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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Porquê?



Sim, porquê?
porque
me entristeces,
desprezas,
abandonas!

Eu vivo por ti,
para ti
e não dás a mão,
quando apenas
peço compaixão!

Buscas
na minha força,
o desequilíbrio,
o engano,
o desânimo,
a desistência!

Enganas-te!

Tenho força interior
bastante,
para agarrar a esperança,
viver dias de Sol,
libertar-me da escuridão
que me ofereces!

Desejo

que eu e tu (vida),
Sejamos Amigos
Para todo o sempre!

Jamais te perderei!

José Manuel Brazão

Jardim do meu encanto


O amor
anda comigo,
no meu pensamento,
como um bálsamo
do meu coração
e da minha vida!

Tenho o meu jardim
sempre florido,
com rosas
dos amores, paixões
pelas mulheres da minha vida!

Existem rebentos
a florescer
como rosinhas,
as rosinhas da minha Vida!

Todos os dias
olho para o jardim
e meus olhos se encantam
vendo em cada flor
uma parte de mim!

Aproximo-me de cada uma
e acarinho, dou amor
e sorrio…

… cada flor
é uma história vivida,
com encanto,
paixão e amor!

O jardim do meu encanto
ficará…
e eu um dia
partirei
com o meu corpo coberto
de pétalas de amor!

José Manuel Brazão

Ilusões


Longa é a noite,
sem as tuas palavras tatuadas na minha alma
e a tua voz
escorrendo quente pela minha pele.
Mete-me medo
esta febre de te ter e de me dar.
Acho guloso o teu sorriso,
nuns lábios que adivinho exigentes
no frémito do desejo.

São minhas as palavras
não estudadas
não pensadas
não alinhavadas
num qualquer contexto.
Totalmente aleatórias
sentidas
vividas
e sofridas.
Mas é de um universo paralelo que se trata.
O meu comboio,
percorre uma linha
que passa tangencialmente pela tua,
sem nunca a encontrar.
As palavras só fizeram sentido
para mim.
Atingiram a tua superfície
como pedrada num lago.
Depois
a água continuou lisa e profunda,
negra e vazia de vida...como antes.

Eu sei.
É este meu defeito
de ser toda alvorada
aurora boreal
chama que se consome,
sem nunca se apagar.
Mas poderei alguma vez,
trocar-me e diluir-me
por uma felicidade incerta?
Certa ou incerta
pouco importa.
Este sobressalto que me corre nas veias
é apenas o meu código de vida,
o traço primitivo
que faz de mim quem sou.

Tudo o que deveria ser epístola de amor
tornou-se gravação em pedra tumular!

São regatas feitas em barcos de papel,
estes encontros
que nos inebriam
mas nos magoam.
Corremos feéricos,
tragados pela voragem
de um ciclone emocional.
Convenço o meu eu
dum qualquer cenário digno de Hollywood.
Assumo identidades paralelas
unidas na mesma descoberta
de efémeras e fugazes alegrias.
No fim
embaraço-me nos fios que me prendem,
marioneta partida
no teatro da vida.

Margarida Piloto Garcia

Margarida é minha Colega no Facebook »»» Luso-Poemas

Para onde irei?



O que faço agora...Para onde irei?
O que farei agora?
Ensina-me a viver sem você
Agora que te encontrei
A vida diz não, já não tenho
Lagrimas para chorar tua ausência
Como dói no fundo do meu coração
Sinto que sou arrancada de dentro de você
A suas entranhas pertenço
Cruel realidade que não posso interferi
Pois tua consciência me diz
Não interfira, ah meu amor quão dorido.
É essa decisão, escolhemos,
Nossas escolhas nos cobram fidelidade
E nós cobramos fidelidade de nossos
Corações que amam loucamente.
E agora o que faço...Eu te encontrei...
Meus olhos são o mar...Que banha meu corpo
E inunda a minha’alma...Ai...Que sinto a dor
Do profundo do meu ser.

Psiquê

Estás longe mas não te esqueces de mim! Honraste-me como sendo o teu primeiro convidado de acesso ao teu Blog. Mulher de honra e gratidão esta Psiquê!
http://memoriasdepsique.blogspot.com/?zx=4e924aeff6382a16

Muito sucesso e que sejas Feliz!

Beijos do Zé

Sem espera nem tempo



não são só os ponteiros que nos marcam
nem a dança do sol e da lua na valsa dos dias

não são só os destinos que nos acabam
nem a carne rasgada em sangue fresco

o crescer, o mudar e o envelhecer
é um caminho sem espera nem tempo

o que marca é o cansaço de uma luta desigual
por um inimigo sem coração, rosto ou moral.

Vanda Paz

Faltam-me...


