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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Memória do tempo


Recordo,
as primeiras palavras;
palavras vividas
e revividas,
com saudade
da tua mocidade!

Nasceu a amizade:
envolvida em mares,
nunca navegados,
envolvida em palavras,
palavras sentidas,
cobertas de emoção,
por vezes:
vestidas de paixão!

Recordo,
muitas palavras,
de amor,
amor ao próximo,
com autenticidade
e cumplicidade,
que guardo no tempo,
na memória do tempo …


José Manuel Brazão

Elemental


Vôo rasante
Pleno, livre
Caio em nuvens
Sou pássaro veloz
Tecendo no céu
Meu caminho
Banho-me de luz
Sou água que escorre
E desagua em mar
Salgo minha pele
Sedenta, com frio,
Crio raízes, terra firme
Ponho-me de pé
Acendo a fogueira
Que existe em mim
Sou e estou lívida
Plena e lúcida
Lucidez que cega
Sou elemental.

Luciana Silveira

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Doce mel


Não sei, como dizer
O quanto gosto de ti
Desses olhos pestanudos
E desses lábios carmim
O meu amor é tão grande
Que só o quero para mim!
Quero senti-lo neste mundo
Dentro e fora, perto de mim
Com a certeza, que o seu mel,
É mais doce
Que um doce em si...

Cristina Moita

Simplesmente eu...



Eu sou eu!
Nunca a outra…
Descoberta na sombra
No fusco transcender
De querer…

Eu sou eu!
Na simples forma
De me ver,
E viver…
Olho o sol de frente
Carrego nos ombros
A subtileza da luz…

Eu sou eu!
Sem mácula
Nem mágoa
No expoente de sonhar
Lutar e vencer
Na transparência de ser!

A outra
Nunca a vi!
Não tem lugar em mim…

Ana Coelho

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Momentos



A vida é feita de momentos
Pequenas alegrias ao longo do dia
Um telefonema, uma poesia
Um mimo, um "mais que dar amor"
A vida passa depressa
E com ela nossos sonhos
Devemos beber o cálice dos bons momentos
E deixar de acomodarmo-nos com o tédio
Com aquilo que nos machuca e incomoda
A vida bem vivida é música suave
É beijo longo ao luar de luz intensa
A vida é leve brisa passageira
Com pitadas de alegrias passageiras
Mas que quando sentidas profundamente
São impressas no corpo e na alma
Tornando o intervalo entre essas alegrias
A nossa melhor e maior festividade.

Luciana Silveira


Estou aqui,
mas por momentos,
saio, voo,
procuro novos caminhos,
novas mentes,
novas ideias.
Paro
e contemplo o horizonte,
parece-me infinito!
Não vejo ninguém,
mas sinto alguém!
É o amor
que não me deixa
e partilho-o:
com quem encontro;
uns sorriem,
outros perturbam-se!
Reflexos:
dum mundo distraído,
egoísta,
de costas voltadas,
com poucos guerreiros,
na luta dum mundo melhor!
São momentos,
para a minha esperança.
De tristeza,
mas com a certeza,
que sou um dos guerreiros …

José Manuel Brazão

terça-feira, 27 de abril de 2010

Por ti, em ti!


Por ti
darei o Sol, a Lua,
o afecto, o carinho,
a paixão e o amor!

Em ti
ficará o homem
que vive
momentos felizes,
quando te sente,
te ama,
mas não vive sem ti!

José Manuel Brazão

Oh Zé,
Tu és o poeta que melhor canta o amor.
Beijo
Nanda Esteves

Teu coração chora


Você fala… de um amor incerto
Alguns caminhos que se perdem
entre os anos
Você fala… do vento que empurra as emoções
em meio das nuvens correntes!

Eu olho para você…
desaparecendo outra vez!
Mãos na cabeça,
procuras entender!
Tenta agarrar…
inventar uma felicidade diferente,
mas o amor esta implantado
e chora no teu coração.

Falas de um tempo…
em que o amor foi roubado
dos olhares se afogando
na luz de uma estrela.
De uma felicidade que reveste as almas!
Você fala…
de um tempo feliz que ainda chove
em seu Coração.

Vou olhar para o fundo do esquecimento,
onde o meu coração esta adormecido…!
Da minha janela
o silêncio perturbador.
Meu coração sem ruído,
gostaria de rasgar as sombras!
Traga a frieza de sua alma.
Um canto de perseguição, o tédio e vou falar…

das estrelas que brilham, e o que vejo em seus olhos.

