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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O rio

... e esse rio que não passa nunca...
Desce doce e lento ao mar
Queria faze-lo passar mais depressa
e depois ve-lo secar
Mas me transborda esse rio, me espelha
Me inunda... quase me afoga
Queria que secasse esse rio
e nascessem flores em seu lugar
Mas ele continua a descer doce e lento ao mar...


regina ragazzi

Jaqueline uma lição de vida








https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tUyjOnmFco4#t=148












domingo, 29 de setembro de 2013

Sou o que sou e nada mais

Sou um poeta mudo entre os sinais
onde as palavras não imitem sons,
angústia de muitos e outros que tais
escrevendo seus sentires maus e bons.

Sou a chegada que inventa partidas
no rumo dos versos e do poema,
margem limite das vidas esquecidas
e arremesso para qualquer sistema.

Sou balão de ensaio e sopro de velas
e tão verdadeiro como fingidor…
tal como o mar acolhe caravelas.

Sou mero defeito, até no esplendor
e observo a partir das janelas
que me inspirem a escrever o amor.


António MR Martins

Acreditas...

Acreditas,
acreditas em ti
e muito!

Sonhas
com o teu viver,
que nem sempre será noite,
mas haverá um luar
que iluminará fortemente,
o teu coração ardente,
Com amor,
muito amor!

Passearás
o teu charme por mim,
e me encantarás!

José Manuel Brazão



Quando me olhares

Quando me olhares
Procure ver a essência do que sou
Náo se atenha apenas
a superficialidade das aparências.
Eu sou a boca que mesmo calada
Fala.
Sou os olhos que mesmo fechados
Enxergam.
Sou a máscara que retirada sangra
E sangra, e sangra...
Sou a dor mais doída
A interrogaçäo no fim da frase
O cansaço ao fim do dia.
Eu sou o recomeço ao amanhecer.

regina ragazzi

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Remanso e inquietude...

Ah...essas águas que correm...
Ficassem paradas
e me descansariam os olhos
Mas vez por outra rolam
e me causam inquietude...
Não que eu goste do que está estático
O tempo urge e é preciso movimento
O que para... quase morre
Movimento é um alimento...

regina ragazzi

sábado, 21 de setembro de 2013

Porque hoje é sábado

Manhã ensolarada:
as crianças se divertem
rolando na grama
--------
Passeio no campo:
a menina banha os pés
nas águas do rio
---------
Despenca do galho
a fruta amadurecida:
O gato se assusta
---------
Pousa um sabiá
na árvore do quintal:
Canta ao fim da tarde
---------
O cricri dos grilos
quebra o silêncio da noite:
Cai chuva fininha

regina ragazzi

Ao som da tua poesia

Existe um punhado de palavras soltas
Que deixam um silêncio enternecedor no meu peito
Palavras que se entrelaçam nas tuas
Deixando o verso completo e o poema cheio de nós

Solta-me o silêncio da palavra e canta!

Existe um fio de pensamento que me inquieta
Que se entende para lá daquilo que pressinto
Pensamento que se salva num poema teu
Libertando-se na lembrança de quem sou

Inquieta-me o pressentimento de não ser quem fui…

Existe um calor nas minhas mãos pela vontade de escrever
Que seca por um receio, um abismo, um passado qualquer
Calor que cresce ao som da tua poesia
Mãos que acolhem os versos de outrora com  alegria

Renascem-me as mãos pela vontade de escrever ao som da tua poesia.

Vanda Paz


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Livre é o caminho do regresso

Nesta imensidão de um tempo perdido, que teima em não parar, e que desgasta o sabor do amanhã: nasce uma vontade enraizada em ventre maduro. Olho em redor e encontro o limite entre o viver e a vontade de ser. Perco-me em pensamentos onde o acabar dos meus lábios é o começo dos teus e guardo nas mãos as palavras que gostava de escrever, mas que fogem pelo frio que encontram quando se cruzam com o olhar – o teu olhar! 
É clara a vida enraizada numa terra que estremece a cada pico do dia; é forte a palavra que antecede o abraço: ou o cair de um beijo no horizonte por não encontrar o calor dos teus. Simples seria se estivesses aqui, e me amasses, neste momento: era o tempo ultrapassado pelos gemidos a cada compasso, era a vida perdida pela vontade de o ser. Livre é o caminho do regresso.

