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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

História de Yolanda


O ser invadido, por um mundo desconhecido, o espírito gritava.
Logo à frente as águas, águas que desejava mergulhar, mas não tinha forças para alcançá-la.
Recobra os sentidos por segundos, e ordena com pequena resistência exaurida da dor, SOLTE-ME ilusão. Não posso viver no logro de uma vida que não foi traçada pra mim.
Rosa dos anjos vem ao meu socorro, trazes contigo A FORÇA, O PODER, A LUZ, JESUS,JESUS,JESUS.
O eco do Socorro como notas de uma sinfonia de anjos com a rosa “dos ventos da esperança”, com sua conhecida audaz disposição do espírito que induz a esperar que algo há de se realizar. Voz audível somente contíguo do que socorre como um gemido inexprimível.


Ela não sabe por que, mas confia a orquestra que tem na voz afinada com a interseção da vitória.
Em direção ao mar, no ímpeto de loucura, no trajeto mudou seus pensamentos. Enfim caiu na água límpida do renovo, restaura suas asas e voa à direção da luz . Um mundo que a esperava. Ressurge a dama do drama que foi livrada.

Rosangela Colares


Recebi achei engraçado e repasso:

"Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse a cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
-Porque não suporto ver você brilhar...
Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar!"

domingo, 30 de agosto de 2009

Eu, por amor chego...




Por amor,
por tanto amor,
perco-me na Vida,
não sei quem sou,
não sei já
o que faço!

Por amor
dou-me todo:
sofro,
choro,
peço perdão,
Perdoo
e esqueço o mal!

Por amor
vivo e respiro
quem amo,
como nunca amei!

Destino?

Sim, destino intenso,
com pedras no caminho,
mas o amor
é assim:
não aparece
como um presente!

Conquista-se…!

José Manuel Brazão

sábado, 29 de agosto de 2009

Há palavras que nos beijam


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O’Neill

Lágrima


Nasces
do crepúsculo
do meu olhar.
Lanças-te
pela escarpa,
triste,
da minha face
e vais…
…ao encontro
da enseada da memória
onde te aninhas
e fortaleces.


Podes luzir
no silêncio
….
ou rebentares
na escuridão
do sentimento.


As mãos acolhem-te
porque a alma ausentou-se,
por tempo incerto.

Vanda Paz

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Serei assim até ao fim!


Nesta caminhada,
aprendi o bastante,
para nesta vida constante,
me entregar!

Errei.
muitas vezes
Por imaturidade,
ignorância,
rebeldia,
mas nunca por saber tudo !

Procurei
compreensão,
tolerância, compaixão!
Pouco recebi…

Virei
a página da vida,
que me enganava,
me torturava,
sem saber o porquê?

Mudei
sinto-me bem comigo
e com os outros!.
Cada porta fechada,
agora está aberta!
Respiro
como nunca respirei!
Dou um sorriso
e recebo muitos!
Dou amor
recebo muito;
com carinho,
afecto, beijo,
sorriso e respeito!

Encontrei
o equilíbrio, a lucidez,
para me entregar
aos outros
que amam
ou que de mim precisam!
Dou
sem nada pedir!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nanda Esteves e o seu livro "Canteiros da esperança"




É noite!
A chuva chora
lágrimas de orvalho
O vento uiva
rente ao meu telhado
E as telhas soltas
voam para longe
Aumenta a minha angústia
Não fui cuidadosa
e deixei minha casa
nas mãos do acaso

É dia!
Acalmam-se as trevas
O sol chega tímido
A culpa foi dele
que se foi esconder
Apanham-se os cacos
dos estragos da alma
Posta a tempestade
chegou a bonança
Não são frases feitas
São rasgos de esperança!

Nanda Esteves



Caminhos que a vida abre


Rosangela Colares

Aprendendo com a escola da vida

Chega um tempo em que, afinal, você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre quer dizer segurança.

E entende que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E passa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança.

Depois de um tempo, você aprende que o sol queima se ficar exposto a ele por muito tempo.

E que, não importa quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…

E aceita que, não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que são precisos muitos anos para construir confiança e apenas segundos para perdê-la e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo quando separadas por longas distâncias.

E que o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e ter bons momentos juntos.

Começa a aprender que não deve comparar-se aos outros, mas ao melhor que você pode ser.

Descobre que demora muito tempo para alguém se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto.

Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando cai é uma das poucas que o ajudarão a se levantar.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que você teve e o que aprendeu com ela do que com quantos aniversários já comemorou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que supunha.