De todos esses sonhos... e você pode estender seus braços, essa força que mostra que a vida vem do coração,
e que bate num vento tão forte!
Teu coração chora….
Mas, o amanhecer…
subirá primeiro que tuas lágrimas…
É só querer!!!

Rosangela Colares

A Vida


Se a gente tivesse consciência do quanto nossa vida é breve...
Talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais.
Algumas, mesmo ainda em botão.
Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos.
Perdemos dias, às vezes anos.


Nos calamos quando deveríamos falar...
Falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio...
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede...
Não dizemos que gostamos por achar que o outro já sabe!!
E passa a noite e chega o dia...

E continuamos os mesmos, fechados...
Quanta gente passa pela vida e não vive!!
Apenas sobrevive!

Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás.
E então nos perguntamos:
E agora?!

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos...

Não olhe para trás.
O que passou, passou.
Olhe para frente!
Pense!...
Ainda tem tempo!!!
Não o perca mais!...


Ebenézer

Texto gentilmente partilhado pela minha Amiga e Colega Poeta Sandra de Freitas

Envelhecer


Se não estivessem tão flácidos
estes dedos do tempo,
ainda seguravam a Primavera
das acácias em flor.
Agora arrastam-se, quase
folhas de nervura seca,vindas
passo a passo, de tão longe.
Oiço-te ainda rio. Oiço
no teu canto orvalhado
esse desejo de mitigar a sede
entre a ternura da folha seca
e o vermelho das rosas,
respirado.
É o tempo da cor intermédia
entre o preto do verso completo
e a audácia de uma estrofe a voar.
Chega Abril, de muito longe,
cada vez mais rente ao chão.
Já ofega sobre as ervas, este tempo
de mãos descaídas. Rastejadas.
É o vilão do verde das colinas
lâmina que penetra
neste tempo de rosas desmaiadas.

Marta Vasil

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eterno em mim!


Neste caminho
que trilho,
“Ando por aí”,
num
“Amor sem limites”,
“Amor crescente”,
“Amor da minha vida”
“Por ti daria a vida”
e ainda
“Amor calado”,
“Amor na minha mão”
“Amor sem hesitação”
“Amor sem recuo”
“Amor…só Amor!”,
“Amar-te-ei sempre!”,
“Amor não será vadio…”
e tantos outros poemas,
para minha alegria!

Eterno em mim,
a minha Alma,
o meu Amor
e a minha Poesia!

Eu, o homem
apenas um Mortal!

José Manuel Brazão

Só amor...


Graciele Gessner

domingo, 25 de abril de 2010

Reencontro


Olhamo-nos
e não acredito
no que vejo!
O nosso reencontro!
O teu sorriso tocou-me,
relembrou o meu passado
fez brilhar o meu presente,
como um sol risonho!
Ouvimo-nos:
a tua voz
deixou-me em sonho!
Falei-te sobre a vida,
entendeste-me
e voaste por aí…
Não sabia o teu rumo
e com saudades fiquei.
A tristeza
invadiu meu corpo,
mas olhando o céu
a alegria
percorreu meu corpo,
voavas para junto de mim.
Não haverá mais reencontros!

Renasceram os encontros …

José Manuel Brazão..

sábado, 24 de abril de 2010

De todas as obras


No motim dos dias vociferam pela mente
Quotidianos e ventos antagónicos.
Um fio de luz rosada penetra nos olhos gratinados
Entre fumos e cinzas, os sons suados
Percorrem toda a epiderme na verve certeza,
Que por todos os desafios pelo qual os pés
Se cingem no pó do destino,
O derradeiro triunfo
É o resplendor de duas sementes,
A mim confiadas que vingaram no tempo
E nele prosperaram onde o meu rosto se baba
Nas evidências de um completo traço
Na perfeita medida que os meus dias conduziram.

Enquanto os anos dançam nos beiços da vida,
Esta é a aragem, que um vulgar gesto
Me diz no profundo sentir, na essência do pensador,
Sublime tarefa o concretizar em amor.
Tudo que do destino fiz, esta
É a realidade, de onde nasce a lua e os dias
Uma arena sem fantasia.

Quando partir
Uma única certeza terei, que de todas as obras
A que atingi sem esforço nem mácula
É esta a de ser vossa mãe…

Ana Coelho

Agenda de emoções


Brindam-nos os dias
com colecções de emoções.
Inesperadas. Imprevistas.