Faltam-me as mãos
para escrever nos versos
a sombra dos sonhos
que falam alto à luz da madrugada.
Faltam-me os olhos
para ver a cor fogo do entardecer
nos contornos (im)precisos desse olhar.
Faltam-me os passos
para vaguear nos rios que me atravessam
em rotas de mel e cravo.
Faltam-me os fios
para consertar as velas do navio
na poeira do tempo por desbravar.
Falta-me a lua cheia
grávida de tanto branco
para pintar em cor de açucena
os golpes descuidados que faço.
Em recolha de rios no leito
silencio esta loucura
que retenho no peito.

Marta Vasil

domingo, 29 de novembro de 2009

Hora vazia


Não saber quem sou me sentir assim
É viver silêncios que silenciam horas que passam
É sentir que me perco e dou por mim
Presa em amarguras que me amordaçam

Num querer de não me querer sentir assim
Perco o meu olhar no dia que nasce tão quieto
É assim que me perco e dou por mim
Me sentindo tão longe do que parece tão perto

Vida lá fora tão quieta que me espreita
Fico quieta para que nesta hora possa ser meu
Este me perder em mim que em mim se deleita
Se há vida lá fora, de mim se perdeu

E no tempo que me perco em mim
Perco o tempo que passou e não vivi
Presa nesta hora me perco assim
Num momento de vida que passou... e não senti!

Fernanda Rocha Mesquita

Florbela Espanca


Flor de sonho

Flor do Sonho, alvíssima, divina,
miraculosamente abriu em mim,
como se uma magnólia de cetim
fosse florir num muro todo em ruína.
Pende em meu seio a haste branda e fina
e não posso entender como é que, enfim,
essa tão rara flor abriu assim!...
Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...
Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
que tem que sejam tristes os meus olhos
se eles são tristes pelo amor de ti?!...
Desde que em mim nasceste em noite calma,
voou ao longe a asa da minha’alma
e nunca, nunca mais eu me entendi.


Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
são como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca

Num momento espiritual



Estava eu no lançamento de livros de dois Poetas, meus queridos Amigos e logo no início abri um dos livros e deparo com o poema “Foi” que conheço muito bem, porque através da sua Autora soube do sentir daquele poema, a sua forma expressa.

Um lindo poema de amor, de gratidão e envolvido em prece!

Reli e a partir daí fiquei com uma sensação estranha, mas gratificante. A voz do meu coração alertava-me para qualquer coisa: uma necessidade, a chegada de um momento! Um sinal!

Durante a sessão o meu corpo e a minha mente ficaram ansiosos!

Perto do final perguntaram se alguém queria ler um dos poemas: meu braço direito elevou-se rápido e convictamente sinalizando o meu interesse!

Serenamente desloquei-me para junto da mesa do auditório e aguardei!

O momento de dizer o poema senti uma força interior, que dispensava microfone! Não preparei a leitura do texto; olhos a plateia e expliquei que na Vida existem oportunidades que não devemos perder pois elas não repetem!

Olhei todos e vi-os muito próximos!

Senti a minha voz ecoar naquela sala e o poema saía com naturalidade!
Cada vez me sentia mais sereno! Vi a sala com muita Luz e todos me pareceriam atentos!

O poema termina assim:

Mas que vivida em trio,
com harmonia e mestria,
me souberam sempre dizer…
AMAMOS-TE.

Ergui os olhos e virando-me para a Autora disse-lhe: eu também a amo!
Envolvemo-nos num abraço espiritual!

..........

Respirou-se amor naquela sala!


..........


Saímos cada um para as suas vidas e eu jamais esquecerei aquele momento; para mim momento espiritual!

José Manuel Brazão

Família MARTINS: gestos e palavras de Amor














Foi

Foi, naquela altura…
em que vocês meus guerreiros,
contra o tempo, comigo lutaram!
Em dias tenebrosos e sombrios…
me deram esperança e alento.

Foi com a vossa presença,
sempre repleta de amor…
me ensinaram
que, a vida é só uma.

Mas que vivida em trio,
com harmonia e mestria,
me souberam sempre dizer…
AMAMOS-TE.
Luísa Simões Martins

António
Cá estamos, para todo o nosso sempre.
Lindo...
Beijinho


Gonçalo
Excelente poema!
Gostei muito, mãe.
Beijos grandes

Sem glória



Sem flores
Nem lágrimas
Afunda-se em abismo
Na paisagem,
Arranca sonhos
Morre
Lentamente
No gélido ar que inventa…

Rostos de pedra
Plantados no universo
Desértico,
Prisões acorrentadas no olhar…
Despedaçam-se sem glória
Aos primeiros raios de sol…

De costas
Para o cosmo
Arde o astro cadente,
…Indiferentes
Aos nus corpos
Caídos nos degraus da vida…

Ana Coelho

Poema inspirado na imagem

sábado, 28 de novembro de 2009

Memória do Tempo




Recordo,
as primeiras palavras;
palavras vividas
e revividas,
com saudade
da tua mocidade!

Nasceu a amizade:
envolvida em mares,
nunca navegados,
envolvida em palavras,
palavras sentidas,
cobertas de emoção,
por vezes:
vestidas de paixão!