Depois vai, encontra o teu tempo, e deixa-me ficar nesta imensidão de um tempo perdido, que teima em não parar, e que anseia o sabor do amanhã contigo.


Vanda Paz

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Olhar curioso

EM BUSCA DE AMOR

São castanhos,
românticos até a última gota
sedutores mistérios  que fascinam...

coisa de olhos:
Que seguem
a rua
os telhados
as noites sem lua...
e enluaradas

Que olham o céu
se apaixonam...
observam  piscantes...
Atrevidos espreitam
estrelas brilhantes


Coisas do olhar...
Dengoso e apaixonado...
Quer chamego, carinho, romance
e sem dizer nada...
pedem seus lábios pra beijar...

São castanhos...
romântico até a última lágrima...
fascinados pela esperança
de outro olhar...

Su Simon


Flor da Primavera

Breve e ilusória alegria
Fazendo sorrir meus olhos de primavera
Flor já enraizada em meu jardim
Perfume que me chega trazido pela brisa

Breve e ilusória alegria
Fazendo chorar meu olhar de infinito
Flor perdida no horizonte
Pétalas que minhas mãos já não conseguem tocar

Breve...tão breve e ilusória alegria
Flor que me inspira
Flor que morre e nasce em meu peito
Todos os dias...

regina ragazzi

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Página em branco

Derrapei nas palavras esquecidas
que hoje não se soltam do meu peito,
na cabeça só me surgem as sofridas
e não me inspiram do mesmo jeito.

Sem enredo que possa desenvolver
nesta branca estagnadora da mente,
filtro dum vazio que não sei percorrer
no íntimo de mim que nada pressente.

Perguntas ligeiras sem ter respostas
versos figurativos sem ter teor…
percursos furtivos nas suas apostas.

Anseios esfumados pelo dissabor,
entre as dores de pernas ou costas,
página em branco sem qualquer sabor.

António MR Martins


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um amor um silêncio

Sofro com este amor,
vivido no meu silêncio!

Amo como nunca amei...
Por me sentir só?
Não...
Porque não tenho a rosa,
a rosa vermelha!

Tantas rosas conheci
e só esta eu admiro e amo!

No silêncio,
sinto o seu aroma,
vejo a sua cor:
de vida ...
o seu olhar generoso:
que me dá
o afecto, o amor!

É bela a paixão,
mas tem dor,
aperta o meu coração!

Estou neste amor
Vivido em silêncio,
até partir na minha ascensão...

José Manuel Brazão

"Eu, também o amo! Amo-te de uma maneira muito diferente. Amo-o de maneira silenciosa, não posso manifestar o que sinto. Amo-o, mas não o tenho ao meu lado. Não posso procurá-lo porque te prejudicaria. Amo-o em distância e tenho que ser um aço com meus sentimentos para não desanimar. Amo-o desta maneira. É uma maneira sem brilho, mas o amo demais! Cada novo amanhecer descubro que o amo mais e mais. O tempo e o silêncio serão os meus companheiros deste amor".

Graciele Gessner.

...

E porque sempre foi assim não quer isso dizer que sempre será. O que digo hoje pode não ser o mesmo amanhã. A brisa que hoje passeia leve pelos meus cabelos pode voltar no futuro como fúria de vendaval. Carregando consigo pó de minério que um dia brilhou. Não quero prender-me a erros idos em dias tidos como bons. A vida expressa e contida em versos me espalha e desnuda a alma presa ao corpo que acorrenta. E é quando morro que acordo para desejos e anseios. Incontinência arbitrária que atira-me ao longo da tarde. Nessa chama de fogo-fátuo é que me espreguiço e sigo. Nuances de cetim e carmim que brotam de meus lábios. E não adormeço enquanto cada palavra que ouso dizer não couber em minha boca. Ainda bebo cada gota contida nesse cálice. Manhãs inversas, tardes cálidas, noites frias. E longas, insones. Deve ser porque durmo chorando que amanheço poesia. Quem ama entende bem o que digo...