Solta-se o canto do grilo
em intensa sessão de terapia.
Deixa o caracol um rasto de cristal
-estendal de palavras em alegria.
Flauteia cristalino o pardal
-convite para um baile de folia.

Pressente-se o vento a fustigar
o cheiro a alfazema da tarde.
Sem autorização soltam-se murmúrios
há muito residentes no olhar.

E as emoções fundem-se em bulício triste.

A sombra rendilhada das árvores
cinzela-se de nostalgia.
As nervuras das folhas
riscam a quietude da tarde.
Repuxos em erupção
soltam vozes plangentes do coração.

Permaneço sentada no jardim
recatada em solene solidão
e com os dedos a tremer
escrevo na agenda do dia:

não vale a pena agendar a emoção
ela é incompatível com o calendário do coração.

Marta Vasil

Era dia de sol redondo...



Era dia de sol redondo e brisa marinha, nas mãos escorriam as feras ansiosas pela brancura de uma folha. Sentia o silêncio beijar-lhe os lábios e a frescura da manhã abraçá-la. De sorriso penteado e de olhar distante passeou-se pelo passado ainda fresco na memória.
Trá-lo sempre pendurado como um desejo por cumprir. Abre-se sempre um vazio depois de cada momento quente dos seus corpos. São as vontades escritas em telhados de vidro que se alcançam em noites voltadas ao luar. Rega o dia de amanhã com a verdade do seu olhar e cresce azul como o céu em lençóis brancos de cetim onde lhe crava palavras insanas no corpo liberto. Ainda o sente, louco, dentro de si.
Inquieta-se pelo beirado do pensamento e voa na plenitude de um futuro. Caiem as estrelas ao passar, cai o sorriso e a vontade de ficar. Olha em redor… crescem olhares frios e maus, observa mãos fechadas e faces rígidas onde o vazio é um silêncio que morde os dias e mata as noites. Espreita a alma que escondia, ainda mexe em forma de rio sequioso. Fecunda-se a vontade de o ter na esperança de um beijo quente.

Era dia de sol redondo e brisa marinha, das mãos voavam futuros por cumprir enquanto se afogava a juventude na brancura das folhas.

Vanda Paz

Caminhada


Prossigo minha caminhada
Dançando no meio da mata
Nadando no rio, em cascata
Vivendo o que há para viver
Em volta, luzes apontam esse caminho
Muita ternura, amor e compreensão
Agora você habita em meu coração
Somos amigos e cúmplices nessa empreitada
O sol já me sorri
A noite já me é branda
Penduro enfeites na varanda
Para mais tarde sonhar com você
Te sentir me acalma
Te sentir me divide
Sou metade eu
E metade você.

Luciana Silveira

...


tenho medo da chuva e das lágrimas
tenho medo da boca e do que ela diz
tenho medo do que ouço e do que sinto
da tristeza e do que não minto
tenho medo do ar e do momento
da vontade e do tormento
tenho medo do amanhã e do que possa vir
tenho medo da alegria e do sorrir
tenho medo do que vai e do que não fica
tenho medo da onda e do vento
tenho medo de mim e do meu pensamento.

Vanda Paz

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As palavras que o livro tem


O livro grande ternura
A procura que não abandono
Na etapa de cada palavra

Tal qual a terra amanhada
Vê florir o crescimento
Do trabalho de sua lavra

Nestas páginas do desejo
Onde correm as metáforas
Da escrita da invenção

Se projectam os clamores
De um valor bem profundo
Da palavra em ebulição

Tocam os sinos a seu jeito
Faz-se a festa bem airosa
No meio da felicidade

A palavra no branco papel
Torna-se muito mais formosa
Faz fluir a Liberdade.


António MR Martins

2010.04.23
(Dia Mundial do Livro)
--

Alma


Minha alma quer voar
Planar sob locais inatingíveis
Mergulhar no mar infinito
Pousar em montanhas verdejantes
Saborear a brisa matinal
Aquecer-se ao sol
Minha alma quer libertar-se
Flutuar sob locais inatingíveis...
Brilhar com fadas
Bailar com salamandras
Brincar com duendes
Nadar com ondinas
Minha alma quer paz
Viver em locais inatingíveis
Cantar melodias celestes
Levitar com querubins
Ajudar a quem precisa
Doar-se sem ter fim
Minha alma quer renascer
Ser livre de pensamentos
Ser leve de sentimentos
Alcançar locais ainda inatingíveis.