Aprende que, quando você está com raiva, pode até ter o direito de estar com raiva, mas não de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame isso não significa que esse alguém não o ame com o melhor de si, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que, com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que, não importa em quantos pedaços seu coração se tenha partido, o mundo não vai parar para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás.

Pois você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte e que pode ir ainda muito mais longe depois de ter pensado que não poderia mais.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

Texto atribuído ao gênio da literatura William Shakespeare

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Não queres...


Não queres…
e a esperança
ficou ferida,
a mente abalada!

Meu coração
estremeceu,
fez-se escuridão
em mim!

Tanto amor,
que dei,
dou e darei
por ti
que não queres…

Um pouco da Vida
estilhaçou,
mas apanharei
esses bocados
para misturar
aos momentos bons
que a vida nos deu!

Não queres…
eu continuo a querer
e a amar-te!

José Manuel Brazão

Dedicado a Pais e Filhos nos reencontros em Vida...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Natural forma de sentir


É no silêncio
Que me encontro
Toco a marcha fúnebre
Do passado…

Caminho nas secas folhas
De um Outono
Abandonado nas costas
Longínquas…
Do inverno
Branco na neve caída
No mais alto da serra…

É no silêncio
Que engulo o salgado
Da face molhada
Num oceano transparente
Envolto no peito tatuado.

Mergulho na emoção
Onde os sentimentos
São o tambor em rufos
Fluidos
Essência tranquila
Dum extenso areal
Um verão em madrugada
O romper do sol…

Onde o silêncio é despido
Na natural forma de sentir…

Ana Coelho

[foto de José António Antunes]

(Re)encontro definitivo


Parto lentamente,
sem para trás olhar.

Ocultado
pela suja vidraça,
suspensa
naquela velha parede!…

Parto
sem o elaborado destino,
mas intencionado,
com a esperança,
no retomar da viagem!...

Os sons poderão
ser diferentes,
os registos desiguais;
pela fuga são prementes
ansiados por todos
os mortais!...

Mas, parto
para aquele lugar, outra paragem…
essa é a minha radical sentença!...
Ofuscarei, de vez, essa miragem…
pois lá poderei reencontrar tua presença…

Para sempre!

António MR Martins



Admiro a sua Obra e já li muitos poemas seus, mas este - e o destino marca a hora - e ainda por hoje ser o dia do João, digo-lhe convictamente, que me revejo e muito neste Poema!
Se me revejo é porque o António se expressou muito bem! E expressou!
Um Abraço muito fraterno e emocionado


José Manuel Brazão

domingo, 23 de agosto de 2009

Admiração pela Poesia e pelos Poetas


Escrever e publicar, nomeadamente, na NET permite criar-se um elo de ligação entre Autores e Leitores, que muitas vezes entram nas nossas vidas privadas e crescem e fortalecem futuras relações de Amizade e de Amor!

Eu recebo muitos contactos em que me enviam flores, desejam felicidades e mensagens emotivas e sensibilizantes.

Entendi publicar um exemplo, que representa tudo o que descrevi!

Bem hajam todos os que me têm concedido a sua simpatia, carinho e reconhecimento pelo homem e pelo escritor!

José Manuel Brazão

Um presente em mensagem

Foi Deus,
que me entregou de presente você.
No teu sorriso hoje eu quero viver..
no teu abraço encontrei minha paz!!
Valeu
ter esperado o tempo passar,
para de uma vez meu amor entregar..
e não sentir solidão nunca mais.
Uma leitora Amiga

Liberdade



Liberdade...
Liberdade é poder voar...
Conhecer o céu...
É ir longe, muito longe...
Além do mar...
Liberdade...
É ser livre por direito,
Viver sem preconceito,
Mesmo neste mundo cheio de defeitos.

Liberdade...
É poder sonhar...
Sonhar com a liberdade,
Que nem sempre é verdade...
Mas vale a pena sonhar...

Lurdes Alves de Souza

sábado, 22 de agosto de 2009

Dona de mim


Queria saber mentir, para a alma enganar.
Esquecer que de amor já transbordamos.
De quando insanos, éramos tato e paladar,
Despidos totalmente da razão do pensar.

Hoje optamos pelo presente que nos cala.
À superfície do papel os sonhos se limitam.
Os olhos denunciam o que a gente não fala.
Saboreando incertezas, no nada se inspiram.

Mas reajo e não é privação do sentido.
Intensifico o percurso, amordaço o peito.
Minha alma burlando, desse olhar o efeito.

Ignoro as lembranças, o desejo é contido.
Guardiã de mim, dona do meu sentimento.
Minhas trilhas refaço no rumo do vento.

