
Agora vou…
Irei à procura do que me transtorna. Irei com a esperança de que amanhã verei o céu azul e que chorarei lágrimas transparentes e cristalinas, junto ao mar, enquanto ele delicadamente me embala com o som suave das suas ondas. Não me despeço, porque vou voltar, virei aqui beijar as letras e senti-las no meu peito com o nó na garganta de quem grita o som da poesia. Virei abraçar poemas que me aquecem como cobertor de lã nas noites frias. Mas agora terei de ir. O tempo que me espera será aquele que já está destinado. Deixo o meu sorriso a preencher o lugar que habitualmente ocupo. E um amor feito gaivota que levo para me lembrar dos momentos que fazem a vida. Agora vou… fica o momento… a gaivota voará comigo.
Gaivota
És gaivota do meu corpo
Que vem pela noite
E esvoaça atenta sobre mim
Ofereço-te o alimento
Na sétima onda da loucura
E em voo picado entras neste mar
Onde matas a saudade de quem te quer
Sempre nos repetimos
Enquanto houver mar
Enquanto não esqueceres o caminho.
Talia
Talia
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