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sexta-feira, 22 de junho de 2012

De braços abertos


De braços abertos
recebo o grito do sol
que chora
e sofre pelo amanhã que dói.
A chuva
esconde-lhe as lágrimas
e eleva o vento ao limite,
tocando o céu arrepiado.
O olhar
desagua no extenso areal
feito de corpo
ardente,
onde descansam todas as estrelas.

Vanda Paz


No resto da minha Vida...


Já pouco me resta...
Já muito levaram de mim
por casos da Vida...
partidas para além do azul
de filho, pais, irmãos,
gente querida, muito amada,
além dos amores da minha Vida,
vividos com intensidade
e a ansiada felicidade!

Guardo o que pude guardar
neste coração sensível,
que é o meu cofre,
porque tudo vivido
em horas tristes e alegres,
são as minhas joias!
Riqueza assim não há igual...
Nem tudo levaram:
existe a minha Poesia,
escrevendo sempre
pelo menos os primeiros
dos meus últimos poemas!

Não peço nada à Vida,
apenas aquilo que seja  merecedor,
um pouco de carinho e de amor!

José Manuel Brazão

Maravilhoso poema e ainda mais emocionante ler com a bela canção de fundo! =D
Abraço poeta
e tenha uma boa Noite!





quinta-feira, 21 de junho de 2012

RENAN e a sua 1ª Primavera - FELIZ ANIVERSÁRIO!


"Sentir-se feliz é estar ao lado de uma criança
 e receber o sorriso como retribuição".
Graciele Gessner, 2012.



Como te sentes feliz
olhando para o teu filho,
quando ele sorri
e o teu pensamento
chega a mim,
como desejando
que estivesse aí contemplando
esse momento de amor!

Que bom eu partilhasse esse momento
e tudo, mas tudo o que eu guardasse
do vosso amor em mim....
Sim, é preciso acreditar
que tudo é possível!

José Manuel Brazão



* O meu pensamento em Graciele e seu filho que acompanho desde que é Vida! 

A rosa que não ganhei


Uma desculpa, apenas uma atitude.
Um erro, uma falha, um deslize.
Uma nova chance, aquela oportunidade.

Algum sinal da sua presença,
Uma possibilidade improvável.
Morri na sonhada esperança.

Por fim, devo concluir...
Não nasci para o seu amor.
Por sua parte não houve perdão.
Carregas ódio, raiva, rancor,
Neste desiludido coração.

Apenas um gesto, um momento.
Nada disto aconteceu.
O seu pedido de volta
Infelizmente não ocorreu...
Colocou-me no esquecimento.

Aquela rosa não foi você que me deu.
Aquele simples instante de reconquista,
Deveria ter sido nosso! Seu! Meu!

Rosa que não ganhei,
A tristeza transpareceu.
As lágrimas brotaram,
Os sentimentos se manifestaram.

Graciele Gessner.

Graci
Mas estas rosas sim,  ganhaste de minhas mãos
e representam a nossa profunda Amizade
há muito conquistada!
Faz tempo que estamos certos disso!
Beijooo gracioso (como costumas escrever).




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Viagem infinita


Não vou perder aquela viagem
Ainda em minha carne, veículo
Passeando sobre abismos rasos
Auroras dourando a alma-casa
Pássaros de asas reluzentes
A viagem é infinita, benvinda
Refazendo cacos de construção
Vêm tremores a rondar sensações
Teus olhos a rondar os meus
Promessas de completude
Entrega mútua sem pudores
O cansaço é nada perto de ti
Pois tua presença é descanso
É vida explodindo em partes
Partes de nossa teia-história
E a saudade,  apenas tenta ser.

Luciana Silveira

Adeus, não é a minha palavra!


Hoje em horas de repouso,
fechei os olhos para reflectir,
coisas da Vida sentir,
e para concluir o que sou
 porque sou
e para onde vou!

Imagens lindas
passaram por mim,
guardo-as;
outras imagens tristes,
não as esqueço
como aprendizagem da Vida,
desta minha passagem,
para tentar no resto do caminho,
ser melhor para vós,
gente que me ama,
amaram
e sentem já saudade
dos meus gestos, atitudes
e sentimentos invioláveis!

Continuarei a escrever palavras
que guardem em vossos corações,
mas nunca a palavra adeus!

José Manuel Brazão







Viveremos Paz de verdade


Como a Vida é bela,
quando nos juntamos:
o Sol brilha
e ficas uma princesa,
uma princesa do sol!


Os teus olhos brilham,
os lábios sorriem
e os braços se alongam!


Viveremos paz de verdade,
agradeceremos a Ele,
fortalecer esta vontade,
com raízes de amor
que não nos abandona,
deixando em nós
a esperança
que o destino passará por nós!


José Manuel Brazão

[...]

Quando o sol brilha
Emitindo sinais de um dia dourado,
reflete em meus olhos
o brilho do seu olhar.

Eu abro um sorriso fantástico,
despertando para a vida,
tendo a certeza:
É um momento de paz.

E em algum lugar
Quem sabe, do outro lado do mundo
Alguém me espera
de braços abertos

E nesse abraço imaginário
Fortalecidos, sentiremos e viveremos a paz
Porque Aqui ou aí
Ele olha por nós.

Sueli Rodrigues



Lembrando: Minhas lágrimas



Não sei quantas já derramei,
nesta minha Vida
de Homem e Poeta,
mas todas foram sentidas
por alegria ou tristeza!

Lavaram minha Alma,
aqueceram meu coração,
enriqueceram o amor em mim!

Por muitos chorei
sentindo os seus sofrimentos,
as suas horas de desespero,
angústia, melancolia
e mais chorei
quando me sentia
impotente para ajudar!

Aí ficaram retidas
no meu amor em silêncio,
nesse silêncio interior,
que eleva a minha Alma!

José Manuel Brazão

terça-feira, 19 de junho de 2012

E o sonho sorri a cantar o Tejo



Veste-se de verde a Lezíria.

Suave o relinchar
A cada brisa, a cada passo
Voluptuoso o caminhar
De crina solta e selvagem
Monto o tempo e viajo a trote
Belas são as paisagens do passado
As imagens corridas da memória
(tão longe de serem esquecidas)

Achei-me na arena e lidei o touro
Carregada da vida dura
Cravei as farpas na dor e corri

Atordoei-me com os sons dos pássaros
Acordei de madrugada
Com a boca amarga das letras
E o corpo coberto de rosas
Que nasceram das tuas mãos
Com o pecado que fizemos

E o sonho sorri a cantar o Tejo.

Vanda Paz

Um beijo para a minha Princesa da Poesia

Pirilampos


Na madrugada quente do campo,
Pirilampos voavam acima das copas das árvores
Com suas luzes florescentes a piscar.
Um chamado à fêmea para acasalar.

Ela, exigente, observava.
Qual deles mais vai lhe interessar?
Respondeu com uma piscada,
Lá da grama onde estava,
Para o macho lhe encontrar.

Eu, sentada na varanda olhando o céu,
Nada percebi.
Para mim eram apenas vaga-lumes coloridos
Piscando na escuridão,
Dançando no ar,
No silêncio da noite.

Vieram me fazer companhia...

Fiquei assim, por um bom tempo
Envolvida por aquele espetáculo de luz e cor.

Mas ali, bem pertinho de mim, na grama,
Dois pirilampos namoravam
E o ciclo recomeçava
E eu, sem saber de nada...

regina ragazzi