Glória Salles

Quero


Quero
Desenhar na tela do seu corpo
O meu poema,
De amor, fogo e paixão...
Arrebatando teu sentido
Fazendo de ti meu desenho preferido
Criado por minhas mãos,
Provado Por meus lábios,
Aprovado por meu corpo
Tela única
Feita só para mim
Eu quero minha obra
Perfeita, satisfeita,
Entregue em minhas mãos.
Quero te ouvir dizer
Tenho tudo que posso querer.

Poder da palavra

Presença



Se encontrares um amigo
Será que é de verdade?
Podes ser, até um vício
Ou até uma vaidade
Um amigo é um abrigo
Que se esconde, com vontade
Não precisa de ser visto
Mas sabe dar claridade
Não te diz o que tu queres
Nem sempre tem disponibilidade
Mas, quando é mesmo preciso
Te dá a mão com vontade
Deixo-te aqui um aviso
...Podes ter até um amigo
E ele logo, aí estar...
Nunca te deixes ser submisso
Nem te agastes com a maldade
Não há melhor que o teu sorriso
E seres teu amigo, de verdade!

Cristina Pinheiro

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O abraço que desejo!


Dou passos,
olhando a calçada,
paro;
quem vejo ao longe?
A tua imagem,
aproximo-me mais,
mais depressa,
não é a tua imagem;
és tu!

Reconheces-me
e corremos um para o outro.
Abraçamo-nos muito,
tão longo!

Olhamo-nos,
fixas os meus olhos,
gostas da sua cor.
Não paramos de olhar,
vejo teus lábios mexerem,
para esboçar um sorriso,
sorriso lindo,
lindo.

Não nos apetece sair dali,
não queremos desencontros,
mas estejamos onde estivermos,
existe um ponto de encontro,
a sintonia e o abraço.

José Manuel Brazão

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Por ti daria a vida!



No amor
tudo pode acontecer!

Paixões incontroladas,
loucos amores,
arrebatadores,
de desejos permanentes,
de prazeres sem fim!

Amores
que se perpetuam
em que ele lhe diz:
por ti daria a vida!

Ela sorri!
Ele olha e pergunta:
porque estás assim?

Volta a sorrir
e diz:
amor,
tu és a minha vida!

José Manuel Brazão

Um poema com a emoção por Nanda Salles

Quando partir...

Quando partir,
levarei comigo,
todos os que estão
na minha existência,
gravados
e amados.

Todos os que a consciência
me alerta como amigos
ou inimigos.
Para estes o meu perdão,
a minha compaixão!
Para os outros
a minha consolação
e divina protecção!

Quando partir,
levarei comigo,
as coisas bonitas
que a Vida me deu;
dar amor, ser amado,
usar a gratidão,
ser fiel aos sentimentos,

Quando partir,
levarei comigo
as coisas belas
que a vida me deu…
o Amor,
os meus Filhos
e os meus Netos!

José Manuel Brazão

Celebração


Em noite amachucada de branco
Onde a poesia desmaiava
No deserto do meu corpo,
Nasceu um rio de silêncio
Que venero até hoje

O caminho do tempo
Está coberto de rosas brancas
Que soltam aromas avermelhados
Quando o desejo chama
E se cobre
Com o sabor da tua voz

Refresco o meu instinto
Com a amizade
Que entregas em ondas suaves
Que rebentam
No meu abraço

Sinto o rodopiar das nossas almas
Que dançam algures
Entre a brisa do mar e o luar
Entre emoções tão breves
Como o tocar dos teus lábios nos meus,
O fechar dos teus olhos…

Guardo sempre a tua seiva
Que me alimenta
Até ao próximo concerto
Onde nasce a melodia do prazer
Quando tocas o meu corpo
Feito harpa de murmúrios,
Húmidos

Hoje,
Sou poema,
Porque sou sangue
Terra
Mar
Sol
Noite
Luar
Sou solidão eterna
No sorriso do teu olhar

Vanda Paz

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O infante


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a Terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te e foste desvendando a espuma (...)
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Fernando Pessoa

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O teu sorriso é meu


Sorriu
para o teu sorriso!

Encantas-me
quando apareces
e sem uma palavra,
entendo-te
pelo teu sorriso!

Sorrir
é saudável,
é carinho, afecto,
amor …

Teu sorriso é meu!