Luciana Silveira

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Encontros no meu caminho...


Reflectindo sobre a minha Vida e nesta última fase vejo encontros que me estavam pre-destinados!

Alguns se assemelham tanto, que vieram parar a mim sem os procurar!

No tempo e momento certos enfrentei o passado de duas mulheres, que foi violento,vividos e sofridos com marcas, que me inpressionaram e me fez estender a minha mão amiga e solidária!

Sofri o que passaram, por vezes, ao ponto de imaginar como teria sido e envolvendo-me muito com elas!

Não é fácil renovar a estrutura emocional duma mulher vitima de passado violento; ela vive um silêncio como sua própria “defesa” e há que lhe inspirar confiança para que aceitem partilhar o que existe dentro delas!

Consegui que tudo isso acontecesse e vissem em mim, em primeiro lugar o homem para as ajudar!

Durante este tempo os laços afectivos vão se aproximando e começam indícios de que já temos necessidade de nos sentir, isto é, que o distante se torna próximo e convivemos como se estivéssemos na mesma casa!

Para isto haverá total sintonia ao ponto de quase se saber o que outro vai dizer ou quer fazer. Também haverá um total entendimento, que facilitará a vivência diária de cada um!

Estes dois casos que marcam a minha Vida parecem contos de fadas, mas são Vida. Uma realidade de amor incondicional, que leva cada uma das pessoas envolvidas a sentir gratidão, porque deixaram de existir, mas passaram a viver!

José Manuel Brazão

Manhãs de Outono



Nesse minério, meu estorvo
Canto solúvel meu socorro
Essa cidade férrea
Não adentra-se em meus ossos
Cresceu em mim, asas potentes
Mesmo o vazio da rua, sem a luz da lua
Já não mais me atinge
E nessas frias manhãs de outono
Minha alma já aquecida está
Raios de sol internos em mim
Enfeito a vida e a alma
E a lembrança de pupilas fixas
Me atiçam a imaginação
Teus olhos, janelas por onde te encontro
Espelho por onde me miro
Quedando ondas líquidas
Sempre a singela brisa matinal
Percorrer seu corpo e brilhar
Cio e cela.

Luciana Silveira

Adolescência


Algumas palavras de amor e eu
ali estava na minha adolescencia
completamente apaixonada
com aquele louco gostar de menina
no seu primeiro amor...
e meus dias foram muito mais lindos!

Te abri meu coração
te contei segredos do fundo d'alma
e tu estiveste em meus sonhos dia a dia

Meus anos dourados
eu te entreguei
e me cobriste de rosas,
hortencias e jasmins
muito carinho e mimos...

um dia avistei no firmamento
nuvens negras
tua alma então ficou fria...
e o meu coração partido...
e aquele louco sentimento
transformou-se em gotas
de lágrimas
sobre as flores...

Hoje, meus pensamentos então
qual uma lua cheia
brilhando através de um
céu noturno nublado
recorda aqueles lindos momentos
de amor que vivi contigo!

celina vasques

Agora mesmo


Está gente a morrer agora mesmo em qualquer lado
Está gente a morrer e nós também

Está gente a despedir-se sem saber que para
sempre
Este som já passou
Este gesto também
Ninguém se banha duas vezes no mesmo instante
Tu próprio te despedes de ti próprio
Não és o mesmo que escreveu o verso atrás
Já estás diferente neste verso e vais com ele

Os amantes agarram-se desesperadamente
Eis como se beijam e mordem e por vezes choram
Mais do que ninguém eles sabem que estão a
despedir-se

A Terra gira e nós também A Terra morre e nós
Também
Não é possível parar o turbilhão
Há um ciclone invisível em cada instante
Os pássaros voam sobre a própria despedida
As folhas vão-se e nós
também
Não é vento É movimento fluir do tempo amor e morte
Agora mesmo e para todo o sempre
Amen

Manuel Alegre

Porto de abrigo (Amor)


Um homem do Amor,
sempre de coração aberto,
por vezes carente dele,
mas partilhando o que tem!

Um homem do Amor,
que sentem nele,
um porto de abrigo,
de bonança
e de águas livres!

Um homem do Amor,
que procura ser feliz,
com a felicidade alheia,
estendendo a mão
onde leva o amor!

José Manuel Brazão

Porto de Abrigo

Tu és o porto de abrigo
que teimo em preservar
e só por seres meu amigo
sei que não vou naufragar...