Recordo,
muitas palavras,
de amor,
amor ao próximo,
com autenticidade
e cumplicidade,
que guardo no tempo,
na memória do tempo …


José Manuel Brazão

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mágoas



Choro minhas mágoas,
sem ressentimentos,
mas procurando nos sentimentos,
transformar o ódio em amor;
amar para ser amado,
compreender para ser compreendido
ouvir para ser ouvido,
respeitar para ser respeitado.

Choro minhas mágoas,
sem hesitações,
Para sorrir aos meus irmãos
e alegrar nossos corações.
Se der e não receber,
ficarei resignado.

O choro das minhas mágoas,
continuará perante Deus!

José Manuel Brazão

Ilusões



Foi no brilho
dos teus olhos
que vi
o meu sorriso.

Foi no sal
das tuas lágrimas
que senti
o teu calor.

Foi no ilusionismo
das tuas mãos
que me senti tua...

Ilusões
de uma vida
feita de sonhos...

Vanda Paz

Poetisa da semana: Glória Salles



Nome: Glória Salles
Natural: Flórida Paulista

Quem sou: Escrever é como respirar, é necessidade... Através do que escrevo, vou pintando inúmeros quadros. Muitos sobre o que vivo ou vivi de forma literal, ou com uma porção de ficção, de fantasia. Falo do que observo na vida, como um todo... Meus dizeres vêm do coração, me atendo à inspiraçãopara deixar fluir o que muitas vezes não consigo verbalizar. São devaneios, inseridos em cada tema, verso, rima, métrica. Quem sabe sucintos instantes de plenitude.


" É tua a decisão...” - Soneto

Se não pretende fazer-me de tuas ânsias refém
Não esbanje comigo teus melhores instantes...
Se não tenciona beber o néctar da minha boca
Não tatue meu corpo, com caricias delirantes.
Se não quer abandonar-se nas noites de lascívia.
Nem perder-se na atmosfera do cadenciado desejo,
Então, este olhar extasiado lance em outra direção.
E disfarce o latejar vibrante contado pelo teu beijo
Se planeja romper o sentir que trava as artérias
E guardar teu coração da magia do meu sorriso
Não cace então, teu cais nos vincos do meu corpo.
Ou vai se perder, garanto, na vastidão do paraíso.
E se teu medo apaga de nossa paixão as labaredas...
Vá... E deixa no ventre sereno, repousar as borboletas...

Glória Salles
04 outubro 2009

Texto e imagem cedido pela Autora e o Vlog http://valterpoeta.blogspot.com/

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Eu e os Outros



Serei sim, a flor que foi crescendo, florindo amor, compaixão, tolerância e conquistando a simpatia de quem me honrou assim!

Não serei uma rosa: amarela, branca ou vermelha, mas apenas e só uma flor que Deus criou para ser melhor do que fui ontem.

Uma flor que se apresenta à sua imagem e semelhança!

Eu sou assim e gosto muito dessa flor a que deram o nome de Zé!

José Manuel Brazão

Mulheres maltratadas



Nos trilhos escondem-se com o medo, sem ternura ou credo
Empurradas pelos caminhos, na opressão a falta de coragem
Levantou-se a mão apresada, correndo desnorteada
Dando chapada sem justificação, num acordar sem perdão

Na liberdade procurada, tantas vezes descompassada
Por um arbitro, arbitrando mal a questão
Essa sorte encontrada, pode está dentro de ti mais nada
Numa luta triste pela vida de alguém, que pode estar na tua mão

Não sejas cúmplice, grita a razão
Chama a policia, ajuda a limpar a questão
Mulher que sofre sem razão ou inocente maltratada
E tu tapas os olhos , os ouvidos e todos os sentidos

Cobardes entram e saem, mas se voltarem lá muitas vezes
Pode vir a condenação, tão desejada
E elas sem ajuda não são nada
Podem não acordar de tão mal tratadas

_____ " _____

Muitas mulheres sofrem caladas com a violência física e psicológica , qualquer uma delas deixa marcas profundas no ser humano, muitas chegam mesmo a perder a vida. É sempre bom recordar este “ Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres”…numa ajuda humanitária diária!

Cristina P. Moita

Parece o fim!


O amor
que florescia,
com um Sol radioso,
parece agora
um inverno
em pleno Outono!

Palavras de amor,
lindas no papel
ou nos ouvidos,
quem as pratica?

Luto por isso
em vão?

Sinto meu coração
tão apertado,
que derramou
tanto amor,
agora angustiado,
magoado
de tanto sofrer,
por aquilo
que era Luz
e lentamente
se fez escuridão!

Amor
incompreendido,
não reconhecido,
porquê?

Nem eu sei
Porquê?

Por vingança
de seus sofrimentos,
mas não sou passado,
sou presente
a dar amor,
muito amor!

Então porque será?

Minha vida
de tristeza
parece o fim!

Este amor
Para lá caminha!

Alguns chorarão;
eu já choro!

José Manuel Brazão

Impossível não se render a emoção lendo as suas palavras!
Que cada dia que nasce,seja uma dádiva em seu destino!