José Manuel Brazão

Fada


Lutar
Vencer
Desejar
Ter
Querer ser
E realizar tudo o que quiser
Ter asas não só de enfeites mais asas que me levem a voar
Voar alto
Desafiar
Conquistar
No corpo ter as marcas
Do ilimitado caminho que sigo
Prossigo
Persisto
Ainda que minhas forças acabem
Terei fé de continuar
Continuo por amor
Vivo por ele
Dependo dele

Fada menina
Apaixonada pela vida
Seguindo sempre os ensinamentos
Que um amigo sábio chamado VIDA me ensina
As vezes aprendo chorando
Em outras vezes sorrindo
Aprendo a olhar o meu passado feliz por tê-lo superado
Vivo o meu presente com alegria de tê-lo encontrado
E me preparo para o meu futuro
Onde colherei todas as rosas que pelo caminho plantei

Algumas vermelhas como o amor intenso que sinto
Outras negras que representam as dores que senti
E as brancas representam o que virá depois
São brancas como a incerteza
Porém com a beleza de um futuro melhor

Nanda Salles

Gostavas

Gostava de teus olhos ver
Em formas de rubi sentir
Navegando por eles livre
No compasso do coração, bater

Gostava de nos teus olhos navegar
Como se navega no mar
Mesmo que fosses em ondas
Valeria apenas remar

Florbella
Brasil,15/08/2009

domingo, 16 de agosto de 2009

O homem, a mulher de porcelana e o cão


Era tarde quente espelhada no mar. O homem, apanhava silêncios para acalmar um dia intenso de praia, de miúdos e das vozes rasgadas da mulher e da sogra que falavam até do nada. O whisky novo sabia-lhe ao melhor whisky quando acompanhado da quietude dos últimos raios de sol. Chamou-lhe então a atenção um olhar de maresia que o encharcava de ansiedade. Mulher bonita, delicada, uma virgem de porcelana, pensou. Gestos lentos e sedutores. O homem sorriu. Ela respondeu-lhe com um sorriso triste de mulher abandonada. Ele, convidou-a para uma bebida com um gesto tímido. O cão apercebendo-se levantou-se e foi cheirar-lhe o aroma de homem de família. Deitou-se, por fim, descansando o focinho nas patas e a vida nos olhos. A mulher acenou, consentindo a companhia. A conversa era lenta, depressa o calor das vozes se entrelaçaram pela vontade de um beijo prolongado. Inquieto, o peito sentia a avareza de saltar barreiras e viver o momento. Ela, com voz tímida e melancólica de fazer corar poetas, convocava a loucura do desejo. O cão levantou-se, era hora, o tempo que passara era o tempo exacto. O homem acompanhou a mulher que o deixava seguir a seu lado. À porta, rasgou-se-lhe um sorriso de malícia acompanhado de um olhar embriagado, ele, seguiu-a, como hipnotizado pelo cheiro do cio. Finalmente, o beijo, o calor, o corpo, a nudez, o sexo… tudo num momento tão curto como o cair da noite. Intensos foram os gemidos selvagens, daquela boca de mar, acompanhados do uivar do cão, que estava sentado em posição de ataque aos pés da cama. Cansada, pediu-lhe que antes de se ir embora lhe trouxesse as compras que ficaram na mercearia por baixo da casa. Ele, isolado ainda pelo sonho, desceu a escada, pagou a mercearia e deixou-a na cozinha daquela mulher, que não era virgem, mas que ainda lhe parecia uma boneca de porcelana, deitada e vestida de uma pele branca sem limites. Saiu para a vida de peito cheio e saciado da ilusão de uma paixão carente de ternura. Na tarde seguinte, num mesmo tempo de uma hora exacta, chegou acompanhado da ansiedade ainda verde de tão nova que era. Lá estavam, ela e o cão, num quadro magnífico de tons de sol quente a refrescar-se de mar. O cão caminhou até ele e cheirou-o, depois foi até à borda do passeio e esperou, ela levantou-se, sorriu-lhe com o olhar e seguiram os três em procissão como um funeral, mas para uma alcova já cansada pelo final de mais um dia. Primeiro o beijo, depois o calor, o corpo, a nudez, o sexo, os gemidos selvagens e o uivar do cão… o momento poderia ser mais extenso, mas a porcelana selvagem de ternura estava cansada, de novo a mercearia, um adeus rápido na despedida e a promessa da volta. Mas a pressa era grande, a imensidade das horas tornavam o sol teimoso na hora da deita. No dia seguinte chegou mais cedo, a mesa estava vazia, nem a amante, nem o cão. Entornou-se, desajeitado e a medo, pela pequena rua da sua casa. A senhora da mercearia, carregada de anos, colocava o saco da sua porcelana selvagem à porta, enquanto o cão uivava sem parar. As faces enrijaram-se, o desejo caiu e o sorriso tornou-se defunto. Saía-lhe a raiva pelos poros, por não ter entendido logo os gestos do cão. A tarde caía lenta. Ao terceiro whisky voltou mais uma página da sua vida. Agora, caminha pelo sentimento em branco.