Quem não tem na amizade
o conforto que procura,
quando acordar já é tarde
e a alma ficará escura

A riqueza que procuro
nada tem de material,
é só dar e receber
uma amizade leal,
que me preencha o vazio
das horas de solidão.
Obrigada Zé, meu amigo,
trago-te no coração.




Nanda Esteves

Jamais poderei esquecer



Dia 21 de abril de 2010, esta data jamais poderei esquecer. Há 15 anos vivi boa parte da minha vida em Blumenau; há 14 anos voltei como relâmpago naquela rua que soava tão familiar.


Hoje, neste exato dia, voltei naquela rua, relembrei de tudo que vivi; de tudo que me foi importante e do quanto tudo isso me transformou. Jamais poderei esquecer-me deste momento proporcionado, o quanto tudo isso faz parte da minha história.


Relembrar e rever coisas do passado nos transporta para uma vida quase que irreal. Confesso, fiquei emocionada! A casa em que morei continua lá, intacta. Nada mudou apenas a modernização ao seu redor é que cresceu, mas a casa permanece no seu estilo, preserva as lembranças e a minha existencial passagem.

Graciele Gessner

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vontades - Amo-te pela noite



Vontades


Ah! Vontades do que não se pode ter.
Vontade tão simples... Queria tanto te ver.
Vontade de sentir seus lábios, de te beijar.
Vontade de estar ao seu lado, de te abraçar.


Não dá para ficar só nas vontades.
Adoraria estar contigo, nesta noite chuvosa...

Graciele Gessner



Amo-te pela noite

Amo-te
e sempre te amarei!

Somos
um para o outro!
Tu mulher de paixão
eu suando amor,
dá um grande amor!

Vivemos este amor
em nossos silêncios,
com sofrimentos,
com lutas interiores,
mas com corações
entregues a este amor,
arrebatador,
lindo e profundo.

Sofres muito
por mim.
Vês duas gaivotas a voar
e acenas para a favorita!
Já poisou
muitas vezes no teu ombro
e tu choravas
por tanto carinho
e por não a levares contigo.

Sabias
que ela voltaria
todos os dias,
à mesma hora
e aparecia a tua alegria
dum amor vivido,
conquistado
mas dividido!

Continuamos
os nossos silêncios,
a nossa cumplicidade,
sempre com saudade,
até ao momento
em que este amor;
será eterno amor …
pela noite!

José Manuel Brazão

terça-feira, 20 de abril de 2010

Liberdade, sonho e poesia


A culpa da poesia é da caneta
Ou de uma pena, que se soltou
No voo da alma que a poisou
Solta em tinta no papel, numa veneta

Nos tempos de hoje, virou teclado
Tão depressa vai a qualquer lado
Entre o contesto o amar e a fantasia
Será esse valor, que o homem queria?

Se não houvesse pena, caneta ou teclado
Ela habitava só no corpo que a cria
Ou na coragem da dizer alto, noutra via

Sonho que se alimenta em movimento
Que se escreve em rima ou em prosa
Liberdade de expressão em sentimento.

Cristina Moita

Esfinge


Me olhas por entre

as lacunas do tempo.

No vento

aspiras meu cheiro de fêmea.

Minhas teias

circundam sua mente.

Noites em claro,

Suor pelas mãos,

Calores intensos.

Tenso

recorre aos astros em desespero.

Suplica aos céus uma saída,

uma resposta

E é só silêncio.

Tenho sido seu pesadelo constante.

Pelas ânsias que te provoco

crepidam desejos ardentes.

Inflames

suplicam a saliva da minha boca.

Me dou em pequenos pedaços

e fujo gargalhando

do mal que provoquei.

Me apetece

te ver em delírios..

Impiedosa, a noite despede-se galante.

Jaz o último o grão na ampulheta.

Não há mais tempo,

decifra-me

ou eu te devoro!


