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sábado, 31 de agosto de 2013

Flor do poema

Queria ser apenas a flor,
para nas mãos daquele poeta
morrer de tanto amor.
De suas melodias ser a orquestra,
as notas, as letras, o ritmo
e o motivo a compor.

Para o poeta eu queria
ser de sua poesia a flor.
Renascida, convergida
à contemplar a fantasia
nos enredos de amor

Em sua boca seria o absinto,
entorpecendo lentamente os sentidos.
Do corpo seria sua alma e instintos,
à ministrar no silêncio da pele
por minha carne os desejos e vícios.

Desejaria ser do versar a musa,
nua de pele, vestida de letras
um poema em Mulher
a vida despida em poema.
Como o rio desaguando em mar aberto,
carregando na cor dos olhos dilemas.

Descreveria a pele vestida em mim
na poesia do poeta o desejo.
Do carmim de meus lábios
agregado ao doces dos beijos,
o arrepio sentido na pele
ao reagir a língua que a boca interpele
os inúmeros devaneios...

Queria ser princípio e fim.
A inspiração, as rimas, os versos,
os corretos e avessos confessos.
A sedução em contexto e reflexo,
daquele que poeta Hortênsias
sublimadas em delicados aspectos.

Queria ser do poema àquela flor,
para que no peito e nas mãos do poeta
pudesse viver descrita nos versos
que seu amor à inspiração confessou.


Anna Carvalho

Menino emociona Mãe


vídeo de Alberto Battistella.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um novo amanhecer

No adiantado da noite quando as horas secam os sentidos
O teu cheiro, na minha cama, era mãos grossas que me fustigavam o corpo
Que se ia perdendo num longo jardim de flores vermelhas de cetim
Fria estava a madrugada comparada com o calor dos nossos corpos
Numa tarde adormecida num tempo que parecia, agora, tão distante
É como a maré que lambe o seio da madrugada e deposita todo o seu sabor na areia
E eu barco à deriva que desfruta e estremece com todo o seu prazer
Existe um misto de desejo e medo de não me voltar a perder no teu corpo
Existe um silêncio que apaga os sentidos por jamais ter o teu olhar perdido no meu
Lindo é o calor que brota do peito pela amizade que nos une
Quente é o sentimento que nos protege num abraço apertado

Cresço, a cada madrugada que passa, pelo que a vida me ensina

Sabendo que um dia chegarei ao topo de um novo amanhecer.


Vanda Paz

Saudade...

Alisava meus dias com dedos tão leves
Mãos enrugadas com dedos de fada
Clareava minhas manhãs cinzas
depois de um pesadelo
com um simples toque em meus cabelos
E aquele olhar tão doce me acalmava
e adoçava o sal que escorria pelo meu rosto
Mágica!!!.Talvez...
Amor!!! Com certeza...

regina ragazzi

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Um lugar na multidão

Procurei um lugar feliz,
mas São Paulo é tão densa,
tão apressada...
Difícil encontrar um lugar assim:
só pra gente...
Vivi momentos de sonhos
e no meio de tanta confusão:
trânsito, transeuntes, barulho, multidão
eis que surge um lugar tranquilo
com espaços livres, silenciosos
para vivermos momentos de amor...
Então um lugar encontrei,
Encontrei um lugar enfim ...

Encontrei o lugar pra te encontrar...

Su Simon

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Apenas amor em silêncio

Errar


não errei…
Amo-te
e tu não podes
dar o mesmo…

Apenas
amor em silêncio!

Não importa
o meu sofrimento,
mas sei que estás aí,
que me esperas,
sem eu te ver,
mas sentindo,
que estamos distantes,
mas cada palavra
é um sentimento.

Não queres que eu sofra,
mas nesse silêncio
sofres…
… sabes que te daria tudo,
para te ver feliz,
sentirmo-nos!

Sabemos o caminho,
demos as mãos,
sigamos juntos
por esta estrada
que nos leva
ao nosso jardim,
onde te encontrei,
triste
uma flor triste!

José Manuel Brazão

sábado, 24 de agosto de 2013

Um poema antigo

Retirado o momento de um poema antigo
Os poetas, juntos, alinhavam as palavras da vida
E passaram por ela (a vida) com sentido e paixão
No mundo em que cada um respira
O cenário era perfeito
Podiam fazer poesia, ou simplesmente: vivê-la
A lua cheia acompanhou deixando o luar envolvê-los
Apagando todas as estrelas do céu
As gaivotas e os outros pássaros sem nome
Voavam sobre eles protestando pelo lugar na areia
Ocupado, agora, por dois corpos estranhos
O marulhar do mar na areia era melodia de fundo
O poema já ia longo quando o vento soprou um beijo
E os lábios tocaram-se, lembrando-se da palavra que os uniu
(Em tempos)
É mais fácil o dueto quando já se conhecem as palavras
Os sentidos, os cheiros e o abraço
Mas o vento foi mais forte e voltou o teu corpo ao meu
E as estrelas estavam todas nos teus olhos (como antes)
E a tua boca estava cheia da minha
E o luar acendia-te o rosto
E tu agora dentro de mim, e tu agora dentro de mim…

E os poetas declamaram o poema, juntos, até ao fim
Um poema que renasceu pela vontade de viver
Feito de sentidos e de palavras em silêncio.


