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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sonho meu


SEGREDO DE FELICIDADE

Depois de uma noite de sonhos
Acordei
Saboreando fatias de felicidade.
Então percebi:
Era vida, realidade.
Você comigo.
E a alegria contagiante:
do perfume da flor,
dos raios solares,
dos cantos dos pássaros
desvendavam o segredo do amor...
Pura felicidade!

Sueli Rodrigues

Contigo aprendi a sonhar


Vislumbro a noite
a dormir no teu silêncio
no rosto sereno
deixo acomodar-se a insónia
nas faces mudas
que contigo aprendi a sonhar...

Palmilhar os prados da noite
onde as mãos se unem
na forma leve da fala cantada
em serenatas tão nossas...

Entrego o olhar pela janela
a lua a descer vigorosamente
o sol a dissipar os vidros
iluminam o teu corpo tranquilo...

Depois da noite
dormir no silêncio
encosto os lábios ao teu cabelo sedoso
durmo a tua voraz tranquilidade
que dizes ser - o meu cariz
contagiado em ti!

Ana Coelho

«« VANDA PAZ - FELIZ ANIVERSÁRIO! »»


Por tudo o que escreves
desde sempre
és a minha princesa Poesia.
Palavras, palavras
de amor, nostalgia
e melancolia
com imagens que sentes
e expressas como ninguém!

Poeta de grande humildade
Mulher de grande dignidade
assim és na Vida e na Poesia!

Não sei dizer
qual o poema mais belo,
mas há um que guardo
no meu coração:
o poema da nossa Amizade,
Aqui e no Além...

José Manuel Brazão

..........

Ilusão sim.
Desilusão, definitivamente não!

Um dia
pediste-me um poema.
Tu sabes
que o poema que te dei
foi a minha amizade.
Não precisas de escrever todas as letras
para que te entenda.
Não necessito de falar a frase completa
para que me sintas.
Tenho-te num abraço sem fim.
Numa amizade duradoira e sincera.
Para quê pensar em desilusão
se tens o melhor dentro do coração?
Para quê desanimar
se tens o dom de amar?

Agarra-te à riqueza da vida que já viveste,
às magoas, porque não?
É sempre melhor que chegar ao fim e não sentir nada.

Enquanto estiveres aí, eu estou aqui…

Beijo desta amiga sincera

Vanda Paz


Vanda querida Amiga

Feliz aniversário
e que os teus desejos
se realizem e eu possa
testemunhar nesta nossa
caminhada na Vida e na Poesia.

De MÃOS DADAS, sempre!

Beijo grande
do ZÉ 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Salpicos de vidas


Um olhar algo sedutor
perante palavra de mel
sorriso galanteador
urde gesto alvo cruel

Faz pedido a preceito
num simples estender de mão
logo ficou sem ter jeito
na melindre situação

Coloca anel no dedo
ao rubro de seus afagos
contando mais um segredo
como cacho de seus bagos

Num namoro de precisão
o seu mútuo conhecer
esqueceu a indecisão
para todo o seu viver

Raiar de junção futura
numa nova aliança
na vida tudo perdura
ante a raiz criança

Passagem vinda do tempo
contagem de muita vida
entre tanto contratempo
e tanta coisa perdida

Depois tudo desenrola
no avanço da idade
a vida é a escola
que traz a felicidade

Seguem aos filhos os netos
e ainda outros virão
e os segredos secretos
são agora imensidão

Eis então o fim da linha
que todos temos na sina
mas que ninguém adivinha
quando tudo termina


António MR Martins

Ausente de mim...


Ando por aí num silêncio
com dor e sofrimento
na busca de ti
e  da esperança...

Não vos encontro,
mas sinto
a ausência-presença
através do perfume da tua alma,
como uma recordação
vivida no silêncio da noite
e no amanhecer de cada manhã!

José Manuel Brazão

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Luz da Lua



Sou da noite
Borboleta noturna
Desgarrada da flor
Tecendo ilusões
Soluções inacabadas
Inesperadas
Luz da lua
Completamente nua
Exposta em raios
Dispersa no céu
Sem prumo
Rumo ao mar
Sem porto para ancorar
Sem fim.

Luciana Silveira

Casamento fracassado


Há pessoas que se realizam com relacionamento falido. Exemplo disto é viver um casamento fracassado, por simples aparência. Mostrar para a sociedade que o relacionamento é sólido, quando na verdade é um castelinho de areia.

Traições, mentiras, o descumprimento da fidelidade, tudo isto circula abertamente. Aonde chegaremos com a seriedade nestes atuais relacionamentos? Por que viver ao lado de uma pessoa que não valoriza o outrem, que se utiliza dos sentimentos alheios?

