquietos qual será o atalho conveniente!Por vezes, escolhemos aquele que nos parece o mais acessível. No entanto o indicado ficou para trás ou será mais adiante.Já tive muitas interrogações (hesitações), porque não sou um homem de certezas, mas de convicções. Só que estas últimas não surgem – como seria desejável - na altura certa!Na vida conhecemos pessoas que admiramos e outras que passamos a amar!Com umas pessoas tenho obtido desilusões, mas em compensação com outras conquistámos uma fidelidade que só pode ser amor. Darmo-nos todo sem limites. Pessoas que ficam gravadas na nossa existência.Quando a nossa idade avança, isso fica mais gravado, ousando dizer que inesquecido!Há momentos que me sinto só (apemas um estado de alma)!Aparece alguém que nos diz: “ Olha que não estás só ... “!São os meus companheiros de verdade. Aqui renasce Amor ...!

José Manuel Brazão

Deixo-te



Já tem anos a nossa amizade e acompanhar os teus poemas e as tuas prosas.Nalguns casos emocionei-me e aguentei!Com este poema as lágrimas foram mais teimosas que eu!Conheço-te e sei que na hora em que o escreveste, estavas certamente com uma força interior incalculável!Sem termos falado, imagino-te nessa hora!
José Manuel Brazão

Deixo-te
Deixo-te um bilhete
Onde esvoaça o pensamento
De te deixar
Onde acaba o momento de te amar

Deixo-te um sonho
Que morreu de solidão
Por cima daquela almofada...
de lágrimas, encharcada…

Deixo-te uma rosa
Embrulhada num curto suspiro
Num gesto de cansaço e desânimo
Com a febre do delírio

Deixo-te um poema
Pela última vez acabado
Onde abraço as cores de uma vida…
um futuro, consciente, declamado…

Tália

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Desabafo


E o tempo foi passando...
Eu ali a observar tudo.
Vesti-me de alegria.
Vesti-me de esperança.
Vesti-me de amor.
Usei todas as fantasias.
Fui baba,
faxineira,
passadeira,
cozinheira,
arrumadeira,
enfermeira,
menina,
amiga,
companheira
fêmea,
mulher.
Quis preencher todas as qualificações,
Que predominam em um lar.
Achando que com isso,
conquistaria seu coração.
Que nada!
Ainda assim não tive sua atenção.
Mas tive sim, sua indiferença.
Só era notada na penumbra de meu quarto.
onde minha silhueta brilhava.
Chamando sua atenção.
Ainda assim, permanecia ali.
Pois acreditava no amor.
Não queria vestidos de gala
Jóias, presentes, perfumes importados.
Queria atenção, carinho, amor.
Ter com quem falar meus problemas.
Mostrar todos os meus dilemas.
Chorar em um ombro amigo.
Mas nada...
Havia me feito invisível,
a luz do dia.
Não podes imaginar,
Quantas lágrimas rolaram por minha face,
Invadindo minha alma este tempo todo.
Não tinha com quem compartilhar,
Minhas alegrias, tristezas e incertezas.
Nada então fazia sentido.
Um tempo jogado fora.
E num dado momento,
Como em um passe de mágica,
Comecei a ouvir juras de amor,
Muitas promessas.
No entanto, muitas palavras.
Pouca atitude.
Como acreditar em tudo?
Depois de anos de indiferença.
De fato não posso acreditar.
Não, as coisas não são assim.
Preciso constatar estas mudanças.
Preciso ver e crer.
Já me fizestes muito mal.
Já sangrastes meu coração.
Não é com palavras,
Que terás o meu perdão.
Iolanda Brazão

Todos os pecados


Sem qualquer resistência estou
Entregue a teus carinhos
Como criança indefesa
Que tem medo de escuro
E fazes de mim o que bem queres
Explora. Dilacera. Disseca.
Imola como oferenda de teus caprichos
E me vejo, envolto em tuas garras
Mero instrumento de tua lascívia
Devorado pelos teus desejos
Presa inerte, afogado nos teus beijos
E assim o sequestro continua
Cárcere privado de pobre criatura
Sob os gritos sensuais de tua voz rouca
Banhado no suor de teu corpo sem roupa
E, na ausência de qualquer virtude,
Todos os pecados são invocados
Todos sem nenhum perdão
E um anjo nos abre o céu da luxúria
E nos entregamos a esse amor pagão
Paulo Gondim

