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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pais & Filhos




Esta jovem escritora que conheci "na barriga Mãe" tem uma maturidade peculiar e vertiginosa.

Li textos de há dois anos (incluindo um poema que me dedicou) que não se comparam com os que ultimamente tenho publicado e fico contente por a ter motivado a escrever, a escrever!
O texto e hoje é duma qualidade que qualquer pai, mãe ou filho(a) se reveêm nele.

José Manuel Brazão


" Pais & Filhos "

Diz o primeiro ditado que Filho de peixe sabe nadar. Sabemos que não é necessariamente verdade. Nem sempre funciona é certo, mas temos muitos casos em que se pode verificar esta condição. Nas mais variadas profissões, há filhos que decidem seguir as pisadas dos mais, tendo por vezes tanto êxito ou mais do que os pais. Na música temos a Maria Rita por exemplo, no cinema o Michael Douglas que se tornou bem mais conhecido que o pai, ou a Angelina Jolie que também conta com mais êxitos de bilheteira que o pai. No futebol Português temos o Tiago Pinto, que ainda não se sabe muito bem.O segundo ditado diz que quem sai aos seus não degenera. É verdade, se saímos aos nossos pais fica em família, fantástico! O que geralmente acontece é que os pais, só admitem que os filhos saem a si relativamente às qualidades positivas. “Ai, ele é tão inteligente. Sai mesmo à mãe”, “Estes olhos azuis são iguais aos do pai”, mas quando se fala do mau feitio ou da ruindade…aí é que a “porca torce o rabo”. A frase mais banal: “Não sei a quem é que ela sai com este mau feitio?!” Será que não sabem mesmo? Bom, a alguém tem que sair. Os pais que aproveitem para se olhar ao espelho (da alma) e fazer uma introspecção. Pode ser que no caminho encontrem algumas surpresas, quem sabe?O terceiro ditado que quero aproveitar para salientar é que Amor de pais não há jamais. Podemos conhecer muitas pessoas, ter amigos de infância, um parceiro fantástico…mas ninguém, ninguém irá gostar de nós como aqueles que nos educaram e viram crescer. Sim, aqui os pais não são necessariamente os dadores de esperma e dos óvulos. Os pais são os que rebolaram connosco na relva, andaram connosco às cavalitas, e fizeram castelos na areia. São os lutadores que acompanharam a nossa evolução enquanto seres humanos, que nos ensinaram o certo e o errado, que sofreram com as nossas tristezas e nos encorajaram para continuar quando pensámos que já não tínhamos mais forças. Os pais são aqueles que nos defendem de tudo e de todos incondicionalmente. São aqueles que nos brindam com as suas experiências, mas que mesmo assim nos encorajam a avançar em direcção do desconhecido se for essa a nossa vontade. São os que sonham com o nosso sucesso sem uma ponta de inveja! Mais ninguém neste mundo tem a capacidade de sentir este tipo de amor…incondicional!

Vera SOL ( texto e imagem )

domingo, 10 de agosto de 2008

Enquanto estiver vivo ...


"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.

Mas nunca se detenha."

Madre Teresa de Calcutá

A natureza no seu melhor!




Título e imagem de Vera SOL











sábado, 9 de agosto de 2008

Conhecidos, amigalhaços e Amigos


Olá, tudo bem?

Tudo, e contigo?

Está tudo bem, obrigado!