Luzciana Silveira

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Esta manhã

Há noites em que a memória me enfeitiça
Beije minha pele invisível
Meu coração vagueia de repente ele tropeça.
Cai nos braços de um amor invencível

Há sorrisos que clareiam meus sonhos
As curvas dos teus olhos é uma compensação para minha alma
Acredito no que vejo, não é um reflexo, nem mentira.
Deveríamos ser amantes, não podemos.

Há beijos com doce perfume, imagino.
Uma rosa que floresce na esperança
Os espinhos do passado com um desejo
Desaparecer, como um líquido burburinho de seda.

Há belezas de várias espécies e cores
A doçura dos teus encantos
É um carinho que gostaria de envolver-me
Na candura do coração que você concentrou

Há um rumor, ondas de um mar cor prata,
Um desabrochar de seus/meus sonhos com lume estupendo
E no calor do movimento do teu coração
Esse amor é como um sonho secreto

Rosangela Colares 
em participação especial

sábado, 7 de setembro de 2013

Esses olhos tristes

Esses olhos tristes
Olhos de outono
Como viajam esses  olhos
de cores sombrias!
Olhos de noite,
de madrugadas insones
Olhos que miram o horizonte...

Ah... esses olhos marejados
Visão embaçada
Tão tristes e tão belos
O que verão nessa estação?

Olhos amenos
Olhos de poesia

Ah ...esses olhos
emoldurados por um rosto
tão bonito!
Por que será que neles nunca é verão??



regina ragazzi

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Família

Falar de família, é não falar de muitos, é apenas falar da minha mãe e de pessoas amigas. Não tive o privilégio de ter uma família convencional, mas tive uma mãe capaz de educar uma filha que pudesse enfrentar o mundo.


Dias atrás, perdi uma tia que tive pouco convívio, mas que me aproximei sem pedir licença, sem falar nada para a minha mãe. Queria evitar mais problemas na família, que por hora, anda em guerra desde que o meu avô materno faleceu. Bem, qual é a família que não se estranha? Sempre tem uma guerra, um mal-entendido que ninguém dá o braço a torcer para rever os motivos.


É por estas e por outras que escrever sobre família, é como se tivesse dando um tiro pela culatra. Ao menos sei que a minha parte fiz. Se necessário, sempre farei o que for possível. Obviamente, hoje tenho a minha própria personalidade, os meus ideais, e se precisar ignorar qualquer parentesco que não faz nenhuma diferença, eu ignoro. Pois, aprendi que não sou saco de pancada para ficar levando soco de quem nunca esteve ao meu lado.


A família para mim é a minha mãe e as pessoas que tenho apreço... Na falta da família, procuramos substitutos. Sem falar das famílias adotivas que fazem um importante papel na sociedade quando pais irresponsáveis abandonam seus filhos. É claro, que nesta eventual “fatalidade”, sempre terá os dois lados da história.


Falar da família é mexer no íntimo de cada pessoa. Família é um alicerce intocável em muitos casos.



Graciele Gessner

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Talvez não saibas...

Talvez não saibas mas o mundo hoje: é meu!
Colhi-o pela raiz e deixei-o à sombra da minha alma
É assim que enchemos o peito e sorrimos com os olhos
É assim que beijamos o céu e marulhamos com as ondas
Talvez não saibas mas o mundo hoje: é teu!
Bebeste-lhe as lágrimas e devoraste-lhe o desgosto
Quando mataste a fome às crianças e deste agasalho aos velhos
É assim que queimas a dor e cospes o ódio
Talvez não saibas mas o mundo hoje: é deles!
Quando se entregam de olhos fechados e fazem juras de amor
É assim que recebem o sol no corpo e cantam a vida
É assim que sentem o cheiro da terra quando rebolam no chão
Talvez não saibas mas o mundo hoje: é nosso!
Se me entregares a tua mão e abraçares o meu mundo
É assim que gostava que acontecesse, é assim que te vejo: perto de mim!
Onde à noite as estrelas são o brilho dos teus olhos e eu: a voz do teu sentir.


Vanda Paz