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domingo, 5 de julho de 2009

Amor colossal


Não gosto de clichês, mas o que seria do amor sem eles?
Qualquer sentido de semântica se dissolve perto da magnitude de minha atração e sentimentos por você, como se fossem chocolate ao leite para seus lábios.
Eis, então, minha tentativa precisa de te dizer o quanto você é importante para mim.
Começando pelo fato de que o conceito de felicidade, para mim, foi remodelado, de um platonismo distante para uma fonte próxima, abundante e constante onde tudo o que eu jamais imaginara se tornou possível com sua simples presença áurica maravilhosa, a partir do momento em que eu permiti você a instalar-se literalmente, na minha vida e, consequentemente, eu na sua.
Mas o melhor de tudo é que o que eu sinto por você é atemporal, perene e sólido, não há meios de ser desprezado, e será grandioso pela eternidade.

Rosangela

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vida?


A vida?
Diga mal da vida quem a tem!
Eu tenho?
Vida não tenho!
Eu não vivo!
Sobrevivo meste mundo cruel e frio...
Tiago Freitas

O menino de sua mãe




Tiago Freitas

O menino de sua mãe


No plano abandonado
Que a morta brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O menino da sua mãe".
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 2 de julho de 2009

The lonely man (O homem Solitário)



Como se pode recusar um convite de um colega que neste gesto apresentou um dos sentimentos mais sublimes: a humildade!
"Peço ao "mestre" que leia e comente o meu texto Lonely man, isso é se obviamente o quiser....obrigado pela atençao"
Blackbird

Caro Amigo muito sucesso e continua a ser quem és!
José Manuel Brazão

The lonely man (O homem Solitário)

aAndando numa estrada de nada
Caminhando ao lado de ninguém
Vai o homem solitário…

Vagarosos são os seus passos
Arrastando solidão
Mergulhando na escuridão
Desfaz-se o ser incompleto.
Nada teme nada há para temer…
Nada perde nada há para perder…

Dizem que na sua existência;
O Homem apenas procura uma coisa:
Dar amor e ser amado!
Mas como se dá amor
Se ninguém o receberá?
Como recebe amor,
A alguém que não se sabe existir?

É o homem solitário que ali passa
E ninguém o vê!
É o homem que passa no vazio
Sem ninguém o saber!

Cada passo cuidadosamente estudado.
Cada que a alma interpõem
Com a incerteza de se viver;
Com medo do vazio,
Pois um passo em falso
E acaba-se o que não se começou:
A vida!

Caminhando lado a lado de quem ama
Passos entre passos e passa despercebido…
Nunca o viu,
Nunca ninguém o vê,
E ninguém o verá!
Manchado de tinta invisível,
Como é possível alguém o ver
Passa nas sombras lá longe de o não ser
E a fim de contas tão perto de o ser!

Passo a passo vê quem ama,
E deseja ser.
Mas é o homem solitário
Que passa na estrada da solidão,
Caminhando na réstia de esperança;
Que não lhe consumiram do coração…

Blackbird

S. O. S.



Doei-me sem restrições.
Mostrei possibilidades.
Sustento.
Leques de opções.
O sulco da vida.
Encantei e encanto .
Seduzi.
Nada impedi.
Apenas pedi preservação, cautela.
Deixei ser explorado.
Contudo a ambição desfreada,
a falta de conscientização,
a té mesmo de informação...
Faria de uma gota.
Um oceano de lamentações.
Ameaças.
Conseqüências drásticas.
Mazelas.
Fome.
Poluição.
Guerra .
Destruição
O que era doce.
Pode virar fel.
O planeta esta ameaçado.
Florestas.
Rios.
Flora.
Fauna.
Prestes a acabar.
Tudo virou caos.
Frio no verão.
Frutos e flores fora de estação.
O âmago do coração
com batimentos descompassados.
Lento.
Acelerado.
Feito uma bomba relógio a ser detonada.
O pulmão começa a sufocar.
A rarear o ar.
O que era pra ser alertado antes
evitando problemas .
Ficou guardado.
E hoje é gritado ao mundo.
Que pena!
Com isso,virou nosso maior dilema.
A casa já foi assaltada.
Agora o que fazer?
Precisamos reagir.
Buscar soluções.
O coração ainda bate no peito.
O pulmão pode ser reabilitado
Todo filtro trocado.
Não é hora de atirar pedras.
Precisamos ter atitudes.
Arregaçar as mangas.
Agir.
Andar a jato.
Faça sua parte.
Recicle idéias.
Evolua.
O seu planeta.
O meu planeta.
O nosso planeta.
Ainda pode ser salvo.
Contribua.

Iolanda Brazão

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Rosangela: Solidária na Vida e na Poesia

Simples assim...


Soprando afeto, vou multiplicando meus eus
Percorrendo a vida, em sonhos avarandados.
No campo da emoção faço minha cama.
Às vezes lágrimas, sob sorrisos disfarçados.

Vou brincando de ferver minhas artérias.
Equilibrando pensamentos esmiuçados
Brinco na fantasia pálida do delírio
O chão adubo de sonhos, desejos eriçados

No céu rabisco todos os sentimentos.
Alimento-me do cheiro da chuva, do vento
Nas veias da ilusão passeio sem culpa
Nas utopias e nos caminhos que invento

De nada adianta esquadrinhar as causas.
Sou feita de nós e de abundantes pausas.

Glória Salles

Palavras


Palavras em preto
na planície do branco desguarnecido,
lapidadas com discos de cristal
sorvidas com a força da espera.
Foram nascente de fonte
em correria contra o tempo.
Foram sal num manjar oriental
numa rota de especiarias.
Foram ramo de papoilas e trigo
em mão de noiva perfumando o altar.
Foram taça de cerejas de vermelho a abrasar
na vitrina expoente de um pomar.
Foram desfilando agitadas
nas rugas desenhadas pelo tempo.
Pararam.
Abrigaram-se num retiro de intimidades
aninhando-se em sossego.

Marta Vasil

Madrugada


De uma madrugada
sem eira nem beira
nasceu uma manhã
aniquilada .

Seu corpo
coberto de nada
deitou-se
(no que pensou
ser o seu mundo)
agarrando-se
à vida que a evitava.

Agora,
desdobrada na dor
que a acompanha,
morre devagar
como quase nada,
aquela manhã,
quase abortada,
que nasceu do cio
da madrugada.

Vanda Paz