Vanda Paz

Grãos de areia


Majestoso o marulhar das ondas...

Mergulho o olhar na imensidão deste mar
e toco no fundo, refrescando a alma.
Celebro assim a serenidade do Verão.

Desce a brisa e rasga-se o peito.
Soltam-se as cores da tarde quente
estendendo um sorriso lânguido
pelo capricho de beijar o silêncio.

(soberbo o som do marulhar das ondas)

Deita-se o sol a meu lado
espreguiçando o calor na minha pele
e namoriscando os meus lábios secos,
enquanto cai , demorada, a noite.

(fantásticas as cores deste pôr-do-sol)

E a lua…ah! a lua…
que sopra em peito marulhado
deixando um rasto de brilho abraçado no mar
para que sinta o aroma, para que possa sonhar.

Vanda Paz

Pessoa insana, quem brinca com o amor


Consegui!
Com ternura e sem maldade, surgiu no meu coração desprotegido um grande amor. Depois de tantos sonhos, meu coração, com emoções acumuladas e meus sentidos aguçados, me declarei. Com a minha fragilidade descoberta, como se fosse ferida aberta, você com sua incerteza relaxada, deixou meu coração mais sombrio.

Suas promessas não cumpridas, mas a culpa, eu sei, é toda minha, por não proteger meu coração de uma pessoa tão insana que brinca com algo tão sério, com um coração sincero. Aprendi que existe todo tipo de enfermidade emocional, mas a pior de todas elas, é aquela que deixa sequelas em outras pessoas de uma maneira covarde e desumana, como se todo mundo tivesse culpa de suas inseguranças desequilibradas, geradas por traumas passados, e ferindo aqueles que tanto o amou e respeitou.

Pessoa insana, quem brinca com o amor. A si e a outros engana, condenando-se a desconhecer essa força e louvor... Passa a viver num ciclo de infelicidade e infidelidade, consigo e com suas vítimas, recebendo mais cedo ou mais tarde a recompensa de sua insanidade. Amei sim, a pessoa errada, mas hoje fico contente por estar mais reticente, nada tendo a temer, estou livre deste afeto maluco, num vazio meio partido, mas consegui libertar-me de você!

Rosangela Colares

Ladrões de inocência


Mentes insanas
Homens invertidos
Ladrões de inocência
Traidores da doce confiança
Que as mãos alcançam…
Olhos de lince vestidos
De variadas formas…

Pessoas comuns
Na sociedade em tantos patamares
Ignorados sem transparência
Onde habita a mais cruel maldade
Atrocidade leviana…

Vórtice de imagens plagiadas
Humanos mais ferozes
Que um selvagem animal…

…Tudo além daquilo
Que consigo escrever
…Imaginar ou dizer.

Ana Coelho

sábado, 15 de agosto de 2009

Rosangela Colares


Sei que vieste com o propósito de num site de Literatura, dar ar fresco para as nossas Almas de Escritores ficarem lúcidas e transparentes!

Tu com o sorriso lindo da tua foto no Egipto entraste no Luso-Poemas em O5/JAN/2009, mas apresentaste apenas o teu primeiro texto “Coroa de glória”
em 3 de Abril!

Aqui neste espaço irei recordá-lo!

Muita Luz
José Manuel Brazão

Coroa de Gloria

Semeia o bem e você apanhara loureiros
A vida e como uma folha que nasce
Mas depende do caule, que depende da raiz
Que depende do solo, que depende da água
Que depende do homem. Para que de doces frutos
A arvore bem regada será como uma coroa para ti
Oh! Jardineiro de Deus

Assim e o amor agape, eros e filo
Sem rancores com teus amores
Que dão mais, os que dão menos e os que nada dão
Na estrada da vida, e do amor siga seu professor
Mas saiba; você será o que quer ser
Remova as duvidas e não desperdice as modéstias
Não minto, simplesmente sinto e quando sinto; falo.
Eu e meus sentires...

Rosangela Colares

Romance


É no fundir do dia com a noite
que o romance acontece.
As pálpebras humilham-se ao sono
enquanto a luz murcha, preguiçosa.
A poeira quente da tarde recolhe-se
e a planície adormece rendida ao tacto da brisa.
As flores acomodam as fragrâncias nas pétalas sonolentas
e as palavras adormecem ronronando ao colo.
O poente liberta-se em sensualidade
e toca-me a pele, os olhos, os dedos.
Cresce a seiva dos sentidos.
Espraia-se o romance
enquanto o poema se desenrola
no silêncio da língua.