Um beijo carinhoso
Tatiana

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Marcas da Paixão e Lago da Paixão



Marcas da Paixão

Inevitável é
Ter no corpo as marcas
De uma intensa paixão
Marcas profundas
Seladas no coração
Como não senti-las na alma?
Profundas, amargas
Que queimam no peito
Trazendo descontentamento
Mas ao mesmo tempo
Felicidade em tê-la tão doída por dentro
Paixão tatuada em mim
Por um anjo lindo
Querubim
Que marcou com teu sorriso
Meus dias e noites sem fim
Marcando meu futuro
Roubando meu mundo
Me tirando o chão
Marcas no corpo e na alma
Na mente e coração
Marcas
De uma linda
E mágica paixão.

Nanda Salles



Lago da Paixão

No lago da paixão reflito
Reconheço-me nas densas águas do lago cristalino
Neste belo e misterioso lago mergulho meus anseios de menina
E meus desejos de mulher
Revejo nele as minhas vontades outrora esquecida
Lembro-me de outras vidas vividas

No belo lago me conheço
Sou o que sou sem nada esconder
Meus olhos decifram o oculto em mim
Vejo-me sem disfarce

Minhas asas refletidas no lago
Voam pelos meus pensamentos á dentro
Levam-me ao momento em que conheci você

Momento mágico eternizado
Em minha mente e coração
Eternizado também
No fundo lago
No fundo do lago cristalino
Da nossa paixão.

Nanda Salles

Nanda Salles será hoje publicada pela última vez como Poeta-Residente deste Blog!
No entanto, este Blog ficará à sua disposição no futuro como Autora convidada!

Agradeço-te a tua colaboração com os belos poemas de amor que criaste pela Poesia!

Muitas felicidades pessoais!

José Manuel Brazão

Olhando e Esqueci!



Olhando

Fico olhando
para a vida
e não sei
o que pensar,
o que dizer…

Vagueio os olhos,
por aí…

… sem destino,
sem vontade
dum sentir,
dum viver
e dum sorrir!

Serei merecedor
de tudo, mas tudo,
o que sofro?

Reflicto
e nesta hora,
não encontro resposta!

Amo
e procuro ser amado…

José Manuel Brazão

"Olhos a vagar
coração a suspirar
encontro dentro de si
olhando o amor a consumir
buscando-o para existir"

Deixei aqui meus versos inspirados
no teu belo poema reflexivo e excelente

Beijinhos no coração
Angela Lugo




Esqueci!

Tua imagem
andava comigo
dia e noite
e nada nos parava
ou calava!

Um dia
surgiram dúvidas
se era paixão
ou amor?

No amor
Não podem existir dúvidas!

Paixão na vida
senti algumas!

Amor
por mulher
apenas
as que mereci,
dando
tudo de mim,
o corpo e a alma!

Dei mais do que recebi,
mas não importa;
enquanto viver
serei assim!

Com a mulher
que marcou o meu tempo,
com intensidade vivi
e no seu “acordar”,
reagi:
disse adeus
e esqueci!

José Manuel Brazão

Um poema que me deixou a reflectir



Quando acabamos um texto (poesia ou prosa) não vislumbramos como será a reacção de quem o lê e muito menos os resultados conquistados!

Assim sucedeu com o poema”Pombo com ternura e fome”. Foi escrito contando uma história real passada entre mim e um pombo da cidade “vivendo” ele pelo Terreiro Paço!

Publiquei-o em todos os sites em que tenho página de autor e nos meus Blogues. Mas no site “Cantinho da poesia” aconteceu um grande presente para um Autor! A compensação para o empenho que damos ao nosso trabalho! No Cantinho foi publicado em 25.Out.2007 e há meses está na coluna destaques dos mais lidos e na data de hoje já obteve 35.317leituras!

Mas qual a razão?

Difícil de saber. Mas reflecti e penso que seja devido à ternura que o poema concentra tendo por origem os momentos de ternura vividos por mim com o pombo!

Eu trato os animais com o mesmo respeito e carinho, que cultivo com os humanos. Assim se define o meu carácter!

Encontramos neles os nossos amigos mais fiéis e eu tenho o exemplo concreto
disso através do meu gato “Johny” que já me fez passar por momentos muito bonitos e emotivos!

Pombo com ternura e fome

Apetecia
neste dia,
um passeio até ao Tejo
e pelo Terreiro do Paço
andei a pé.
Parei no terminal,
observando
aquela sala gigante.
Parando
junto de mim
um pombo habitante
daquela sala,
que debicava, debicava
e nada encontrava!
Chamei por gestos;
junto de mim parou.
Por largo tempo
não me deixou!
E olhando
aquele pombo habitante
de penas azuladas
e iris avermelhadas,
cheio de fome e ternura,
deixando
as minhas mãos dar-lhe mimos,
sem voar revoltado;
apenas um pombo esfomeado.
Fiquei agradecido
por este novo amigo.
Lembrei-me das crianças
que nas mesmas condições,
ainda têm forças
para nos lançar olhares de ternura
aguardando que nossos corações,
se lembrem
que elas existem.
No meu regresso
e tendo como despedida
olhares de ternura,
ainda me disse:
“Quando voltares
a esta sala gigante,
cá estarei
e ficarei junto a ti,
para descansares
e veres que ainda existo;
como pombo e amigo”.

