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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Batalha


Na fictícia cidade ergo edifícios fortes
Mas do muro e do lago já não preciso
Pois aprendi a defesa maior
Antes, suposta princesa
Hoje, mulher plena
Em minha batalha pessoal
Enfrento dragões criados por mim
Meus próprios cavalheiros, dentro de mim
Lutam pela batalha já ganha
A lua, altiva, ilumina sombras
Penumbras já não me vencem
São feitas para nos escondermos de nós mesmos
Faço delas repouso e preparo
Meus edifícios impuseram o crescimento
Tudo é força e luz.

Luciana Silveira

Você


A ideia de te ver...
Te tocar
Te beijar
Te amar
Te sentir em mim
De fazer parte de mim...

É tão intensa
Tão profunda
Tão doce
Tão quente...

Que me queima o corpo
Que me incendeia a alma...

Como é bom te ver
Como é bom te ter
Como é bom te amar...

Solbarreto

domingo, 11 de abril de 2010

A doer


...e enquanto o mar rugia em ganas desesperadas as ondas rebentavam em sangue vivo manchando as gaivotas, já mortas, que ainda pairavam na réstia de sol, que teimava em rasgar o céu. Tinha chegado a hora. Os olhos esbugalhados saltavam das órbitas e afogavam-se vezes e vezes sem fim… O corpo, vestido de algas, orava ao silêncio um poema morto. Afinal, havia um tempo perdido de pés descalços que roubava a vida, nas esquinas, aos sonhos que passavam. Esganava-se assim a loucura com o olhar martelado no infinito… a doer.

Vanda Paz

Poetar


O destino é traço de nossos passos pelo chão
E por mais que tentemos a alegria alcançar
Aqui não estará pois não é deste mundo
Os vazios procuramos preencher com ilusões
Uma luz, um aconchego, uma razão de ser
Em manhãs ensolaradas, visto-me de poeta
E brinco, a "poetar" sentimentos
E profetizando meus sonhos, volto a caminhar
Em noites enluaradas sonho promessas de vida
No ofício de juntar cacos, a trama do desatino
No rosto, sorriso amarelo camaleoando girassóis
Amolo a infinita paciência com a faca afiada do sentir
Pois só o sentir tranforma essências em luz
Convém ao mundo que os ciclos se fechem
Outonamente
As folhas caem das árvores e voltam verdejantes
Simplesmente transmutadas em brilhos radiantes
Outonamente
As lágrimas de meus olhos como os do poeta, fadigados
Adubam a nova terra por onde hei de pisar
Tarefa de trazer de volta quem sempre fui
Ornada antecipadamente pela primavera que virá
A inspiração voltando branda mas plena
Cá, dentro de mim, em batalhas
Debatem-se a poeta e a louca
Ambas vencem
Ontem hoje e amanhã, velhas amigas.
Como um vulcão em chamas meu coração estanca
Revestido de ternura, beleza e graça.

Luciana Silveira

LU
Como senti este poema! Muitas vezes estou triste e escrevo um poema. Quando acabei,saiu um poema para encantar os outros! Magia da Poesia e da Vida!

Beijos do ZÉ

Amigos, sempre!


Amigos,
já não passo
sem vós!

Cada dia
quando acordo,
sorriu
porque vivo
e por ter amigos.

Grande família
Conquistada
- entre Amigos -
que me rodeia,
me conforta;
que me serena,
me dá forças,
acalenta
e me dá amor,
com seus gestos
e seus carinhos!

Que posso pedir mais?

Que Deus
me deixe continuar
o meu caminho,
sempre na companhia
do amor
e das amizades…

José Manuel Brazão

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quando penso em ti



Quando penso em ti
Sinto-me navegar
Em um imenso mar de paixão
Solto minhas asas
Vôo na imensidão

Quando penso em ti
Penso também em mim
Pois a tua sombra em mim habita
E coabita com os sonhos meus

E quando paro
Para pensar na minha vida
Vejo a tua vida também
Na minha refletida

Teus passos
Teus gestos
Teus desejos
Tudo vejo
Quando penso em ti

E se em algum dia eu vier a me esquecer de ti
Podes ter a certeza que também me esqueci de mim
Porque minha vida pertence a ti
E a sua vida a mim pertence

Assim como o luar pertence ao imenso mar
Assim como a flor pertence a terra que lhe alimenta
Pertenço a ti
E em ti me reinvento
Renasço
Nas tuas forças me sustento
Repouso em tuas asas.

Nanda Costa

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nem de mim


Vislumbrei o azul, mas só sombra vi.
Embaixo do sol quente, resfolegando estava eu.
Viéses e reveses do passado a me sondar, minha vontade? bailar...
Minha virtude? Diga você...
Na sombra ínfima, me vi tentar, lutar até desmaiar...
A vida a girar em suas luzes ofuscantes,
Deixando-me visionária e só.
Tentei agarrar a sorte com todos os meus dentes,
matrizes de uma vida de busca,
Sorri, chorei, binquei, tentei...
Em vão?
Vi pessoas ao meu redor, pessoas maravilhosas,
Cada qual com sua particularidade e luz...
Roubei um raio de sol,
Sentimento esgarçado pelo tempo,
Esse senhor risível e ilusório...
Ilusões, armações, joguetes de um destino
Será uma constante o ato da busca?
Não sei.
Aliás, nada sei.
Nem de mim.
Diga você...

Luciana Silveira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Parti sem destino


Parti!
Sem destino
Sem nunca sair do mesmo lugar…
Nos braços da lua velei sonhos
No senso vulgar de os poder libertar…
Misturada de vazio
Afasto-me…
E na soma dos vícios
Roço um sorriso
Na forma dos enganos,
Um consentimento desconhecido
A ranger num chão sem tecto…


Parti!
Sem destino
Sem nunca sair do mesmo lugar…
E no monólogo de me escutar
Vesti vultos em puro linho
Nos rostos de ninguém,
Neste estático mar
As ondas gigantes
São o silêncio na voz do cansaço
Que não me deixa repousar…

Parti!
Sem destino
Sem nunca sair do mesmo lugar…
A verdade é que me vejo partir
De um lugar antigo…
Todavia
Regateio o monólogo do sono
Nas últimas penugens da insónia…

Parti!
Sem destino
Sem nunca sair do mesmo lugar…
Os passos gemem
E fogem sem nunca pararem,
Numa escarpa de vácuo
Alimentam silêncios de poesia
Que tomam conta de mim…
As veias almejadas
Próximo do meu nome
Sussurram na firmeza do punho
Onde está?...Onde está?
A insustentável força de querer!

E as mãos penteiam os olhos
Antes do sol nascer…

Ana Coelho

Procuro ser feliz!


Procuro sonhando
o que não encontro acordado.
Sonho com a vida
que me falta conhecer;
sonho com as pessoas
que amo em silêncio
e que quero ajudar:
amando!

Sonho com as pessoas
que me ouçam,
me entendam.

É bom sentir-me vivo,
olhando para trás
e vendo
que não posso viver
um novo começo,
mas que posso viver
um novo fim.

Procuro
a esperança
ser feliz,
serenamente …

José Manuel Brazão

O teu silêncio



Passa o tempo
e o teu silêncio
abraçado à dor,
por um amor
sonhado,
desejado
e vivido na sombra
das nossas almas!

Amor
que a Lua sorri
em noites de luar!

Luar
que aumenta a paixão
o desejo
a libertação
de um amor
que existe
nas nossas mentes,
que será eterno,
Aqui e Além!

José Manuel Brazão