Irónica (mente)


É assim nosso amor, razão não regida
Tem jeito moleque, malícia latejante
Inconsequente, lascivo, sensatez fugida
Envolve-me em teus véus, facilmente

Brinca com meu corpo, fantasia desejos
Provoca-me em toques, entorpece a razão
Devasta os sentidos, ao colher meus beijos
Aromatiza e lambuza, com vasta imaginação

Rabisca meu sorriso em um poema sem rima
Volúpia latente turva-me a consciência
Quando se derrama em mim, doce demência

Verseja enquanto me ama e me fascina...
Não posso afirmar, se fala enganosamente
Só sei que vou, consentindo, irónica (mente).

Glória Salles

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tua


Sente...

A brisa mais leve
pelos cabelos, desfiada…
o cheiro do mar,
entranhado, por dentro!...

O olhar que descreve
a vida mal desejada,
o prazer de amar
desde fora, ao centro!...

O sorriso tão breve
da criança abandonada,
o medo a aflorar
em guerras que esventro!

Sente-te todo invadido pelo brilho da lua!…
e só aí sentirás se algum dia fui tua.

Diana Correia (Texto e imagem)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Na janela dos meus olhos


Na janela dos meus olhos
debruçou-se um novo sonho!

vestindo de novas cores
as flores da minha vida...

já sinto bailar na pele,
a flor do desejo bom...

ensaiando a passos largos,
os compassos da paixão!

como nunca, os olhos brilham
quando mergulham nos seus...

e já não freiam a loucura
da volúpia de nós dois!

Zélia Nicolodi

Sinto saudades do futuro


Saudades
Palavra tão intensa,
que viveu sempre comigo,
quer por um amigo,
quer pela família imensa.

Saudades
da vida que escolhi
e nem sempre vivi ...

Saudades
da vida com alegria
que vivia.

Saudades
do amor ao próximo,
da tolerância,
da humildade,
do perdão.

Batendo o meu coração,
como um homem de Fé,
sinto saudades da Esperança,
sinto saudades do Futuro ...
José Manuel Brazão

Meu coração em tuas mãos



Ofereço minha alma
Nesta vida repleta
De mil estrelas, um
Coração entregue em
Tuas doces mãos,
Cintilantes de sensações!
Das fases as mais eloquentes
Todas escritas em minha alma

Realizadas numa única frase:
Te amo até hoje e sempre!....

Fhatima (Texto e imagem)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Último beijo


Foi o último beijo
Ou uma pausa para outros mais?
Acabou-se o desejo
Ou voltará mais forte que vendavais?


A saudade une-se à esperança,
Mas também se une à lágrima a cair,
Neste momento vejo tudo à semelhança
Da dor que não sabe partir.

Cláudia Guerreiro

O voar de um pensamento



Embrulhei o sol numa folha com malmequeres brancos, estes, alegres, sorriram e tornaram-se apetecíveis às abelhas que transportam as ideias de cada flor. Levaram as palavras douradas e quentes para a colmeia em forma de poema. Inchadas, mostraram os seus dotes de escrever em versos misturando mel e silêncio em mais uma viagem, em mais um voo de regresso. Talvez seja este o tempo do pensamento, o voar das palavras do peito ao papel, ou o cozinhar de ideias em colmeias feitas de imagens e sentimentos.O bolso está cheio de frases quentes e insanas, a mente, de imagens de ventos vermelhos de outras terras. Trago um poema no olhar, uma planície verdejante e um campo de girassóis. A música faz-se no sentido do voo, no bater das asas dos pensamentos ou do toque das mãos. Tudo encaixa no sabor de cada pétala, de cada lágrima de cada céu.