Mesmo que não esteja tudo bem, dizemos que está! Esta é a saudação habitual daqueles designados de conhecidos, porque na realidade não passam mesmo disso. Aproveito para frisar que a importância do nome e do tipo de relacionamento não estão de forma alguma relacionados com a frequência com que se encontram. Os conhecidos sabem algumas coisas sobre nós, mas não as suficientes.O amigalhaço é aquele estarola a quem ligamos sempre que queremos ir para a borga ou para a rambóia. É uma excelente companhia para esses momentos e por norma conhece muitas outras pessoas efusivas com quem se encontra na noite ou nos tradicionais festivais alentejanos e afins. Na realidade o amigalhaço não sabe nada sobre nós, sobre as nossas dores e alegrias, provavelmente nem o último nome sabe e definitivamente não é a pessoa a quem queremos ligar quando alguma coisa corre mal.Os amigos...são os amigos. Como dizia o Freddy "Friends will be friends"! Esta espécie rara é para sempre, para os bons e para os maus momentos, convive com as nossas qualidades e defeitos. É a quem ligamos quando estamos felizes, a quem mandamos mensagens quando nos encontramos "down", com quem gritamos quando estamos irritados. Os amigos são quase tudo! Ao longo dos anos todos temos algumas decepções com pessoas que considerávamos nossas amigas, ou surpresas agradáveis por vermos uma mão amiga de uma pessoa que nem reparámos estar lá. Vale a pena "investir" na amizade. Digo investir, porque temos mesmo que trabalhar nela. A amizade é uma relação em que se deve dar e receber, se possível proporcionalmente.Neste campo, a qualidade ultrapassa heróicamente a quantidade...mais vale um ou dois bons amigos que uma centena de conhecidos.

Vera SOL ( Fera )

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Martin Luther King Jr.


Hoje a minha sensibilidade obriga-me a usar uma excepção quanto à lusofonia. Leio muitos textos de humanistas. Sempre admirei: Mahatma Ghandi, Luther King, Madre Teresa, Nelson Mandela , João Paulo II e tantos outros. Tenho os meus arquivos e fui buscar esta belíssima intervenção de Martin Luther King Jr.
José Manuel Brazão

" Sem título, mas com rosto"

Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.
A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência,mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio.
Sonho com o dia em que a justiça correrá como a água e a rectidão, como um caudaloso rio.
Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu carácter.
Nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos.
É melhor tentar e falhar que ocupar-se em ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão, que nada fazer.
Eu prefiro caminhar na chuva, em dias tristes, me esconder em casa.
Prefiro ser feliz, embora louco,a viver em conformidade.
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.
Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços,eu ainda plantaria a minha macieira.
O ódio paralisa a vida; o amor a desata.
O ódio confunde a vida; o amor a harmoniza.
O ódio escurece a vida; o amor a ilumina.
O amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo.
O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício.
Nossa eterna mensagem de esperança é que a aurora chegará.
Martin Luther King Jr.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ilha


Quem acompanha este Blog sabe que o meu objectivo é apresentar autores lusófonos. É uma porta aberta para autores consagrados e novos autores. Estes últimos - para além dos seus méritos - precisam de motivação com a divulgação dos trabalhos: partilhando-os!

Já apresentei escritores basileiros e portugueses. Um blog desta natureza exige muita pesquisa, análise dos textos, procura de imagens adequadas e por último a edição para o blog.

Para mim não é prioritário apresentar os meus trabalhos. Fui e irei publicando a pouco e pouco...

Serve este comentário para apresentar o primeiro poeta africano com grande nivel intelectual : Agostinho Neto.
José Manuel Brazão

" Ilha "

Tu vives -mãe adormecida -
nua e esquecida,
seca,
fustigada pelos ventos,
ao som de músicas sem música
das águas que nos prendem…

Ilha:
teus montes e teus vales
não sentiram passar os tempos
e ficaram no mundo dos teus sonhos
- os sonhos dos teus filhos -
a clamar aos ventos que passam,
e às aves que voam, livres,
as tuas ânsias!

Ilha:
colina sem fim de terra vermelha
- terra dura -
rochas escarpadas tapando os horizontes,
mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias!
Agostinho Neto

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sonhos de crianças


A minha amiga Vanda Paz -em parceria - criou
no tempo certo um blog :
Acredito e desejo felicidades e muito sucesso para esta iniciativa.
José Manuel Brazão

SONHOS DE CRIANÇAS
Sonhos de Criança... um projecto que nasceu da vontade da Vanda Paz/Tália e da Pedra Filosofal de darem a conhecer os sonhos reais de crianças reais
.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Grito de liberdade




Muitos de nós necessitamos dum grito de liberdade e de esperança!
José Manuel Brazão

" Grito de liberdade "

