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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um novo amanhecer

No adiantado da noite quando as horas secam os sentidos
O teu cheiro, na minha cama, era mãos grossas que me fustigavam o corpo
Que se ia perdendo num longo jardim de flores vermelhas de cetim
Fria estava a madrugada comparada com o calor dos nossos corpos
Numa tarde adormecida num tempo que parecia, agora, tão distante
É como a maré que lambe o seio da madrugada e deposita todo o seu sabor na areia
E eu barco à deriva que desfruta e estremece com todo o seu prazer
Existe um misto de desejo e medo de não me voltar a perder no teu corpo
Existe um silêncio que apaga os sentidos por jamais ter o teu olhar perdido no meu
Lindo é o calor que brota do peito pela amizade que nos une
Quente é o sentimento que nos protege num abraço apertado

Cresço, a cada madrugada que passa, pelo que a vida me ensina

Sabendo que um dia chegarei ao topo de um novo amanhecer.


Vanda Paz

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