Tália

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Asas de seda


Nasceram-me asas de seda
no coração e no pensamento.
Com elas
acreditei que a pedra da calçada
podia ser quartzo.
Acreditei que o asfalto no Verão
podia ser fogo dentro do meu peito.
Acreditei que o meu amuleto
podia ser um segredo falado.
Acreditei que a luz desmascarada da lua
podia ser o meu cálido palácio.
Acreditei que o ar sereno das noites
podia ser a espiral aberta dos meus anseios.
Acreditei que as letras das palavras deitadas na mudez
podiam ser a volúpia do meu corpo.
Acreditei que as estrelas
se podiam vestir com fios de verdade.
Acreditei, quando voava, mas sem certeza,
que um dia podia ser princesa.
Marta Vasil

domingo, 14 de setembro de 2008

Tempestade de emoções



Trago ventanias no meu peito
enclausuradas, inquietas…
Sinto-as em delírios, em ganas
de verem a luz do sol e partirem.
Esvoaçam à minha volta
pétalas de desejos crispados da espera.
Rodopiam em furacão as fantasias loucas,
insanas, que tentam chegar ao teu corpo.
Contorno o silêncio de um poema gritante
de asas agitadas e garganta sufocada de palavras.
Bebo o néctar dos sussurros, dos murmúrios,
dos pensamentos das almas que se escondem.
Não encontro quem oiça.
Não encontro quem leia.
Os olhos flutuam em lágrimas tuas.
As ventanias aquietam-se, mas eu…rebento…

Talia

sábado, 13 de setembro de 2008

Paixão revivida


As paisagens que moram em mim
Os pincéis da saudade repintaram
E dos meus passos todas as pegadas
Em poucos segundos refizeram
O bom uso da palavra foi inútil
asgando o peito, desfiz os ninhos.
Não achei dos labirintos, as saídas.
Assumi as farpas desses espinhos.

Confusa, minha poesia ficou torta.
Versos húmidos, impregnados desse sumo.
A razão, num delírio, perdeu o rumo.

Entendi que essa paixão não era morta
E revivendo os mais dementes desejos.
Vi a boca esfomeada a pedir beijos.

Glória Salles (texto e imagem)

Momentos


Estou aqui,
mas por momentos,
saio, voo,
procuro novos caminhos,
novas mentes,
novas ideias.
Paro
e contemplo o horizonte,
parece-me infinito!
Não vejo ninguém,
mas sinto alguém!
É o amor
que não me deixa
e partilho-o:
com quem encontro;
uns sorriem,
outros perturbam-se!
Reflexos:
dum mundo distraído,
egoísta,
de costas voltadas,
com poucos guerreiros,
na luta dum mundo melhor!
São momentos,
para a minha esperança.
De tristeza,
mas com a certeza,
que sou um dos guerreiros …

José Manuel Brazão

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Minha meta


"Já li tantos e tantos poemas.O teu poema emocionou-me até às lágrimas.És uma alma iluminada e vais encontrar o teu caminho!
Desejo-te muita Luz
e tu mereces
Beijinhos querida Leo".

Estes foram os meus comentários quando li este poema de Leo Marques.
José Manuel Brazão


Minha meta


Hoje me sinto desamparada
Minha vida vive em turbilhão
A alma de tristeza cansada
No futuro nem sequer ilusão.

Queria tanto,ainda ir estudar
Quase que me sinto analfabeta.
Tenho de continuar a trabalhar,
Quarta classe foi...é minha meta.

Sei,que esta vida é passagem
Não se conhece quando finda
Sempre há um fim de viagem.

Não conheço meu novo percurso
A morte precisará de coragem
P´ra levar quem não tirou curso.

Leo Marques

No brilho dos teus olhos


Nesses teus olhos toda a vida
Nesse brilho que me ofusca
Olhar que é remédio pra ferida.
E com sede minha alma busca.
Que se confunde a paisagem
Que revela tanto mistério.
Leva-me a uma doce viagem.
Esse olhar profundo, etéreo.
E se a boca diz muito pouco.
Do que na realidade quer.
Seu olhar irreverente, louco.
Expõe toda verdade que houver.
Seus olhos são pura promessa.
De sonhos alimentados, ternos.
De uma viagem sem pressa.
Nos meus moinhos internos.