Sandra Freitas

Sandra minha Amiga e Colega no site:
http://poesiavivaluz.ning.com/

Fenix


Havia em mim um tempo torto
A poesia entalada não fluia
A vida entravada não movia
Um certo tempo assim de angústias
Hóstias sem consagração
Era um tempo incerto, reverso
Escuro, quase morto
As palavras, não se ouvia
O dia nem amanhecia
Sílabas espaçadas no gaguejar da alma
A letra torta, tremida
Não somava, não diminuia, muito menos multiplicava
Nada.
Mas depois da escuridão houve fraca luz
Abelhas aninhando-se em colméias
Formigas levando grãos pouco a pouco
Então, houve em mim, aos poucos, o nascer do sol
O dia iluminando-se lentamente
E no chão brotando as sementes
Tudo muito devagar ( eu a divagar)
Houve então explosão
O cinza transformando-se em liláses
Liláses em azuis
Azuis em vermelhos...
Arco-íris derrotando o negro da alma
Instaurando-se, dominando a escuridão
E então hoje há pétalas de rosas cobrindo-me
E todas as deusas bailando dentro de mim.

Luciana Silveira

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fantasia


Quando o vento cruza os ramos da hortelã
esboroam-se pérolas que as aves dançam nas asas
Repousam palavras na sombra das horas
à espera que uma quimera acene
O sonho cresce
a fantasia dança na tarde encantada
As aves baixam
trazem nas asas palavras já lavradas
Uma brisa balança-se nos recantos da tarde
e a hortelã descruza os ramos
numa dança indomada que ninguém vê.
E nesta fantasia, talvez vã
sou vento, ave, sonho
sou ramo de hortelã.

Marta Vasil

Teus lábios


Os lábios de uma mulher,
requintam o amor!

Olho para ti
e vejo os teus lábios
colorirem tua beleza.

Procuro neles
as palavras tímidas,
mas carinhosas,
sinceras
e sonhadoras.

Teus lábios
inspiram muito amor,
para receberes
e para dares…

Teus lábios
juntam-se aos meus
e voamos
com as asas do amor!

José Manuel Brazão

Rasgo de Primavera


Trago o céu a estilhaçar memórias


por cima de mim.

Abafo os risos vermelhos
com o trovejar intenso
deixando a loucura
desta liberdade merecida
afagar-me o corpo sedento.
Bailo pelas palavras em Primavera
enquanto sopro o vento
que se quebra na tua face, lá longe.
Beijas-me a vontade de ficar
e soltas-me em voo
de borboleta arrependida
que se transforma em rio selvagem
que corre, quente,
entre as margens de um sorriso teu.

Espreita o sol a rasgar futuros


por dentro de mim.

Vanda Paz



Vanda
És e serás sempre a minha princesa da Poesia!
Beijos do

domingo, 18 de abril de 2010

Eu e a Graci


Na Vida
e no meu destino,
Apareceste
por um sorriso
em poema era meu
e na vida era teu!

Daí
nasceu esta ligação
Vida e Poesia,
que nos trouxe até hoje!

A minha admiração
pela Mulher
determinada,
carinhosa e
generosa!

A minha admiração
pela Escritora
inteligente
de visão sem limites,
amadurecida pela Vida!

Nos admiramos
im ao outro,
por esta dádiva da Vida,
que guardamos
em nossos corações
e gravada
em nossas existências!

José Manuel Brazão

sábado, 17 de abril de 2010

Tenho alguém no coração



Por mais que pareça inusitado, cada um de nós já tem o coração ocupado por alguém. Sejam com a família, filhos, amores... Como também podemos optar em não ter ninguém no coração.


Todavia, ninguém tem o direito de anular os sonhos de uma pessoa. Quero dizer que nunca devemos impedir uma pessoa de amar quem desejar, mesmo que possa ser uma perda de tempo. Escolhemos amar, sonhar, escolhemos ter o coração ocupado.


É preciso avaliar a maneira de amar, e verificar se o tal sentimento está sendo correspondido. Amar é bom, mas amar alguém que não desejar retribuir igualmente, qual é a vantagem?


Ter alguém no coração é sonhar acordado! É estar fisicamente aqui, mas em pensamentos distantes.


Graciele Gessner

Nascer


Quem ao nascer
Pode imaginar
O que iremos nos tornar ?
Quem ao olhar
Um simples Bebê
Pode se quer idealizar
Os caminhos que ele percorrerá?
Ahhh pudesse toda mãe
Só flores e alegria
Colocar nos caminhos
Da vida do seu Bebê
E com isso evitar
As dores e os horrores
Que a vida pode causar
Quem derá soubessemos
Das agruras
Que iriamos enfrentar
Para sair desse caminho
E por aquele seguir...
Mas será que ai
Iriamos aprender?
Iriamos crescer?
Iriamos evoluir?
Feliz daquele
Que aprende
Que cresce
Que evolui
Com as lições alheias.

