Outros Blogs do meu grupo:

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tua presença


Mais uma vez vim te ver, saber de você.
Sabe, penso que há muitas maneiras de dizer às pessoas que nós as amamos: bilhetes, flores, bombons, email´s, mensagens, viagens...
No momento quero presentear-te com o calor, a suavidade e a cumplicidade de uma mão que se estende sem pedir nada em troca...
Por isso estendo a minha mão agora para você,e te convido á olhar os presentes que Deus a cada dia te dá.
Fica com este mimo.
Tua presença será como um oceano todo que transborda do seu sorriso e teus poemas.

Rosangela Colares

Quem ama


Quem ama
não mente,
luta decentemente!

Só chora
e sente,
na procura
de ser gente!

Quem não luta
decentemente,
é porque mente
e não é gente!

Assim como
quem escreve
o que sente
e não mente!

Quem ama
decentemente,
vai à luta,
vai amar
eternamente!

Cristina P. Mpoita

Retalhos da vida de uma mulher


Rasgam-me as entranhas
pela doce dor de ser mãe…

Outrora fui menina,
também doce,
quase sempre com um sorriso nos lábios.

Brinquei
com o que me foi permitido.

Depois…
cresci
e tornei-me mulher,
ao longo do tempo dorido de o ser.

Mulher me fiz,
apesar de tudo o que me fizeram.

Houve amarguras,
mas também felicidade.

Do ventre sofrido
saiu o resultado
do ser que me fez
manter viva.

Por ele
encontrei todas as forças.

Depois disso,
rasgaram-me tanta coisa…
alguns até me insultaram.

No entanto
também houve
quem me acarinhasse.

Mais tarde
aconcheguei os rebentos,
que anos depois
me chamaram de avó.

Hoje,
prestes a desaparecer,
sinto a força de ser mulher.

Nada há de mais valioso na Humanidade!...


António MR Martins

2010.03.08 (Dia Internacional da Mulher)

domingo, 7 de março de 2010

Ausência


Faz treze anos que voaste nas asas de um Anjo, minha querida e doce amada mãe.
Neste dia em que te perdi, jamais esquecerei a dor da tua ausência.
Que a luz seja a tua companhia para iluminar o teu caminho... para me ofereceres
a tua mão , quando chegar o meu dia.



Os teus olhos de mel
Adocicavam o meu semblante
A tua tua doce voz trazia
Enorme alivio para o meu choro arquejante
Encostava a minha face na tua face
Um cheiro a jasmim que ainda perpetua
Os meus dedos enlaçaram os teus na névoa densa
Procurando no vácuo algo que me pertença
As minhas lamentações ao mar, ao céu, às estrelas
Ouço a tua voz presente, a tua voz ausente
Junto ao luar
Sinto a tua presença como a luz e vida
Vejo nas brancas nuvens
A tua silhueta a esvoaçar
Ouço o teu riso nos sons de uma flauta
Dos astros inefáveis
Ouço o eco entre vales e montanhas
A entoar o teu nome…minha mãe
Maria…Maria…Maria...

Maria Valadas

Princesas do povo (Mulheres)


Tenho raízes familiares que me dão ânimo para o tema deste texto.

Nasci numa família em que a minha Mãe vivendo numa classe média acentuada para a época, viveu sempre a cuidar dos mais necessitados.

Foi madrinha de muitas jovens, que não tendo posses para comprar o vestido de noiva e fazer algum enxoval, convidavam-na sabendo que ela ajudaria.

Lembro-me como se se passasse agora!

Esta foi a primeira princesa do povo e que mais me marcou!

Deve estar sorrindo lá no seu descanso passados trinta e seis anos.

Tenho muitas saudades dessa princesa do povo, mas não padeço, porque são saudades de que se gosta…

Conheço – felizmente – muitas princesas do povo: voluntárias de acção social,

Mulheres das artes, domésticas, profissionais com actividades propícias a dar amor e muitas jovens que já sabem o que é Amor de Verdade!

Princesas de corte só conheci uma a que me rendi: Diana de Spencer, que lutou contra tudo e todos.

Protagonizou-se e isso não convinha!

Mulher bondosa, generosa, cheia de compaixão pelo seu semelhante, seu irmão e não seu súbdito.