Vanda Paz

Estações

Foi nos meus olhos que nasceu
a primeira flor de setembro

Prematura
Tão miúda ainda
e tão jardim...

É assim que vem chegando
a primavera em mim...

regina ragazzi

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Brisas de amor

Vejo a tua imagem
sempre em mim;
penso e escrevo
o amor que  envolve
as nossas vidas
e te envio
por esse vento amigo
minhas palavras
em poemas
que atravessam este mar imenso
e chegam a ti
pousando em teu colo.

Abraças e beijas
cada uma delas,
acaricias
como se fosse meu  corpo!

Olhas o horizonte,
fixas o mar,
esperas pelo vento
que me trará
teus pensamentos
de paixão e amor,
que guardavas em teu coração!
E este vento amigo
de mim tudo levou
e de ti trouxe a esperança
de sermos felizes
no resto dos nossos caminhos!

José Manuel Brazão



Sorria pela Vida

Vá atrás da sua verdadeira felicidade, não se prenda a ninguém.
Se necessário recomece, com novos planos na sua nova caminhada. Não desanime!
Pode parecer que tudo se acabou, ao contrário, novas oportunidades estão por vir.
Não desista de seus sonhos. A vida perde o brilho sem sonhos. Sonhe e vá conquistá-lo!
Arranje forças do infinito que nunca teve antes, procure motivos, seu talismã que te propícia ir à luta. Lute por aquilo que você acredita! Lute, abrace, arregace as mangas, vamos! Não procure motivos para desanimar, procure alegria constante.
Mantenha o entusiasmo, a sua autoconfiança de que tudo de ruim é apenas uma tempestade passageira. Logo, teremos os raios do sol brilhando novamente.
Sorria, você está conseguindo, não desista!
Podemos até perder algo muito valioso, que considerávamos antes muito importante. Você descobre que existem outros motivos a serem considerados e que pedem a nossa dedicação e nosso maior respeito. Pense nisso!
Podemos avaliar as perdas em vários ângulos, através de um relacionamento mal sucedido; uma profissão que nos parecia perfeito e por fim, não nos satisfaz; uma amizade que se acreditava confiável, um dia há de descobrir ou aprender que ainda temos muito para conhecer.
Quando tudo nos parece sem saída sempre encontramos a nossa força interior, ela que vai nos orientar para o melhor caminho.
É óbvio, que tem o momento de parar e recomeçar.
Às vezes penso que muitos não conhecem a sua força espiritual, vivem neste mundo como desconhecidos de si.
É como a minha vida que continua sendo de luta diária, mas nunca desisto. Quando me lembro de tudo que passei, vejo que valeu a pena viver.
Sorria, você foi escolhido pelo Pai.

Graciele Gessner

domingo, 18 de agosto de 2013

Não foi adeus!

TUDO ERRADO

Um aperto no coração...
suficiente pra querer mudar o rumo...
O rumo de uma história sem fim,
recheada de amor profundo,
Toques suaves, pitadas de humor e sedução...

Assim, sem mais nem por quês
saio de cena,
retirada estratégica da linha de frente
de uma luta em vão comigo mesma..
Pra seguir em frente,
sentindo o que sinto, sem censuras...

Não, não pense que foi fácil
decidir, resolver, partir...
Não, não foi...

Sei o que perdi, o que ganhei...
Sei o que sentirei em meu coração
Que agora: aperta, chora, despedaça...

Mas pense que sou uma flor rara, suave e sensível
Forte o suficiente pra rachar uma rocha
e mostrar toda beleza de uma vida cor-de-rosa...
Vida que criei, em sonhos pra nós...
Uma flor que a tudo resiste...
até mesmo aos intempéries do tempo.

Estarei sempre por perto
Numa ponta de estrela,
ou num raio de sol
vigiando: noite e dia
seu jeito gostoso de amar!

Não, não foi Adeus...

Su Simon

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Solidão a dois

Quem são dois?
Dois sou eu mesmo
já que sou par de mim
porque ninguém é sozinho
Nem precisa de espelho pra saber disso
Com quem falo primeiro?
É sempre comigo
É comigo que brigo, que xingo, que resmungo
(na maioria das vezes)
É com quem choro ou rio
(muitas vezes sem ninguém mais saber)
Sou eu que me critico e que me aconselho
(em primeiro lugar)
Sou eu que me acarinho
(quando preciso)
Depois é que vem o outro
que não é o dois mas o quatro

Aí sim eu entendo essa tal solidão que todo mundo diz...

regina ragazzi

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Invernando

Um frio de gelar os ossos
e lá estão eles... cantando...

Que dó!
Da minha boca não sai nem um dó...

Não é de todo ruim
meus ouvidos se aguçam
em invernos assim...

Ah, meus invernos...

regina ragazzi

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Voltaste!

