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sábado, 21 de setembro de 2013

Ao som da tua poesia

Existe um punhado de palavras soltas
Que deixam um silêncio enternecedor no meu peito
Palavras que se entrelaçam nas tuas
Deixando o verso completo e o poema cheio de nós

Solta-me o silêncio da palavra e canta!

Existe um fio de pensamento que me inquieta
Que se entende para lá daquilo que pressinto
Pensamento que se salva num poema teu
Libertando-se na lembrança de quem sou

Inquieta-me o pressentimento de não ser quem fui…

Existe um calor nas minhas mãos pela vontade de escrever
Que seca por um receio, um abismo, um passado qualquer
Calor que cresce ao som da tua poesia
Mãos que acolhem os versos de outrora com  alegria

Renascem-me as mãos pela vontade de escrever ao som da tua poesia.

Vanda Paz


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