Marta Vasil

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Louco coração


Como tiro você de mim?
Quero te arrancar do meu peito
Meu coração já é um açoite
Já não suporto essa dor.

Ajude-me saia de mim...
Seu cheiro em minha pele,
Seu gosto em minha boca,
O suor do seu corpo misturado ao meu.

Suas palavras unidas dentro das minhas,
Meu amor preso ao seu
Acorrentado, escravizado.
A te amar loucamente.

Já não posso viver, você vive em mim
Bebo de seus beijos, arde no corpo
O desejo; Enlouquece-me quando
Sou devorada por seus desejos...

Contradição de um louco coração!

Poder da palavra

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ecos do passado


Um olhar
Pode ser o grito de silêncio…

Uma voz rouca
Presa nas vogais da garganta
Seca…

Ecos surdos
Esquecidos na solidão…

Pedido de clemência
Na penitência inocente…

A cruz ilharga
Na febre do medo…

Imagem não apagada
Na dor que o tempo não levou…

Ana Coelho

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A mulher sócia de Deus


Deus criou a mulher, ele descansou... e a tornou sua sócia.
Através dela, ele continua trabalhando, criando, sustentando o mundo, preservando sua criação.
Deus nunca mais fez algo sozinho, sempre precisou de alguém. E, para a existência do homem, Ele depende da mulher.
Mesmo num mundo masculinizado, misogênico, machista, é bom lembrar que, no AT o povo foi considerado esposa de Deus, no Novo Testamento, a igreja é a noiva. Não tendo ninguém melhor para retratar a relação homem-Deus, Deus-homem, ele comparou todos os homens a uma mulher, seu povo, sua igreja.
Eva, Sara, Lia, Raquel, Ana, Maria, a mãe de Sansão... Todas essas mulheres conceberam por uma intervenção direta de Deus. O homem, o marido, o macho... esse ficou em segundo plano!
Então, mulheres, a criação, a preservação, a relação com Deus, a bênção da humanidade, para a humanidade é coisa nossa.

Rosangela Colares

domingo, 9 de agosto de 2009

RAUL SOLNADO: um Homem generoso!


Primeiros anos
Começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947), profissionalizando-se em 1952.
Em 1953 estreia-se no teatro de revista com "Viva O Luxo", apresentado no Teatro Monumental. Entra também em "Ela não Gostava do Patrão".
1956 é o ano de "Três Rapazes e Uma Rapariga" no Teatro Avenida. Participa ainda nos filmes "O Noivo das Caldas" e "Perdeu-se um Marido".
Em 1958 participou nos filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo". Desloca-se pela primeira vez ao Brasil em 1958, mas a experiência não corre bem.
Em 1960 torna-se primeiro actor na peça "A Tia de Charley" apresentada no Teatro Monumental. Participa no filme "As Pupilas do Senhor Reitor" (Prémio S.N.I.).
A Guerra de 1908
"A Guerra de 1908", um sketch do espanhol Miguel Gila, adaptado para português por Solnado, é interpretado na revista "Bate o Pé", estreada no Teatro Maria Vitória em Outubro de 1961. Entra também no filme "Sexta-feira, 13".
O disco que reunia "A Guerra de 1908" e "A História da Minha Vida", editado em Abril de 1962, bateu todos os recordes de vendas de discos.
Em 1962 entra em "Lisboa à Noite", em cena no Teatro Variedades, onde interpreta os sketchs "É do Inimigo" e "Concerto do Inimigo". É protagonista do filme neo-realista "Dom Roberto", de José Ernesto de Sousa. Vence o Prémio de Imprensa para melhor actor de cinema.
Após 1963, faz teleteatro no Brasil e na RTP. "Vamos Contar Mentiras" é o grande espectáculo do ano de 1963. Torna-se em 1964 fundador e empresário do Teatro Villaret. A estreia foi em 1965 com "O Impostor-Geral", em que foi o protagonista.
Mariema e Raul Solnado recebem os Prémios de Imprensa para melhores actores de teatro de revista.
Em Maio de 1966 foi lançado o EP "Chamada Para Washington."
O Ep "Cabeleireiro de Senhoras" foi lançado em Dezembro de 1968. Em Janeiro de 1969 foi editada a compilação "O Irressistível Raul Solnado" que incluía alguns dos principais exitos editados anteriormente em EP (Historia do Meu Suicidio, Chamada para Washington, O Bombeiro Voluntário, A Guerra de 1908, O Cabeleireiro de Senhoras, Historia da Minha Vida).

