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domingo, 17 de março de 2013

Metades de mim


 Metade de mim são palavras
outra metade é silêncio
com as palavras em eco
na mente (des)contente...

Metade de mim é noite
a outra é dia claro onde brilham os raios de sol...

Caminho nos pingos da chuva
com os olhos abertos
cheios de silêncios...

Encosto imperativamente
as metades de mim
para que ambas
sejam equilíbrio da alma...

E se das palavras faço silêncio
é do silêncio que rasgo a alma em palavras
onde o meu coração viaja
de peito aberto
sem molduras ou sombras
em todas as horas do dia
nas metades em que o relógio nunca parou!

Ana Coelho

1 comentário:

Ana Coelho disse...

Não foi metade de mim que ficou feliz foi inteira, por me fazeres lembrar este poema. Obrigada Zé

beijinhos