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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Recortes


Aos poucos a vida vira a página
que eu não consigo parar de ler.
Aos poucos as nossas imagens
suplicam pra te esquecer.
Aos poucos, anestésicamente,
Aos poucos homeopáticamente.
Vou te deixando partir....

Sandra Freitas

Navegante


Nada sei desse sentir que hora abrigo noutra abismo.
Sei apenas das ânsias de quando navego no mar da vida,
entre tempestades e calmarias,
entre a fúria de um furacão ou na beleza de um arco-íris.

Sei tão pouco dessas borboletas que sobrevoam meu estômago,
dessas tonturas quase torturantes e sem sentido
que encontro no sentir mais enlouquecido,
do amor que por mim ainda é tão incompreendido.

Talvez eu saiba apenas manter as velas hasteadas,
não me preocupando muito com o rumo,
deixando apenas o vento ditar o caminho,
desse coração apaixonado em desalinho.

Nesse verdadeiro sentir, não imponho regras,
tão pouco razões ou conclusões.
Sinto somente, navego só (mente.)
Sem leme, sem planejar a direção,
guiada pelo coração, levada pela emoção...

Sendo o amor a imensidão.

Anna Carvalho
em participação especial

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vento


Será preciso tempo
ou mesmo o vento
para desembaraçar
seus cabelos
caracóis se perfazem
num emaranhado frenético
miscelanea de idéias
Por dentro.

Luciana Silveira

D. Quimio


Uma luta desmedida
Há tantos anos a travar
Contra um inimigo
Que teima em não me largar

Tenho vencido e vou vencer
Deus está a me acompanhar
Com a ajuda da D. Quimio
Que dizem vem me salvar

Já vivi essa experiência
Que suas marcas deixou
Votar de novo à ribalta
Não me agrada mas lá vou...

Vou mas vou contrariada
Não aceito a D. Quimio
Ela deixou suas marcas
Que me marcaram para a vida.

Será mesmo necessário
O martirio que estou passando?
Só Deus sabe e acredito
Alguma dívida estou resgatando..

Mesmo assim eu agradeço
Todos os dias ao Pai do Céu
Minha vida a ele entrego
Dá-me forças Santo Deus

Minha alegria para viver
Me ajuda a ultrapassar
Com a familia e amigos
Sempre, sempre eu vou estar


Bárbara Godinho
em participação especial

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ensaio sobre o beijo


BEIJO BOM!

Ah!  Beijo
Beijo roubado
Beijo surpresa
Beijo apaixonado...

Beijo no rosto
Beijo na testa
Beijo no queixo
Beijo molhado...

Beijo na boca
Beijo sentido
Beijo desejado
Beijo apaixonado...

Beijo amigo
Beijo amado
Beijo selinho
Beijo eternizado...

Beijo bom
Beijo bom mesmo
É o beijo do meu amor
Por inteiro...

Sueli Rodrigues

sábado, 2 de fevereiro de 2013

À espera do amor


Gostava de te trazer à beira de um sonho
Sorver-te o silêncio e espantar-te o medo
Agarrar-te as palavras pelas asas e voar

Gostava de sentir as gargalhadas nas mãos
E as marés inquietas no peito
Olhar para dentro de mim e afogar-me por inteiro

Rodopio na sombra de um suspiro e deixo escapar o verso
Amor entrelaçado e audaz nas madrugadas brancas
Que traça as linhas voluptuosas na pele do meu corpo

Agora o poema é capaz de ficar e dizer que sim à vida
Enquanto as mãos se abrem ao céu e esperam as estrelas

Recebo a voz nos braços e segredo-te beijinho que te espero.

Vanda Paz


Por dentro, você!