Zip-Zip
No dia 24 de Maio de 1969 foi gravado o primeiro programa do "Zip-Zip", no Teatro Villaret. A última emissão foi no dia 29 de Dezembro do mesmo ano. O programa da autoria de Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz foi um dos marcos desse ano.
Em Dezembro de 1969 é o protagonista de "O Vison Voador".
A peça "O Tartufo", de Moliére, é estreada em Janeiro de 1972. Ainda em 1972 participa na revista "Prá Frente Lisboa". A canção "Malmequer" torna-se um grande êxito popular.
Em 1974 entra no filme "Aventuras de um Detective Português".
O programa "A Visita da Cornélia" é um grande sucesso da televisão portuguesa em 1977.
Repete o enorme êxito com a peça "Há Petróleo no Beato" de 1981. "Super Silva" foi outro êxito enorme.
Com Fialho Gouveia e Carlos Cruz apresenta na RTP o programa "O Resto São Cantigas" onde são recordados músicos e compositores da época áurea da música ligeira portuguesa.
No concurso televisivo "Faz de Conta" mostra todo o seu talento ao contracenar e improvisar com os concorrentes que lhe davam réplica.
Na televisão é o protagonista da sitcom "Lá Em Casa Tudo Bem" que dura vários meses.
A Balada da Praia dos Cães
Em 1987 interpreta um papel dramático no filme "A Balada da Praia dos Cães", de José Fonseca e Costa, baseado no livro de José Cardoso Pires.
Foi actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II, como protagonista da peça "O Fidalgo Aprendiz", de D. Manuel de Melo.
Publicou a sua autobiografia – A Vida Não Se Perdeu (1991).
Em 1992 foi actor convidado do Teatro Nacional de S. Carlos, na personagem Frosch da opereta "O Morcego", de Strauss.
Em 1993 participou, ao lado de Eunice Muñoz, na telenovela "A Banqueira do Povo" de Walter Avancini.
Entrou na peça "As Fúrias", de Agustina Bessa-Luís, no Teatro Nacional D.Maria II, em 1994.
Em 1995 fez "O Avarento", de Molière, no Teatro Cinearte, encenado por Helder Costa. Nesse ano edita a compilação "Best Seller dos Discos".
Em Março de 2000 realizou-se em Tondela uma homenagem, organizada pelo grupo Trigo Limpo ACERT, que foi acompanhada por uma exposição biográfica sobre o actor, baseada no livro de Leonor Xavier, "Raul Solnado - A Vida Não Se Perdeu".
Em 2001 voltou aos palcos do teatro com um papel de grande relevo na peça "O Magnífico Reitor" de Freitas do Amaral. Recebe o Prémio Carreira Luíz Vaz de Camões.
A compilação "Tá Laáa...? O Melhor de Raul Solnado - volume 2" inclui o inédito "O Paizinho do Ladrão", "A História do Meu Suicídio" e ainda gravações "No Zip Zip", "No Teatro" e "Nas Cantigas". Além de "Fado Maravilhas" e de "Malmequer" inclui duas novas gravações: "Eu Já Lá Vou" e "Haja Descanso (Viva o Chouriço)".
Foi actor em séries televisivas, como Topaze de Artur Ramos.

Cinema
No cinema participou em dez películas entre 1956 e 1975, de realizadores como Arthur Duarte, Henrique Campos, Augusto Fraga, Perdigão Queiroga, José Ernesto de Souza, entre outros, contracenando com alguns dos maiores nomes do teatro e cinema de então - Laura Alves, Eugénio Salvador, Raúl de Carvalho, João Guedes, Curado Ribeiro ou António Silva. Os seus mais recentes trabalhos no grande ecrã remontam a Requiem de Alain Tanner (1998), Senhor Jerónimo de Inês de Medeiros (1998), O Bobo de José Álvaro Morais (1987) e A Balada da Praia dos Cães, de Fonseca e Costa (1987).

Casa do Artista
Foi Director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas, que fundou juntamente com Armando Cortez. Foi homenageado em 2002 com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa e recebeu, em 10 de Junho de 2004, do Presidente Jorge Sampaio a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Vida pessoal
Foi casado com a actriz Joselita Alvarenga e com Leonor Xavier. É pai de Alexandra Solnado e avô da também actriz Joana Solnado.

A dimensão humana de Raul Solnado é tão grande, que este trabalho publicado é apenas e tão só um ATÉ JÁ!
José Manuel Brazão

Que Vida…? ... fez-se Luz...!


Vida que vivi
e não desejava!

Uma vida
no tempo disfarçando,
como se tudo estivesse bem!