Citarei algumas palavras que evidenciam o que acabo de escrever:

Por vezes, podiam ver a luz que vinha dos meus olhos e, algumas vezes, podiam senti-la também jorrando do meu coração, quando eu estava em posição de me entregar, o que certamente nem sempre era capaz de fazer. Diana de Spencer

José Manuel Brazão


Dedico à minha Mãe e a todas Mulheres que se imaginem no meu pensamento.



Oh Zé, Homem feito poema,
Que lindo tributo às mulheres que te marcaram... e aquele que mais me sensiblizou, foram as linhas sentidas, dedicadas à tua mãe.

Na tua emoção de poeta, escreves nas linhas da alma.
Beijos.
Maria Valadas

sábado, 6 de março de 2010

Amor da minha vida


Amo-te
como nunca amei!

O tempo passa
e no meu silêncio
amo a tua voz,
o teu pensamento,
o teu querer,
a tua paixão!

Vivemos
este amor ardente,
com admiração
um pelo outro,
com o desejo
de que o tempo pare
para nós saborearmos
este amor doce,
generoso
e carinhoso;
este amor único!

Seguiremos
nossos caminhos,
sempre unidos,
queridos,
como amantes
de uma só vida,
que nos uniu,
sorriu
e nos levará
até sempre,
ao pensamento
do meu e teu poema,
poema da nossa vida!

José Manuel Brazão



Este poema é o retrato fiel do verdadeiro amor, aquele que cresce com o tempo e no tempo o caminho mais leve na partilha. Este é o amor que vivo e talvez por isso este poema toco-me como se fosse meu...a música fantástica.

Obrigada Zé por este presente no fim do sábado onde o sol pouco brilha.

Beijos Ana Coelho

Ressurgi livre


Ressurgi na brandura da minha voz
(sim, da minha!)
Avizinhei-me da minha própria saudade
E beijei a esperança

O azedume escorreu-me por entre os dedos
Ficando num poema de desencanto
(desses que costumava escrever)

O refulgir do olhar
(do meu olhar)
Encosta-me à vida com a doçura dos novos dias
Agora, tudo é tão claro e colorido
Como um peito livre de palavras mórbidas

Vanda Paz

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vida sem destino


O vento virou a esquina
dobrou o destino
no avesso da criação
um mundo inóspito…

As noites são sombras
mascaradas de sorrisos
nos rubros lábios disfarçados.

Escombros
um corpo mutilado
prazer sem prazer
no preço alicerçado
à escolha sem escolha
na difícil opção…

Fácil
No difícil da vida…

A alma aprisiona sentimentos
golpes carnais
onde o pecado é o pão
o amassado
na mais intima dureza
da vida sem destino.

…Traçado numa teia
indomável
existência em sátira.

Ana Coelho e José Antunes

[ Do Livro: NUANCES DE UM SILÊNCIO A DOIS com a chancela da "EDITA-ME")

Amanheceu dentro de ti!



Viste a minha imagem,
que te pareceu
a luz da tua vida!

O teu Sol raiou
e saíste da noite
de solidão sem fim!

Dias
e mais dias viriam,
sem entenderes,
que eu não era o Sol,
a luz, a esperança,
mas um homem,
apenas um homem
desta Vida,
que foi nossa vida,
enquanto durou!

Hoje só existe
o amanhecer de cada dia,
dentro de ti e de mim!

José Manuel Brazão

Não sei quanto tempo durará minha vida a criar poemas, mas tenho o sentir presente que poemas ficarão por escrever!

Este, eu tinha necessidade interiorizada de escrever e deixar a todos os que entendam ler-me!

Existem sentimentos que não se explicam ou não sabemos explicar!

Beijos e Abraços

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ninguém


Ninguém tem força
para combater
o nosso amor,
mais vivo,
puro e sólido!

Ninguém tem força
para me boicotar,
para destruir
a minha imagem,
que vai para além
de vontades,
convulsões
ou perturbações!

Ninguém tem força
para mudar
a minha forma de viver;
límpida
e bem espelhada
na água da Vida!

Ninguém tem força
para me afastar
do meu caminho:
eu o decidi
e eu o farei!

Ninguém tem força
para de amor falar,
sem o praticar!

Eu
com serenidade,
confio
que o amor vencerá!

José Manuel Brazão