Refresco-me com o bater das asas de uma borboleta, entorno o meu sorriso à beira do rio e fico a ver, alegre, ele a partir no teu peito de água límpida e fresca. Deixo que o céu me cubra de beijos azuis e estendo o cansaço do meu corpo naquelas pedras planas onde recebo os braços do sol que me embalam, que me adormecem da vida por detrás dos pensamentos. Tudo é tão calmo visto daqui, cheiro o perfume das flores e oiço os animais que rastejam perto de mim, a natureza em harmonia...Os meus olhos tocam a águia que plana sobre mim, sei que me espera inquieta, sei que receia que eu não volte. Entreguei-lhe as minhas asas, algo que nunca fiz… sinto-me agora despida da liberdade, mas serena.O grito dela é de ansiedade, sei que precisa partir. A terra puxa-me para si, o corpo vai ficando dormente com aquela quebra de alma. Os olhos vão – se fechando. O sorriso já deve ter chegado ao seu destino com o correr do rio, está entregue.A águia aquieta-se e numa derradeira tentativa pousa perto de mim, olha-me. Nos seus olhos, vejo o mar revolto, que me chama para si, que apela ao meu instinto que volte, vejo o meu sorriso, mas é a mim que ele quer, inteligente, sincera, irreverente, persistente, agarrada ao que acredito, vejo-lhe uma lágrima…Renasço, entrego-me em alma ao corpo da águia e plano até ao mar que me abraça.
Este é o meu grito de liberdade e de esperança pela vida que me espera.

Vanda Paz ( Texto e imagem )

O texto da mulher


Gabriela Mello Barbosa, nascida em 29-11-1981, é estudante de Comunicaçăo Social na Universidade Federal Fluminense. Diz năo ter "nenhum trabalho, ou melhor, paixăo, publicada".

O texto da mulher tem perfume que às vezes se sente só pelo título. Tem todo o jeito de quem anda por andar, sinceramente sem querer chegar a lugar nenhum. O texto da mulher dá para ver que demorou muito tempo pra ficar pronto, e ainda năo está. Dá para ver que uma mulher escreve para outra — para outra completar. O texto da mulher tem um silęncio gostoso de se ouvir e pronto para ser quebrado. Tem natureza própria: vento que sopra a cara e provoca os cabelos; lua que, nua, se banha no mar — festa nos navios negreiros...! O texto da mulher dá orgulho: a gente fica lendo, boba, descobrindo um monte de coisas que já sabia e que só precisava lembrar. O texto da mulher fecha os olhos quando faz carinho, como se fosse ele o acarinhado... todo texto de mulher tem um filho no presente e um amante no passado. O texto da mulher faz arte: colore o que passa em branco na vida e pára o que passa rápido demais — pőe o pé na frente e zás! Segue soberba, sabe que năo adianta olhar — năo para trás. O texto da mulher parece sempre que foi a gente que escreveu —- será uma concentraçăo de saudades e esperanças comuns, ou alguém me esmiuçou sem eu deixar? O texto da mulher treme, grita, chora e comemora em uma só língua; e faz a gente pensar que somos, todas, fragmentos de uma mesma criatura com dois lindos seios e um santo ventre, que caiu, quebrou e nos espalhou um dia. O texto da mulher vale a pena a qualquer hora: de manhă, de tarde, de noite... Esteja a solidăo aqui, ou batendo na porta, do lado de fora.

Gabriela Mello Barbosa
(Texto e Imagem)

domingo, 3 de agosto de 2008

Fizeram os dias assim


Por mais que larguem os braços
Por mais que soltem amarras
E que se tapem as covas

Por mais que rasguem os quadros
Por mais que queimem as leis
E que os costumes esmoreçam

Por mais que arrasem as feras
E que os papőes arrefeçam
E que as bruxas se convertam

Por mais que riam as caras
E que ternura se esqueça
Por mais que o amor prevaleça

Vocês
Fizeram os dias assim!

Năo nos venham pedir contas
Năo venham pôr-nos regras
Sabemos que os nossos dias
Năo văo ser gastos assim!
Luis Represas