Fecho meus olhos, por dentro, você
Sinto a imensidão do nosso amor
Agora a vagar
Mas, de onde vem esse doce mistério, ainda a brilhar?
Fusão de duas almas sedentas a se desejar
Sentimentos que não se esgarçam com o tempo, com o vento
Quem dirá, com um contratempo?
O tempo, senhor de todas as razões
O fará recordar...
Nossos corações, para sempre unidos
Jamais serão banidos ou iludidos
Percorro caminhos, solitários, recordando
Suas marcas, as linhas de seu corpo, minhas amarras
O meu sofrimento, ainda ele é belo e calmo, e leve
Porque, meu amor, ainda agora estás aqui
Impresso em meu corpo ainda quente por ti
A sedução impressa em suas doces palavras
Que me disseste só para eu poder amá-las
E para sempre guardá-las
Ainda soam suaves e enérgicas em meus ouvidos
Nossos corpos próximos, sempre nus
O arfar de nossa respiração ao desejarmo-nos
O vai-e-vem desenfreado, a alma exposta
E a explosão imensa ao gozarmos
O desejo, altar maior, que não se aquieta
mas apenas descansa e desperta
Os longos beijos, as línguas a dançar
Provocando a fusão de nossas almas
A fome, a sede, a faca e o queijo nas mãos
Suas mãos a percorrer meu corpo em frenesi
Rostos em êxtase de pura paixão
Seu corpo, Meu Amor, minha morada
Seu rosto, Meu Querido, meu espelho
Sua alma, Meu Bem, meu repouso
Seu ventre, Meu Devasso, meu gozo
Como pode acontecer de apartar
Se meu corpo ainda está a clamar
Se minhas veias ainda a fervilhar
Se minhas teias estão a rogar
Se meu sexo ainda a molhar
Se minha saudade vive a me rondar
Se sua ausência presente a me provocar
Não me abandones, encanto meu
Pois és a inspiração para meus versos
E minhas pobres rimas
E amanhece, anoitece
Fecho meus olhos, por dentro, você
E volto a sonhar.

Luciana Silveira

Tome meu coração


DEIXE DE MANHA

O tempo se apressou
Separou nossas vidas.
Dois mundos separados
Existências divididas
Com outras vidas.

Hoje a era digital
Trouxe sua virtual imagem.
Observo suas marcas:
Cicatrizes profundas!
Quem sabe, da angústia
de nossas vidas mutiladas.

Tome meu coração.
Meu corpo,
Meu sorriso,
Meu olhar.

Tudo fica mais iluminado
ao seu lado.
Então deixe de manha.
Vem cá
De-me um abraço.

Sueli Rodrigues

Sinto na alma a ânsia de navegar


Olho este mar imenso
e sinto na alma
a ânsia de navegar
nas águas profundas do teu ser!

Antes fui porto de abrigo
do nosso amor,
hoje és tu o porto seguro
que acolhes meu corpo
e não hesito em navegar,
quando a saudade vem visitar
e ainda não conseguiu apagar
a tua imagem e o teu olhar!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

É fruto do amor


Quis te encontrar,
que viesses até mim
e confessaste
que já lias a minha Poesia
há muito tempo!

Aí começou o desejo
de nos cruzarmos na Vida
e a Poesia nos juntou!
Vi logo em ti
uma Mulher e uma Poeta
diferentes na palavra da Vida
e na Poética!

Naquele momento
aproveitámos todos os instantes
que estavam em nós,
onde muitos conquistámos
e outros nos fugiram!

Foste a Mulher
que me compreendeu melhor
e eu fascinado vivia cego de amor
e nem tudo via em ti!

Só mais tarde
vi quanto me querias,
quanto precisavas de mim
e o tempo corria,
e nós deixámos o tempo
ser tempo e levar-nos com destino!

Hoje com o tempo já distante,
lamentamos e perguntamos,
porque estamos no coração
um do outro,
que nos lembramos para sempre,
mas trataste tão bem o fruto do amor
com quereres e sentires
e eu não fui merecedor de o provar!

Só me resta pedir o teu perdão
por não estar junto
duma Mulher e Poeta iluminadas
e uma Psicóloga da Alma;
deixa-me guardar no meu coração,
esse fruto do amor
que o conservas ainda são!

José Manuel Brazão