Solange Barreto

Por amor chego...


Por amor,
por tanto amor,
perco-me na Vida,
não sei quem sou,
não sei já
o que faço!

Por amor
dou-me todo:
sofro,
choro,
peço perdão,
Perdoo
e esqueço o mal!

Por amor
vivo e respiro
quem amo,
como nunca amei!

Destino?

Sim, destino intenso,
com pedras no caminho,
mas o amor
é assim:
não aparece
como um presente!

Conquista-se…!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Amar sem mais pensar


Tudo o que queria,
Era levitar na tua certeza
E com o vento deixar voar a razão,
Abrir os olhos
Ter o passado aqui presente
E todo o futuro na voz do teu olhar.

Amar sem mais pensar!
Sentir as curvas do teu corpo
Encostadas em mim,
Dançar na luz das estrelas
Ver as suspensões a desvanecer.

Contemplar pétalas a caírem,
Lentamente… num poisar devagar,
Envolto de um relógio sem tempo.

Viver unicamente o momento
Em que a tua essência me faz repousar.

Ana Coelho

No silêncio



Esta manhã andei folheando os livros da vida
Suas folhas tinham-se tornado em matizes coloridas
Com palavras que escolhi, cartas do verão passado.

Olhei os poemas com letras desbotadas
Removi pecados passados em um texto amarelecido
Encontrei uma página em branco

Plantei os bulbos das palavras que me veio em mente
Plantei algumas consoantes
Caprichei um pouco mais em um quadro de vogais

Estou rodeada de fileiras de canteiros
Os acentos com um ar aromatizado
Semeado para fazer um pequeno recanto de lendas

Mais tarde preparou a praça de pontuação
Uma fila de vírgulas, um pouco de exclamações.
Uma saraivada de vários pontos e perguntas

Eu coloquei o efeito estufa na feira das Maiúsculas
Cobri parênteses com minúsculas
E cercado por caracteres, um tule especial.

Enxuguei a papelada com estilo
Armazenado em um frasco de vidro frágil inspiração
Fechou o livro na página e tornou-se febril

No jardim das palavras, a disposição chegou
Eu comecei plantando guardas not books
No silêncio, os poemas podem germinar.

Rosangela Colares

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Colheita tardia


Dos ponteiros transborda o tempo
Imenso
Dorido
De olhar pendurado no último minuto

Na garganta nasce o nó
Grosso
Seco
Enquanto o sorriso aborta quando olha o céu

As minhas mãos nas tuas
São uvas maduras de colheita tardia

Murmura a voz caída e breve entre as folhas amarelecidas:
- Ainda me queres?

Vanda Paz

Sementes do Amanhã!



Vou caminhando e tendo a noção que já fiz muitos quilómetros de Vida; vou parando e descansando. Nesse descanso, reflicto sobre toda a experiência vivida! Uma luta muito forte para obter os resultados que pretendia. Tive muitas ajudas não visíveis e uma força interior que Deus me deu - pela minha Fé e Esperança – que me fez chegar aos dias de hoje. Em determinado ano resolvi – com mais tempo disponível – estudar sem compromisso os princípios da Filosofia e da Psicologia. Estudar um pouco este Mundo: os Homens e as Mulheres! Aí aprofundei-me na área relacionada com o Amor ao próximo.

A minha forma de estar na Vida alterou-se acentuadamente. Passei a dar grande relevo à Paz, à Harmonia e ao Amor! Resultou na minha Vida? Na vida familiar, não! Na vida com os outros, sim! Eu tenho o meu destino traçado. O passado não se apaga, mas o presente e o futuro já consigo entender melhor! Em 2002 descobri em mim que escrevia umas coisas de Poesia. Mostrei a alguns Amigos uns poemas “tímidos” e logo reagiram, dizendo-me que continuasse, porque tinha em mim esse dom. Continuei e hoje em dia já perdi a conta aos textos escritos!

Tudo isto para quê! Para vos dizer que nos últimos anos encontrei muitos MOMENTOS FELIZES como nunca tinha experimentado em toda a minha Vida, excepto e naturalmente, com o nascimento dos meus Filhos e dos meus Netos! Dirijo este texto a todos vós ligados à Poesia, porque são a minha Família de grandes momentos inesquecíveis! Comecemos aqui a lançar as sementes do amanhã para Aqui ou Além nunca mais nos esquecermos uns dos outros, com Paz, Harmonia e Amor!