Os dias e as noites
não tinham fim!


Sem ti minha vida
não tinha sentido!

Faltava-me a tua voz,
a tua palavra, o teu carinho,
o teu amor!

O teu sorriso
trouxe-me a Luz
que sempre nos uniu
e alimentou a nossa alma!

Choraste a saudade,
a dor de forte sentimento,
que só nós entendemos,
só nós sentimos!





José Manuel Brazão

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fragmentos de mim

Recuso a ideia de me fragmentar, cada vez mais desejo a união de mim mesma, ter os olhos na cara e poder ver o que o corpo sente. Ter as mãos agarradas ao corpo e poder escrever o que vejo e o que sinto. Tudo num todo: que sou eu!
Mas os meus olhos estão longe e os sentidos confusos. O olhar está no peito e o coração ausentou-se para parte incerta (incerta?) e eu aqui de mãos agarradas à escrita onde o sentido és tu.
O corpo estende-se nos dias porque falta-lhe a base para repousar; fragmenta-se nas horas: está preso no espaço entre o nosso abraço (que demora!), recusando a ideia de não te voltar a receber.
Os pés arrepiam caminho sempre que os viro a sul e tentam afogar-se sempre que os mergulho no mar, estão cansados de andar e não chegar ao lugar certo, ao lugar onde se deitam e se entrelaçam nos teus.
Já a voz vai ficando muda porque já não tem o que contar; preciso de me encontrar no teu olhar, recordar o sabor dos teus lábios e voltar a sentir o teu abraço (deixando que os sentidos coloquem os sentimentos no lugar certo) para depois voltar a recordar e escrever o luar e as marés que crescem no meu peito, ansiosas, mas em tempo certo; juntar todos os meus pedaços e voltar a ser eu: inteira!

Vanda Paz


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E eu continuo a esperar-te!

O anoitecer desenhou dilúvios de lágrimas na minha janela
Eu adormecida... Espero–te simplesmente...

E o barulho dos trovões
quebrou essa sonolência... E nesse torpor
era como se me falasses de amor... esse amor
Cativo do tempo!

No silencio das noites que me aconchega...
No fundo das minhas entranhas, sem mistérios...
À vontade de amar-te!

O corpo que tanto te amou estremecia... E nas
tremulas memórias perdidas pelo quarto...a minha voz
Embargada... Prende o grito...

Liberto-me do destino
Sombras que vagueiam por todo o meu ser...
E o tempo passa numa monotonia amarga chamada:
Saudades... E eu continuo a esperar-te!

Celina vasques

Em sonhos


Em meus sonhos pinto e bordo
Transbordo
Teço teias penetráveis
Sempre voando, bailando, cantando
Nos meus sonhos vejo a luz
Desde o início do túnel
Tinas e mais tinas de água límpida
Cachoeiras embalando sonhos alheios
Nos quais penetro sorrateira
Com cara de quem foi convidada
Em meus sonhos posso ser o que quiser
A menina zangada, mulher amada, adolescente malcriada
Posso ser até a sábia anciã, se quiser
Percorro casarões antigos
Recantos sombrios
Percorro vales verdejantes
Recantos encantados
Em meus sonhos estou sempre só
Me vejo pelo avesso
Sou de dentro pra fora
Qual observador arguto
Escuto
Vejo pessoas sorrindo, amando, chorando
Vejo além
Em meus sonhos.

Luciana Silveira

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Eu no teu coração!

Hoje chorei,
nem sei bem ao certo o porque
talvez apenas saudade...

Saudade duma metade
que me envaidece

Saudade de um beijo ainda sem sabor
saudade louca do teu amor...

Vontade de recostar minha cabeça no teu peito
só pra me ouvir em teu coração
Vontade de me entregar sem medo à essa paixão

Que toda distância seja nenhuma
quando os corações batem pelo mesmo querer!

Anna Carvalho

Revisito-me

Num livro de páginas em branco
Fragmentos fixados na memória
histórias...
Lembro-me de mar e cinzas
e de abismos...
E de pássaros, canções, azuis...
flores perfumes, jasmins...
E de novo o mar e cinzas...
chuva fina, tempestades
e um rio vermelho
E os pássaros, as canções e os azuis...
e  portas se fechando
e  bocas se calando
e uma página negra
E os azuis, as canções, os pássaros, os jasmins, as flores...
...a tempestade, a chuva fina...
o cinza se clareando
as janelas se abrindo
E os pássaros, as canções os azuis....
e o livro se fechando
Uma história com final feliz...

regina ragazzi

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Calor que seduz

No calor dessa brasa queimando o peito... 
Seguiríamos noite a dentro... 
trocando carícias pra acalmar o corpo 
e apagar o incêndio de dentro...


Su Simon

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Encantas-me


A tua vida
está repleta de sonhos!

Voas
com os teus encantamentos.
Andas por céus e mares,
montes e vales,
na busca
das realidades sonhadas!

Seduzes-me
toda empolgada,
pensando
no melhor para nós!

Encantas-me


José Manuel Brazão