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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Porque a viagem começou


É no amachucar dos dias que lambo o futuro com ganas de viver. É no respirar cinzento que abraço o sorriso, entornando-o sobre mim. Porque a viagem começou, porque as pedras desfizeram-se, porque o céu já não chora, traduzo o tempo na distância da memória. Cruzo os passos com a música ancorando cada nota no meu peito, e danço. Porque este sonho é meu na madrugada que me foge entre os dedos, escrevo-o. Das palavras desenho o futuro que anseio deixando escorrer as letras sobre o sol, queimando-as de prazer. Sopro as papoilas e faço um rio de sangue que ainda dói, que ainda fere, e choro. Vou esquecer os caminhos que magoam, construir pontes para olhares de prata, sorrindo por cada manhã que encontrar. Talvez por saber perder encontro agora a maré cheia de mim. Talvez por saber entender, reservo agora a ultima frase para me encontrar. E deixo-me espalhada em tudo que me implora, e deixo-me inquieta em tudo que me anseia e volto a ser quem sou. Porque do nada venho, porque renasci em peito quente, amanha serei muito mais que eu, porque tudo o que me rodeia é vida.

Vanda Paz

Tempo, mano velho


Eu já odiei. Odiei sim. E normalmente eu costumo odiar quem já amei muito. Mas é um ódio que desgruda com o tempo, que vai embora com os minutos e leva seu gosto amargo. Por que não nasci pra odiar ninguém eternamente, eu sou feita de vida, de alegria, tenho DNA de um Deus que na sua essência é puro amor. Então o que faço? Não evito, não fujo do que sinto, tento me conter apenas nas ações advindas... desse sentimento, caso contrário, saio matando as pessoas....rsrsr. Então eu odeio muito, xingo, choro, corto as fotos, corto os pulsos,deleto tudo, e durmo até o gosto de fel sair.

Mas pra mim, odiar ainda é um sentimento nobre perto da indiferença. Nada no mundo me dói mais que a indiferença. Ela é como uma faca de dois gumes bem afiada, de uma lado, o silêncio, do outro o desprezo. Assim, corta sem anestesia, desce sangrando sua vítima, sem dó nem piedade. A indiferença é pior do que o ódio, por que constrói um muro de impiedade no coração. E quando eu menos esperava, ela entrou pela minha porta, a misericórdia e o perdão saltaram pela janela. Entrou prenha e pariu um sentimento estranho nas vísceras da minha alma. Ele grita, chora, esperneia, e me consome. Eu não me rendo. O tempo bate na porta, mas a cria é pesada demais pra que ele carregue...por enquanto...

Sandra Freitas

Estou fugindo de você


Estou procurando por mim; estou em busca do que perdi; estou mergulhando dentro de mim...

É como se o meu sonho estivesse morto e só faltasse um empurrão para ser definitivamente enterrado. Não importa mais, agora não faz muita diferença.

Estou fugindo de você; estou olhando para o horizonte sem direção; estou tentando encontrar algum caminho para seguir em frente. Não sei o que o futuro me reserva, mas sei que ao seu lado não ficarei.

Hoje estou de partida, deixando para trás tudo que me fez mal; deixando o que nunca teve muita importância na minha vida.

Não procure lágrimas em meu semblante como forma de arrependimento ou despedida. Estou saindo desta história de cara limpa e sem qualquer motivo para cobranças.

No entanto, jamais poderemos esquecer: a gente se gostou, mesmo que não de forma intensa. Tudo isso foi temporário e passageiro, mas deixou vestígio pelo caminho percorrido.

Graciele Gessner.

Por ti, em ti!



Por ti
darei o Sol, a Lua,
o afecto, o carinho,
a paixão e o amor!


Em ti
ficará o homem
que vive
momentos felizes,
quando te sente,
te ama,
mas não vive sem ti!


José Manuel Brazão


Oh Zé,
Tu és o poeta que melhor canta o amor.
Beijo
Nanda Esteves

Te procurei


Naveguei por todos os mares
Na solidão dos meus momentos
Perdi-me de mim...
Na busca deste sentimento.

Com a correnteza das ondas bravias
Fui contornando margens sem importância
Muitas noites nas caladas frias...
Sem navegar em tuas distâncias.

E nos lençóis da solidão...
Naufraguei no mar do meu sentir
Queria tanto encontrar à tua direção
Todo esse tempo que percorri.

Mergulhada neste grande amor
Procurei na imensidão do mar o seu caminho
Em águas agitadas senti toda dor
De te ver tão próximo, mas longe de meus carinhos.

Por fim te encontrei no mar de meu viver
E nas ânsias de meus desejos e verdade.
Moras em cada parte do meu ser
E nas lágrimas sentidas de minha saudade.

Belarose

Janelas da tua alma




Olho para ti,
fixo teus olhos
e vejo eles sorrirem
e nesse brilho
janelas se abrem
e levam-me até à tua alma!

Aí contemplo-te
na Mulher de amor,
que tudo me dás
com os mais belos sentimentos
mais nada sobrando
perante a tua entrega
com amor ao amor!

José Manuel  Brazão


Ana Bailune disse...
Um doce poema, para começar bem a manhã!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nesta noite prometida


Nesta noite prometida
aguardas de mim
uma brisa
um carinho,
um abraço,
um sorriso.

Aguardas e sentes
que te desejo
e teu corpo entregas
em suor para te possuir
nesta noite prometida.

Rendidos nossos corpos,
os desejos foram cumpridos
entre quereres e sentires!

José Manuel Brazão








Uma noite


De longe
vi o teu sonho
dormir
e acordar
em realidade!

O teu dom
fez um caminho,
sempre a subir,
subir a encosta da vida
e daí
olhaste ao redor,
recordando:
que de um pedaço de papel,
nasceram poemas,
muitos poemas,
de paixão e amor,
poemas da vida:
a Catarina e o Filipe,
imagens poéticas,
melodias,
um estilo único!

Hoje,
sorrimos confiantes
e lembramos a esperança
e o acreditar,
até chegar uma noite,
esta noite …

SÁBADO, 24 DE JANEIRO DE 2009
José Manuel Brazão
* Poema dedicado à minha querida Amiga e Poeta Vanda Paz




E o sonho sorri a cantar o Tejo



Veste-se de verde a Lezíria.

Suave o relinchar
A cada brisa, a cada passo
Voluptuoso o caminhar
De crina solta e selvagem
Monto o tempo e viajo a trote
Belas são as paisagens do passado
As imagens corridas da memória
(tão longe de serem esquecidas)

Achei-me na arena e lidei o touro
Carregada da vida dura
Cravei as farpas na dor e corri

Atordoei-me com os sons dos pássaros
Acordei de madrugada
Com a boca amarga das letras
E o corpo coberto de rosas
Que nasceram das tuas mãos
Com o pecado que fizemos

E o sonho sorri a cantar o Tejo.

Vanda Paz

Um beijo para a minha Princesa da Poesia



Amor, ajuda-me a ser feliz!



Não vivo sem ti
na vida e em sonho,
sinto um vazio em mim
e basta a tua imagem
a tua voz  o teu carinho
e meu coração sorri
para o teu que guarda
minha alma para todo o sempre!
Amor, ajuda-me...
a ser feliz!

José Manuel Brazão