José Manuel Brazão

Sonhar




Hoje e já após ter divulgado alguns poemas seus neste Blog, desejo apresentá-la aos visitantes:

A Fernanda é minha Colega no Cantinho da Poesia (Site que me abriu as portas da Net) e minha Amiga desde a sua entrada. Fui a pessoa a quem ela se dirigiu por razões que não devo divulgar! Aí fiquei a conhecer a Mulher e a Poeta com vontade vencer!

Fernanda é um exemplo da evolução de um escritor escrevendo e escrevendo cada vez mais até atingir confiança sobre as suas criações!

Eu e este meu Blog - são prova isso - fico feliz com o sucesso dos Colegas!

Fernanda:

Faltavam estas palavras de reconhecimento e admiração! Muito sucesso na Poesia e na Vida!

Tenho o privilégio de conhecer o seu início e a Poeta que hoje é!

José Manuel Brazão


Sonhar

Gostaria de levemente teu coração aquecer
Numa caricia fazer-te sentir
Que o amanhã pode ser um lindo amanhecer
E a noite será um doce dormir

Ter eu e tu o poder da justiça e do amor
Criar jardins nessa tristeza que em ti cresce
Sonhar que é esperança, que não é dor
Que não é medo quando cai o dia e anoitece

Quero junto contigo, fechar os olhos e imaginar
Que o toque que bate na tua porta, não é a fome
Que o frio que te cobre é apenas o calor a dormitar
Que a lágrima que desliza, não é dor que te consome

Sentir que não há heróis por saberem matar
Mas Homens, semeadores de esperanças
Sentir que não existe poder com o poder de sufocar
Sentir que em campo de batalha não existem crianças

Dar-te a mão e fechar os olhos contigo
Deixar nossas almas num belo sonho viajar
Sentir o Mundo amigo de um doce abrigo
E que todas a diferenças são um jogo para brincar!

Fernanda Rocha Mesquita

Histórias


Na vida
existirão histórias,
sempre!

Uns
serão bons contadores
outros
péssimos actores!

Mesmo assim,
não deixarão
de ser histórias…

José Manuel Brazão

Não ser capaz



Uma rosa ainda por ser
vergada pela brisa
por não ser capaz de crescer

Uma luz apagada
a doer
numa cidade escura
por não ser capaz de acender

Um girassol a agoniar
a chuva a esconder-se
por não ser capaz de o regar

Uma cerejeira vazia
num ermo de cheiro a solidão
por não ser capaz
de pôr cerejas em gestação

Um corpo
um desejo inusitado
a apagar-se
a contrair-se
num gesto desajeitado
por não ser capaz de ser amado.

Marta Vasil

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Foco



Lentamente apreendo a esponja, sobre o meu corpo
A água resvala, sobre a minha perna…devagar…
Os meus seios iluminam, num raio de luz
Que entrar pela fresta da janela a alinhar
Seguro o cálice, tocando suavemente nos lábios
Sobre a aresta do vidro, a cereja escorrega a delirar
Escuto o ranger da porta, perco-me a sonhar
Passando o pé no pé, deslizo pela banheira
Sinto o meu corpo a escorregar, levanto a perna
E ao afundar, seguro suavemente em cada madeixa
A entrançar, num cabelo negro de te alcançar
E levianamente o sabonete quer se encostar
A porta range e, o peito aquece a queimar
Em flash, com raios de sol a querer-me tocar
No meu corpo o calor incide sobre mim
Liberto-me no espaço da tua ogiva…a saborear!

Cristina P. Moita

Um sentido



porque és tantos
o que por vezes é tão pouco

para os silêncios
que carregas
em ferida
pelas dores e mágoas
dos outros

por vezes sangras

poemas encharcados
de dor
que ferem os olhares
de quem te lê
e sentem
a tua angustia

sem saber


porque és tantos
o que por vezes é tão pouco
só sobra um sentido

para mim
um sentido de vida

Vanda Paz
Ficamos deslumbrados com o teu desfile de palavras, que nos bloqueia - no bom sentido - de escrevermos o que nos vai na alma, após lermos poemas como "Um sentido"!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Recordando: José Afonso


Trovas antigas

O que mais me prende à vida
Não é amor de ninguém.
É que a morte de esquecida
Deixa o mal e leva o bem.

Olha a triste viuvinha
que anda na roca a fiar
É bem feito, é bem feito
que não tem com quem casar

Quem se vai casar ao longe
Ao perto tendo com quem
Alva flor da laranjeira
Não a dará a ninguém

No cimo daquela serra
Está um lenço de mil cores
Está dizendo Viva, Viva
Morra quem não tem amores.

