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sábado, 3 de novembro de 2012

Vida


Noite sem lua
Sussurros de vento
Dança de vagalumes
Colorindo o negro tempo
Tudo em volta, silêncio

Também em mim
Dançam os pensamentos
Variadas cores, diversos tons
Emoções, sentimentos
Avançam madrugada à dentro

Mais um pouco e já amanhece
Como será o meu amanhecer?
Há de surgir o sol no horizonte
E uma luz de igual intensidade
Irá brilhar dentro de mim

Já é quase outra vez
Primavera em meus olhos
E tantas serão as flores
Que se debruçarão nas janelas
Do meu olhar!

Já as sinto brotarem em minh’alma
Um lindo e perfumado jardim
Vida que se renova em mim
Mais uma vez
Vida que me insiste em ser ...

Regina Ragazzi

Por este amor...


Por este amor, piso no que o olhar ignora
Abandono o temor na estação passada
Deslembrado no nevoeiro da memória
E posso ver o agora com a fé renovada.
.
Por este amor, exorcizo os fantasmas
Que obstinados habitam meus cantos
Saro a brecha que faz sangrar a alma
Com o bálsamo dos meus encantos
.
Por este amor, faço poesia adocicada
Dessas, que minimizam suas defesas
Porque quero as emoções escancaradas
E alicerçar de vez nossas certezas
.
Por este amor, respiro cada segundo.
Tecendo fios, que bordam nosso mundo.

Glória Salles


Retorno


Foi um grito rouco
que desatou o nó da minha
Alma...
Mas não ouviste
Partiste levando
Meus sonhos
Vesti-me em luto
Morri várias vezes
a cada manhã.
Desejava uma lápide gélida
E uma porta aberta ao infinito sombrio.
Mas a morte também se foi..

Ressequida
Desgrenhada
Andava despida pelos pastos
Até que um olhar
Pousou sobre mim.,
Pediu-me hospedagem
Fechei-me e menti
Deixei que ficasse
Mas nunca cedi..
outonos , invernos
Cizentos hostis passaram
levaram os laços ardis.
Sorria de dia, chorava de noite
E o mais improvável:
Eu sobrevivi.

Sandra Freitas

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Resigno-me à vontade da vida


Remeto-me ao silêncio das palavras
Deixo o espaço entre as bocas vazio de som
Monótono e cortante
Cesso todo o meu sentir
Deixando por agora as folhas em branco
Nuas e livres

Resigno-me à vontade da vida

Para quê falar ou escrever
O que só o ardor dos meus lábios te pode dizer

Vanda Paz

Ah, como sei ouvir o teu silêncio!


Sou dono da tua alma
e do teu coração
que tanto procurei
e eu guardei em mim
no cofre da minha Alma
neste segredo bem guardado!

És do mar aquela onda
que vem ao meu encontro
trazer-me o teu beijo
prometido e guardado
no teu pulsante coração.

Ah, amor
como eu sei ouvir teu silêncio...

José Manuel Brazão



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Azul...


Já reparou que tudo passa, menos o azul?

Passa o tempo. o vento, o pássaro, a chuva, o perfume, a fumaça...
A vida passa...
as crianças crescem,
as estações mudam,
os amores acontecem e desacontecem,
A gente envelhece...
Mas o azul sempre está lá, no mesmo lugar, do mesmo jeito.
Nós lhe mudamos a cor, às vezes, mas ele continua azul.
Na nossa pequenês nem sempre nos damos conta do
significado de tanta imensidão
O infinito é o começo ... e nunca o fim...

regina ragazzi


Lágrimas ocultas


Nem sempre a coragem
está em mim
e nela tento buscar
as forças que preciso.
Choro em silêncio
lágrimas ocultas
no meu coração!

E em noites sem Lua
vem uma Luz iluminar
o meu coração
e Deus enxugar essas lágrimas!

José Manuel Brazão

Plano de Vida


Fazemos tantos planos, sonhamos tantas situações no decorrer da vida, que quando nos acontece algo fora do planejado, perdemos o rumo. Posso afirmar por experiência própria, que a existência não planejada é que faz toda a diferença; que vale a pena ser vivida!

Na hora assusta, perdesse a valorização profissional, perdesse o caminho. Aconteceu comigo, mas não desisti. Tenho um novo trabalho, totalmente diferente; mais extensivo e recompensador.

Por mais terrível que pudesse parecer naquele momento, no final de contas, há situações que nos proporcionam maravilhas. Ainda tenho muitos planos de vida, nada me impede de conseguir, mas tudo ao seu devido tempo.

Graciele Gessner.

Despedaçada

Era linda
Pálida e branca
Suas flores rosáceas
De pétalas desfolhadas
Meus lábios eram sedentos
No seu toque
De manhã e à noite
Delambiam-se sobre ela
Apenas ela ali estava.
Só ela me saciava
no meio de tantas
Tão diferente e tão igual
Tão amada
Tão desejada
Adocicava-me o gosto
Hoje acordei com o desgosto
De a ver despedaçada
Nem o chá para a torrada
Nem o café para a noitada
Eras tu…
A minha caneca adorada.

Cristina Pinheiro Moita

Canto de não fazer nada...


Canto de não fazer nada
Apenas cismar à sombra
enquanto o sol passa

Não prender o vento
nem o canto do pássaro
Não guardar o perfume da flor

O dia segue em seu tempo de ir
Morre junto ao entardecer

Aos olhos ficam os azuis
que se viu... que ainda se vê...

regina ragazzi