Glória Salles

Gloria Salles: a Mulher e a Poesia




Gloria Salles nasceu e vive em São Paulo e somos colegas no Luso-Poemas. Admirando, mutuamente, os nossos textos, criou-se em pouco tempo uma amizade bonita, porque encontro nela uma mulher de grande carácter. Trancrevo a apresentação oficial no perfil do seu Blog.
José Manuel Brazão

Sou tanto e ao mesmo tempo tão pouco. Me desfaço,mas me refaço. Tenho sonhos maiores que eu. Tenho medos,maiores q eu,menores q meus sonhos. Leio muito,escrevo muito, tudo na verdade. Preciso de solidão,as vezes para me encontrar. Sou mulher em um coração de menina. Amo,incondicionalmente. Me perco em abraços, sorrisos, beijos,poesias. Doo-me aos amigos com facilidade,qdo ferida ainda dou muitas chances,mas qdo digo q não quero mais, difícil mudar de idéia. Tenho de verdade apenas o que sinto. Ainda não sou aquilo que sonho ser. Sinto tanta,mas tanta saudade,até do que não tive,as vezes até de mim. Chorona,choro por amor,pela dor,de alegria,de tristeza, de raiva,de arrependimento, de saudade,de vontade,vendo filme,em conversa séria, choro de rir,choro,choro choro... Sou intensa... 100% mãe,100% mulher,100% tudo o que me disponho a fazer.
Texto e Imagem de Gloria Salles

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sou Luso-Poeta


Ser poeta não basta!
A mensagem tem de passar,
com sentimento, expressão,
com Verdade!
para chegar ao teu coração,
aos nossos corações
e ver momentos felizes!

Ser poeta não basta!
tem de haver retorno.
Provocar sensação
e emoções!

Ser poeta não basta!
Criar
para reflexão,
para mudar mentalidades,
exalar
a Paz,
a harmonia
e o Amor!

Ser poeta não basta!
É preciso conhecer
e estar:
com os Portugueses,
com os Brasileiros
e com os outros Lusófonos.

Continuarei o meu estilo;
poesia à minha maneira,
com a palavra como bandeira!

Talvez seja Poeta,
mas com convicção,
já sou um Luso-Poeta!

José Manuel Brazão

Agora vou...


Agora vou…
Irei à procura do que me transtorna. Irei com a esperança de que amanhã verei o céu azul e que chorarei lágrimas transparentes e cristalinas, junto ao mar, enquanto ele delicadamente me embala com o som suave das suas ondas. Não me despeço, porque vou voltar, virei aqui beijar as letras e senti-las no meu peito com o nó na garganta de quem grita o som da poesia. Virei abraçar poemas que me aquecem como cobertor de lã nas noites frias. Mas agora terei de ir. O tempo que me espera será aquele que já está destinado. Deixo o meu sorriso a preencher o lugar que habitualmente ocupo. E um amor feito gaivota que levo para me lembrar dos momentos que fazem a vida. Agora vou… fica o momento… a gaivota voará comigo.

Gaivota

És gaivota do meu corpo
Que vem pela noite
E esvoaça atenta sobre mim
Ofereço-te o alimento
Na sétima onda da loucura
E em voo picado entras neste mar
Onde matas a saudade de quem te quer
Sempre nos repetimos
Enquanto houver mar
Enquanto não esqueceres o caminho.
Talia

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Olhos de mel


Quando te encontro,
deparo com teus olhos,
admiro-os, já lhes chamo:
olhos de mel.

Tu és ternura,
doçura,
que me fascina
em ti: mulher!

És doce comigo,
irradias alegria,
simpatia.

Sinto a tua amizade,
banhada
pelas tuas lágrimas
de mulher solidária,

Limpo as lágrimas,
olhas para mim:
não esquecerei
esses olhos de mel…

José Manuel Brazão

Quadro



O sol rompe o céu
em franjas de azul e branco
inundando o clarear do dia
com mãos de promessas.
A lua já a esmorecer
desprende um fio débil
que cai numa aguarela de esperança.
Sol e lua, um duo perfeito
num quadro cobiçado.

Marta Vasil

Silêncio


O rosto do silêncio
entrou de rompante
rasgando a serenidade
o caminho da doçura
a luz frouxa do dia
a tranquilidade da noite.
Só ficou a lua
no seu imenso silêncio
a inebriar-me
neste tempo que foi ontem
e que é hoje.
Fugiram as palavras
por veredas invisíveis,
caminhos sem forma,
sem vida, sem destino.
Ficou o vazio do tudo
e permaneceu o escuro sem cor.
As palavras que eu queria
habitam numa casa
sem morada e sem tempo
chamada SILÊNCIO.

Marta Vasil