Uma a uma as palavras foram caindo
da escada que sustinha a vida do poema
Um poema a respirar a madrugada das amoras
embriagado no roçar macio das uvas
Um poema que crescia enchendo a casa
ilustrando nas paredes a ternura dos dias
Um poema que chorava sozinho
quando todos sorriam
Agora sou sou eu que choro
sobre as lágrimas do poema caído.
Marta Vasil
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