Não existe mais o respeito, o amor, a lealdade. Estamos andando pelo caminho obscuro, perdemos a direção. Não há vínculos, afetividades, aquele comprometimento com a outra pessoa.

Sobram aos olhos de quem realmente quer ver a realidade, casamentos fracassados, relacionamentos desfeitos.

Graciele Gessner

Destino



Havia folhas douradas a rasgarem o pensamento, frio desmembrado que cortava o olhar. As mãos sentiam o calor das letras, mas o poema afogara-se no peito, há muito…

Cegos são os que não vêm que as margens nunca se tocam.

Crescem os braços em tom verde entre o fosso do pensamento e o lado direito do cérebro. Já não há mar que me abrace, ou pelo menos que me deixe naufragar e morrer, envolta de ondas prateadas pela lua.

Crescem os céus aguçados na espera do amanhã. Nasce o sol inquieto pela incerteza do calor que já não sorri todos os dias e separa as nuvens, separa as lágrimas e as vontades, como rio que separa os desejos desamparados.

As chamas bailam em redor de uma lenha que geme enquanto escrevo o destino.

As letras são sempre o inicio, o inicio do amor, do drama, da critica de tudo o que possamos imaginar. Sim, imaginar e sonhar. Armas de paz, de guerra ou de sentimentos. Armas poderosas para quem não tem qualquer sentido nos dedos.

Mas por vezes, pensamos que dominamos as palavras, os pensamentos e os sentimentos e escorregamos para dentro do poema, deliciando-nos com o aroma dos sonhos embriagantes.

A vida é curta demais para as lágrimas, a vida é um recado dado à pressa que por vezes não chega.

Cabe-nos a nós escrever o poema ou simplesmente
deixarmo-nos ficar numa prosa sem significado mesmo que tenhamos de lutar contra as marés mais fortes e os ventos mais intensos.


Vanda Paz

domingo, 6 de janeiro de 2013

Esperando...

Me perco contornando os vincos das linhas do seu rosto.
Desenhando no ar meu encosto, sereno e doce, pronto pra mim..
E assim deslizo as mãos em sua barba,minha áspera seda sonhada
pela sutil imaginação dos meus dedos.
E nessa hora sou grande e me atrevo a expulsar os velhos vultos
do medo...de me perder de ti dentro de mim.
E alardeio essa tal felicidade, companheira desmedida da verdade
sem início, sem meio, sem fim.
Me regalo com o embalo dos pedaços, costurados, tricotados,
emendados, que transformam nossa história em um nó.
Me deslumbro com sua suposta ausência, me trazendo
mais e mais sua presença, amarrando nossas almas numa só...
Não me ocupo de sofrer pela distância,
muito menos desse tempo a intolerância
que insiste em dizer não e nunca sim..
Pois embora tudo seja incoerência
Para mim, apenas claras evidências
da eternidade desse amor dentro de mim.

Sandra Freitas

[...]

És a mulher
que me compreende,
tolera, serena
e pacifica minha alma!

No teu canto do silêncio,
preocupas-te comigo,
confortando
os meus anseios,
os meus desejos
de amar
de te amar,
mas por vezes perdidos
e agora reencontrados!

És a mulher
que me perdoas,
o desencontro com a vida,
seduzido por paixões
umas vezes levianas,
de puro prazer
e nada mais!

És a mulher
enfim;
que me deseja
no teu canto do silêncio,
vagueando pelo passado,
tão recente,
que eu ia perdendo,
se não fosses um anjo,
o anjo que um dia
me apareceu
em nome da Paz
E ficou pacientemente
Esperando por mim!

De braços alongados,
envolveste meu corpo
e disseste:

Sou eu
o amor da tua vida,
confiante
e esperando por ti!

José Manuel Brazão


Que encontro..né amigo!!!
de todos os nossos momentos juntos na poesia, esse é um dos que eu mais gosto. É tão completo..
Beijokas

Sandra

Num dia qualquer...


Quando os sonhos nada forem além
De imaginárias fantasias
Tu lembrarás então, na essência dos devaneios.
De um amor que se perdeu no tempo...
Anseios esquecidos no momento em que partiste...
Porém eu serei sempre a tua memória mais presente e
Sentirás a minha presença
Nas pequenas coisas que tocares...
No perfume de flores que vem
Com a suave brisa que te beija o rosto...
Então, ouvirás apenas o silencio...
Calando as canções
longínquas que falam de amor...
Contemplarás fascinado o brilho das estrelas no céu...
A Cintilar num ecoar de arrebatadas sensações!

Celina Vasques