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domingo, 28 de junho de 2009

Bem-vinda, Vida!


Quando eu era muito pequena dizia para minha mãe que iria morrer aos sessenta anos!
Claro que ela retrucava: "menina, pare com isso, nunca diga uma coisa destas!" porque o seu papel de mãe certamente a obrigava a ensinar-me a viver.
Imagino que àquela altura ter sessenta anos deveria ser ter muitos anos vividos e provavelmente uma aparência desgastada. Quando vejo hoje fotos de minha avó, tias e mãe, com esta idade, tenho que aceitar que aos sessenta anos -há sessenta anos- as pessoas realmente pareciam envelhecidas.

Cresci pensando que aos sessenta anos iria morrer. Tinha mesmo a presença constante deste decreto que fiz a mim mesma (penso) desde que nasci.
Pois bem, queridos amigos, queridas amigas, dia 13 de junho fiz sessenta anos.
Primeiro, pedi ao meu querido amigo Sérgio Scabia, este ítalo/brasileiro generoso e corajoso que co-criou este site que, por favor, atualizasse minha idade na minha página de apresentação.
Depois disso, e assumindo os meus sessenta anos confessos e publicados, venho declarar que não vou morrer! Ufa!

Tenho planos, muitos projetos; estou escrevendo mais um livro - este dedicado aos meus amigos portugueses - onde, inclusive, pretendo escrever na nossa língua original.
Confesso que tem sido um esforço, mas certamente vou contar com a revisão de algum amigo lusitano que se disponha a ter paciência e tempo disponível para a tarefa de traduzir o português que escrevemos no Brasil para o português escrito em Portugal.
Voltei a fazer ioga duas vezes por semana, e sinto que meu corpo ganha a cada dia mais elasticidade, o que me permite correr pela areia da praia neste início de primavera - que de tanta beleza, alarga os nossos pulmões a cada respiração.

Iniciei aulas de canto, desejosa de saber se possuo alguma capacidade para cantar. Percebi que a música opera milagres nos processos de transformações e sinto que preciso conseguir soltar minha voz, toda vez que isso se fizer necessário. Depois, saldaria uma dívida que tenho para com meu querido neto que já na idade de gravações no computador pediu que fosse eu a crooner da sua garage band. E, ao final da nossa primeira música, ele pediu licença para adicionar à minha voz alguns efeitos sonoros que a projetaram para o fundo da trilha - o que nos fez dar tanta risada que desistimos de gravar. Eu desisti, mas ele continua a procurar a voz para a sua banda.
Depois tenho um projeto novo que é criar um espaço dentro e fora de mim para aprender a pintar. Sempre desejei expressar minha veia artística. E para isso, naturalmente, tenho que a encontrar.

E, assim, cheia de planos e projetos não me sobra tempo para morrer. E o mais importante foi perceber que existem assuntos (a maioria deles) que não compete a nós decidirmos tempos e datas. São comandos que vêm lá de cima e que nos ensinam a deixar também ir embora, como os decretos, a necessidade de controlar.
Parabéns a todos que este ano fizeram ou fazem sessenta anos. Ou mais.

Bem-vindos à Vida!

Izabel Telles

Terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque.

Colaboradora do site: http://somostodosum.ig.com.br/

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