José Afonso

Enviado para a pt-net por Joaquim Leal (jleal@integral.mhs.compuserve.com)

Eu e a Vida




Vivi
o que tive de viver!


compreendo a vida,
olhando para trás!


posso viver a vida,
olhando para a frente!

O passado
não se apaga,
o futuro
vou recomeçar!

José Manuel Brazão

domingo, 22 de novembro de 2009

NOVOS LIVROS: Vera Sousa Silva e António MR Martins



Assim será! Os meus queridos Amigos e Colegas, os Poetas Vera e António procedem ao lançamento de novos Livros!

Ambos  conhecem-me bem e sabem, que me sinto feliz por vós!

Muito sucesso.
Beijos e Abraços do Zé


Jose Manuel Brazão

Folha do pensamento




Na tua mão
uma folha de árvore;
sentas-te à sua sombra.
Acaricias a folha,
fixas o teu olhar,
corres a vida:
sorris, choras.
Com coisas belas
e sonhos perdidos
nessa corrida pela vida.
Olhas para diante
e vês a sombra de alguém,
mas quem?
Daquele
que segue o teu caminho,
que te avisa e aconselha,
daquele
que não te quer sem destino:
onde estou, para onde vou…
A estrada em que estamos,
leva-te à que procuramos:
a estrada da Vida …
Sorris para mim,
beijas a folha e partes …

José Manuel Brazão

A carta que nunca seguiu


Gosto de me encostar à tarde que chega. Sopro os sonhos ao vento e arregaço os luares que espreitam. Agora é a minha vez de dançar com os teus versos. De fazer amor com a tua voz sentindo na pele as tuas palavras. Deixo que me vejas a alma em tons de um desejo vadio. Deixo que me aqueças as coxas com mãos de adjectivos insanos, que me tocam e que me querem. Ofereces-me sempre lençóis de poemas onde me deito e me entrego nua ao teu pensamento. O meu corpo pertence-te desde aquela noite que me amaste na distância de um mar prateado coberto de estrelas, despi-me na espera de um tempo longo demais. Entreguei-me de olhos fechados à vida saboreando cada segundo daquele momento. Deixei-me flutuar no copo que me deste a beber embriagando as ilusões. Serei tua até ao momento que fechar os olhos para sempre. O meu brilho será o brilho dos teus olhos o sorriso da tua boca. Entorno-me sobre uma vida que me acolhe entre lágrimas, nunca nada está bem, nunca existe o sabor de amar uma rosa vermelha simplesmente por ser uma rosa vermelha. Gostava tanto que sentissem, tal como eu, o bater das asas de uma borboleta, o sol a beijar a face fria. Mas tu sentes, o simples fechar dos teus olhos é quadro que se pinta na mais pura sensibilidade, o teu silêncio provoca ventanias em corações distantes, tu sentes os olhares inquietos que te perturbam, que te aliciam, tu sentes. De qualquer modo, jamais serei o horizonte do teu olhar, o ar fresco que possas respirar, serei apenas e só aquela mulher distante que te ama, muito…

Vanda Paz

Ao Tejo



Tenho os olhos encharcados
de Tejo
onde existe um traço
que se alonga em horizonte
pelos remadores desportivos.
As velas dos barquitos de lazer
promovem a paz domingueira.
A caravela impõe o passado.


Que não me doa o silêncio
pois cresce por mim inquieto
ao descer com o vento as escarpas
das memórias de velhos sentimentos.

Da Trafaria guardo na memória
as luzinhas de ontem à noite
a dançar vaidosas ao espelho do rio
parecendo os ledes de um gira-discos
que toca freneticamente na sala.
Agora, ainda dorme nua
naquela praia que segura a foz.


Que não me doam os olhos
pois levo-os carregados de Tejo
até às terras altas, onde o deixo correr
em todas as marés dos meus pensamentos.

Vanda Paz

sábado, 21 de novembro de 2009

Flor dos beijos




A tua boca
Faz crescer
Por entre os lábios
Água cristalina
Na flor dos beijos,
A língua toma fogo
Galgando poros
Vertiginosos
Na epiderme,
Tacteando
Evolução crescente
Do mosto trepando
Até ao topo
…Solta-se a voz
Por entre os dedos calados…

Ana Coelho

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O desafiar do destino



Hoje, desafiei o sol
tornando-me mais quente
que ele.
Desafiei o mar
indo mais alto
que qualquer onda.
Tornei-me mais forte
que o vento.
Parei todos os terramotos...
Sequei as cheias,
reguei a terra seca...

Amei-te...

Hoje, desafiei o destino
para ficar apenas o momento...
... no meu peito...

Vanda Paz

Esperando por mim!



És a mulher
que me compreende,
tolera, serena
e pacifica minha alma!

No teu canto do silêncio,
preocupas-te comigo,
confortando
os meus anseios,
os meus desejos
de amar
de te amar,
mas por vezes perdidos
e agora reencontrados!

