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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Página em branco

Derrapei nas palavras esquecidas
que hoje não se soltam do meu peito,
na cabeça só me surgem as sofridas
e não me inspiram do mesmo jeito.

Sem enredo que possa desenvolver
nesta branca estagnadora da mente,
filtro dum vazio que não sei percorrer
no íntimo de mim que nada pressente.

Perguntas ligeiras sem ter respostas
versos figurativos sem ter teor…
percursos furtivos nas suas apostas.

Anseios esfumados pelo dissabor,
entre as dores de pernas ou costas,
página em branco sem qualquer sabor.

António MR Martins


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