
Se eu fosse alguém
entrava em mim
e a mim me demitia.
Rasgava as telas que à noite “pinto”
com pincéis molhados em desassossego.
Apagava as tempestades
que nos quadros difusos retrato.
Riscava a azul, em jeito de censura,
as palavras que construo
com sílabas desordeiras.
Se eu fosse alguém
calava os silêncios que me sufocam
na voz de tantas palavras.
entrava em mim
e a mim me demitia.
Rasgava as telas que à noite “pinto”
com pincéis molhados em desassossego.
Apagava as tempestades
que nos quadros difusos retrato.
Riscava a azul, em jeito de censura,
as palavras que construo
com sílabas desordeiras.
Se eu fosse alguém
calava os silêncios que me sufocam
na voz de tantas palavras.
Marta Vasil
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