José Manuel Brazão

Beijo ausente


Nas cortinas do tempo, bordei minhas quimeras
Templário de sonhos, foste tu, que arquitetei
Observei-te ao longe, já de outras e outras eras
Sorvendo as essências daquele beijo que não dei

Na medievalidade da existência, enclausurei-me
Nos antros de fantasmais e impenetráveis castelos
Oh, Deus!Como não afoitei do cavaleiro achegar-me?
Hodierno estado, são as acabrunhas dos meus anelos!

Símplice plantinha, na estrada, observei tua passagem
E preservei no âmago do meu ser, tua figura heróica
Beijei-te, em filigranas de sonhos, mas sem coragem
Nunca proferi sequer eu te amo, na paisagem bucólica...

Bailaram as sazões, os meses, os anos... Novas estações
Maquiei-me de rugas, encaneceu a minha melena
Anego ainda em meu ser ósculo ausente... Tantas ilusões
Rascunhei uma biografia em sonhos!Esperei como Helena!

Denise Severgnini

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fome


Essa fome que me acomete
Presente em cada pedaço do dia
Essa fome que me assola
Tornando o dia vasto
E a noite eterna
Essa fome tem um nome
Que ainda não consigo decifrar
Então faço dela o próprio alimento
Da vida
Do corpo
Do espírito
Da alma
Essa fome me come
Me consome
E então...
Amanheço poesia
Entardeço poesia
Anoiteço poesia
Assim a fome se abranda
Qual reconstruções
Após as tempestades...

Luciana Silveira

terça-feira, 13 de abril de 2010

Com você sinto Paz - Anjo meu



Ah, muito tempo não sentia esta paz num relacionamento! Como esta que estou vivendo contigo, que é capaz de causar inveja para outras pessoas. Chega até assustar! Não sei se é apenas afinidades, ou qualquer outro motivo; mas não posso deixar de registrar este momento tão singular.


Namorar é tão bom! Estar contigo é melhor ainda. A paz que consiste em nossa relação, jamais havia conhecido com outra pessoa. Existe uma cumplicidade, liberdade e confiança. O mais importante: como foi bom ter conhecido você!

Graciele Gessner

Anjo meu

Anda comigo
a tua imagem:
sempre!

É noite
e neste silêncio,
olhei para o céu,
descortinei a lua,
fixei-a;
noite de luar,
com estrelas brilhando,
deslumbrei-me
porque pareciam
iluminar o meu corpo.

Olhei a tua imagem,
também estava iluminada.

Fechei meus olhos
com a luz intensa.
Desfilaram na minha mente,
muitos anjos.
Um deles desceu mais
e nas imagens mentais,
vestias de anjo!

Voltei para o meu cantinho
e o meu Anjo
pertence ao Universo.

Na Terra
tu és o anjo meu!

José Manuel Brazão



... e eu também sinto Paz! Bjs ZÉ

Abraço


Dou passos,
olhando a calçada,
paro;
quem vejo ao longe?
A tua imagem,
aproximo-me mais,
mais depressa,
não é a tua imagem;
és tu!

Reconheces-me
e corremos um para o outro.
Abraçamo-nos muito,
tão longo!
Olhamo-nos,
fixas os meus olhos,
gostas da sua cor.

Não paramos de olhar,
vejo teus lábios mexerem,
para esboçar um sorriso,
sorriso lindo, lindo.

Não nos apetece sair dali,
não queremos desencontros,
mas estejamos onde estivermos,
existe um ponto de encontro,
a sintonia e o abraço.

José Manuel Brazão

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Significado


Surpreendida!
Abro o cofre do tempo
e, com as minhas mãos lerdas
revolvo o que ele esconde
figurou um pergaminho amarelecido
recordo em cascatas de amargura
o significado de tamanha brancura.
Oh!- Se o meu pensamento falasse
o que puderia suceder se eu revelasse
dilvugaria secretas palavras
Que apaguei!
E não revelei!
Nem aos sóis e às luas que sucederam
momentos de imagens... decorreram
na minha ténue embriaguez enobreceram
o que ambos sentimos...
ficou sumido no seu e meu sofrer.
Ah!- O Inverno está a cessar
o frio do mármore por mim passou
mas não terminaram
as recordações...
que me trouxeram o velho pergaminho
empalidecido e humedecido
com as lágrimas que verti sobre ele.


O significado que ele representou
e porque assim ficou...
só o meu coração guardou.

Maria Valadas