És a mulher
que me perdoas,
o desencontro com a vida,
seduzido por paixões
umas vezes levianas,
de puro prazer
e nada mais!

És a mulher
enfim;
que me deseja
no teu canto do silêncio,
vagueando pelo passado,
tão recente,
que eu ia perdendo,
se não fosses um anjo,
o anjo que um dia
me apareceu
em nome da Paz
E ficou pacientemente
Esperando por mim!

De braços alongados,
envolveste meu corpo
e disseste:

Sou eu
o amor da tua vida,
confiante
e esperando por ti!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Compreendo



Pelas minhas posições perante a Vida poucas pessoas me compreendem.
É um grupo muito restrito.

Pessoas que convivem comigo há muitos anos, mas tenho um caminho a percorrer. Uma missão a cumprir.

No meu cantinho faço constantes auto-reflexões para tentar melhorar os pontos fracos (corrigir os meus erros). Tarefa difícil, mas convém persistir!

Naquilo que estamos bem na vida, aí ganhar forças para prosseguir!

Neste aspecto de “estar bem com a vida” tenho muita gente a rodear-me; em cada dia conquisto pessoas que com o tempo se tornam meus amigos!

A esses vivo no meu silêncio as suas alegrias e as tristezas. Como se fossem minhas!

Esses amigos sentem que eu os compreendo e confortam-se por serem compreendidos.

Está em mim a facilidade da compreensão como se as conhecesse há muito tempo.
Algumas só as conheço através da Net, mas nasce uma “magia” como se nos conhecêssemos há muito tempo! Imagino-as!

Nasci e quero terminar o meu caminho com a maior evolução possível em que prevaleça o amor, tolerância e compreensão! Compreendo…

José Manuel Brazão

Emoção neste Blog com Tiago Freitas



Pai

Porque não te disse adeus quando pude?
Porque não te disse adoro-te quando devia?
Porque não te disse tantas coisas...
Porquê?...

Eu gostava de ti
tu gostavas de mim
amor de pai, amor sem fim...
porque não te ofereci o meu amor?
Agora é tarde e só resta a dor...

Agora...
Agora nada posso fazer
nada mais posso te dizer
morreste
mas não desapareceste
de ti, guardo muitas histórias
de ti, guardo infinitas memórias
adoro-te e jamais te esquecerei...
No meu coração um lugar para ti sempre guardarei...
Na terra o teu corpo morreu!...
Mas no meu coração; a tua alma se escondeu...

O meu primeiro poema será eternamente seu, meu pai...
Adeus...
Até um dia...
E obrigado!

Tiago Freitas




Mãe

Mãe…
Quando tu partires…
Quem me acolherá nos braços?
Quem me contará as histórias que só tu sabes?
Pois foste tu que as contaste
e que as escreveste no teu coração
só para mim…
só para eu as ouvir…
Quem passará as mãos nos meus cabelos
quando os dias cinzentos chegarem
para me assolarem com os seus trovões?
Quem ajeitará os lençóis da minha cama
quando o frio desejar a minha pele?
Quem me beijará o rosto
com mil palavras de tranquilidade?
Quem acalmará o meu coração
Dizendo que os monstros
Só existem na imaginação
Quem passeará comigo
por lindos jardim de amor
pelas longas estradas do teu coração
Quando tu partires…
Quem me deitará sorrisos simples
Quando o meu infantil coração deixar
as lágrimas lavadas do meu sentimento
escaparem por entre os meus olhos?
Quem será que fará tudo isto?

Ninguém..
ninguém...

Pois quando tu partires
partirei eu também…

Tiago Freitas



Amor de toda a hora



E são em sons infindos, desejos sentidos
Que em abraços nos queimamos
Em olhares nos envolvemos, perdidos
Momentos tão só nosssos... nos amamos

E num quase morrer de amor
Suspiramos perdidos, nos aconchegamos
A este amor tão forte, quase dor
Em silêncios só nossos... nos entregamos

Sentimento forte pulsante nos toma
Sentimentos puros onde nossa pele clama
Abraços rendidos que não contam, não somam
Quantas vezes nosso amor... nos ama

Este amor ri, brinca, fala, sonha, chora
Pulsa, salta, fica quieto irrequieto
Amigo, amante, companheiro sem hora
Mora em nós já sem distância... tão perto

E este viver tão suave e inquietante
Este querer ficar tão juntos assim
Fica mensagem pelo mundo viajante
Poemas de tão grande amor... falam de ti e de mim !

Te amo muito... cada vez mais.

Fernanda Rocha Mesquita

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Chuva e Lágrimas



Ouço chuva,
muita chuva!
Vou até à janela
e vejo:
Salpicos de água,
que parecem lágrimas
escorrendo pela minha face.
Olho o horizonte
que meus olhos alcançam:
tudo me parece tristeza;
ninguém na rua.
Vêm ao meu pensamento,
os que não têm casa
e que andam por aí …
A mãe natureza,
enviou chuva,
para lavarem:
as suas mágoas,
as suas angústias,
as suas esperanças vãs.
Parou a chuva,
mas pela minha face,
vão escorrendo lágrimas …

José Manuel Brazão

Amores (Mulheres) da minha Poesia!



Existem amores
da minha poesia!

Mulheres!

Tão simples
escrever sobre a vida,
como grandioso
o carinho
destas mulheres;
“princesas”,
Guerreiras,
sensíveis,
talentosas,
Autênticas.

Não esquecem
a minha existência,
que me confortam,
por valer a pena
a minha persistência,
com sentimentos coerentes,
para estes amores ardentes!

José Manuel Brazão

Aquele que foi o amor da minha vida anda por aí... o nosso reencontro será no Além!

NOTA: Este poema é o sinal de todos os outros poemas em que defendo a dignidade da mulher e não da fêmea!

A morte



A morte vem de longe
Do fundo dos céus
Vem para os meus olhos
Virá para os teus
Desce das estrelas
Das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
A grande esperada!
A desesperada
Do amor fratricida
Dos homens, ai! dos homens
Que matam a morte
Por medo da vida.

Vinicius de Moraes

Texto cedido pela minha Amiga Magda Pais

Ando por aí...



Ando por aí,
recordando uma vida,
relembrando cantos
e recantos,
de outra Lisboa!

Ando por ruas
e vielas,
com a nostalgia
de outros tempos,
com a saudade
de outras imagens,
que não esqueço!

Ando por aí,
vejo muita gente,
ninguém se conhece;
somos pessoas,
mas não somos estátuas!

José Manuel Brazão

Nos meus sonhos...


Nos meus sonhos…

…vens entrando por uma porta mágica.
Vens com um vestido doce azul mar…
Estás maquilhada de forma simples,
Os teus estavam lábios levemente pintados de batom rosa
Tens o cabelo enfeitado de correntes com pérolas de imensidão
O teu suave cabelo escuro
Escuro como a cor dos meus olhos que te decoram
Adornaste o teu cabelo
E trespassaste com o teu olhar o meu coração
Os teus olhos que adornaste de sombras.
Estás tão bela como te imaginei…
…nos meus sonhos…

…vens entrando por uma porta mágica.
É a porta que dá para o mundo real.
Chegas tímida e trazes luz;
Sabia que vinhas!
Tenho cada passo estudado nos meus sonhos
Revivi este momento vezes sem conta,
Milhares de tentativas para que tudo fosse perfeito,
Estendo-te a mão e agarras a perfumada rosa que te dou,
Prende-la firmemente com os dentes
E estendo-te a minha mão e pegas nela com suavidade
Com a suavidade a que me habituei…
…nos meus sonhos…

…vens entrando por uma porta mágica.
Queres dançar e eu sei disso
Quantas vezes nos sonhei dançando,
Dançando o nosso próprio conto de fadas;
Dançando até ao soar das doze badalas...
No meu mundo tudo se transforma
Tudo se vai transformando ao ritmo dos nossos passos
Tudo se transfigura e viajamos pelo mundo
Milhões os locais por onde dançámos
E deixámos um pouco dessa nossa magia
A magia que dançando libertamos…
…nos meus sonhos…

…vens entrando por uma porta mágica.
É a porta que sempre te deixei aberta,
Mas que só hoje decidiste atravessar.
Tenho estado sempre à espera do mágico segundo
Em que os meus olhos encontrariam a tua graciosidade
Enquanto entravas lentamente pela porta deste meu mundo…
O meu mundo fez-se pensando naquilo que mais te agradaria.
Estou à tua espera, vestido de homem,
Com um belo smoking negro como o meu cabelo,
Levanto-me e faço-te uma vénia:
“Bem-vinda minha rainha imaginada!”…
…nos meus sonhos…

…vens entrando por uma porta mágica.
Porque tudo é mágico aqui!
Dançamos ao som de uma música que vem de nós
À medida que nos mexemos criamos vento e música
Uma bela música que nos adorna as feições sorridentes…
Dançamos e criamos vida,
Criamos mil e um lugares inimagináveis;
Bosques, cidades, mares e tudo o que parece inconcebível.
Criamo-nos a nós próprios vezes incontáveis;
E sempre dançado confessamo-nos um aos outro.
Vamos a viver um sonho…
…nos meus sonhos…

…vens entrando por uma porta mágica.
É a porta que fiz para que pudesses entrar
E conhecer este meu mundo;
Que fiz sonhando em ti!
E sonhando fiz e desfiz o meu mundo para que tudo estivesse perfeito;
No dia em que…vens entrando por uma porta mágica.
Estás tão bela como te imaginei…
Com a suavidade a que me habituei…
A magia que dançando libertamos…
“Bem-vinda minha rainha imaginada!”…
Vamos a viver um sonho…
…nos meus sonhos…

Vens entrando por uma porta mágica…
...e selei o momento com um beijo!
Fechando a porta a sete chaves…
…nos meus sonhos…

Tiago Freitas