No silêncio
vivendo a verdade,
amarga,
muito amarga,
mas resignando
às desventuras,
pensando no sofrimento,
muito sofrimento,
de outros…

Cansado, penso que o caminho
se desviou de mim
e não tenho a quem perguntar:
para onde vou?

Sei
quantas pedras desviei,
sei
quantas lutas travei,
mas não sei,
porque o amor se esconde.

Tem vergonha de mim?

Penso que não!

Terei dado
a quem não merecia?

Talvez!
Mas não me arrependo,
porque o amor dá-se
e não se retira!

O amor reacendeu
no meu coração!

Apareceste como um Anjo
que procurava!
Fez-se Luz…
Minha Vida te sorri…

José Manuel Brazão

Poema dedicado a quem se reveja nele e ainda a NANDA Salles

Afectos por onde andarão?


Parecem perdidos,
por onde andarão?
Eu tenho os meus
e dou ao próximo
sem pedir nada.

Muitos
Carecem deles.
Outros
Sabem como dar!

Neste desencontro,
paro e penso:
que mundo assim?

Vejo uma Luz
e agradeço:

É a esperança
Dos afectos
que não me abandona,
para que haja
tolerância, compreensão,
solidariedade, compaixão.

Que as crianças
Cresçam nos afectos!

Assim haverá amor!

José Manuel Brazão

sábado, 8 de agosto de 2009

O eco das tuas palavras!


Sinto na minha alma
o eco das tuas palavras,
palavras vividas
sofridas por uma vida
sem sentido,
sem amor,
mas com esperança!

Vida por viver,
mas sonhada!

Através dos sonhos
de cada dia,
constróis os castelos
do carinho, do amor
que deste,
mas não recebeste!

Mulher
que se dá por inteiro,
busca o caminho
para si
e para as suas rosas.

Sinto ainda
o eco das tuas palavras
envoltas em lágrimas
que lavarão o passado,
para olhares o futuro,
com ansiedade
e o direito à felicidade!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A extensão da dor



Porque abraçamos situações para as quais sabemos perfeitamente o fim? Sabemos de antemão o que fazer, mas estamos tomados pela angústia de tomar uma decisão que fará outros sofrerem. E nós também. Vamos adiar. Partiremos amanhã, um passo que pode ser dado hoje. Enganamos-nos conscientemente. Não deveríamos prolongar a decisão para que a dor também não seja prorrogada. É possível que por causa do processo, acreditamos que a dor será mais suave.

Se não for possível evitar, pelo menos vamos nos conscientizar de que o preço pode ser alto. Conviver com algo errado em nome do amor ou da amizade é uma questão de opção. E ter que viver com o erro sofreremos as conseqüências. Assim, reconhecendo que fez a escolha errada, o melhor seria retroceder. Mas o que vamos fazer? Devemos olhar para trás, medir e pesar até que ponto já perdemos o nosso tempo sem ter iniciativa para nos deslocar-mos, mesmo, tentando mudar a vida à nossa volta.

Sabemos que o abismo é a situação, mas nos recusamos a admiti-lo, muito embora estejamos conscientes de que não queremos cair. Caminhamos com pequenos passos, guiados pela esperança. Sempre devemos nos conscientizar que temos de pôr um ponto final. Este será o fim da história. Uma historia vivida e sonhada, cheia de esperança de que um dia tudo vai mudar, mas é só a esperança, ela nos da força para continuar, porque o MUDAR é difícil, ninguém muda ninguém.

Acreditamos que, ao longo do tempo nunca teremos outra oportunidade. Como se a vida fosse limitada. E nós somos inundados por uma sombra que nos separa de tudo.
Mas que remédio maravilhoso é o tempo! Um dia, acorda e tudo parece simples. Ao abrir nossos olhos, vemos as coisas para qual estávamos cegos.
Devemos lembrar como é grandioso o mestre do universo! Com um único sopro Ele nos faz reviver juntos com sol todas as manhãs. Somos uma nova pessoa. Mais experiente. Experiências que têm servido como uma lição que tem nos enriquecido e, quem sabe, nos ajudaram a tornarmos melhor.

Rosangela Colares

Sonhar é fácil, mas prudência!


Na vida sempre se sonhou e assim continuará, como parte da natureza humana!

O sonho é um momento que por vezes nos entusiasma e noutras nos entristece levando até à desilusão!

O sonho contém como um dos ingredientes a ilusão, o fascínio e quantas vezes perdem a noção da realidade!

E aqui pode entrar um conflito humano em que a pessoa vê tudo ao contrário do que queria realizado!

Se não houver alguém por perto – bem acordado – a ajudar a outra sobre o que se está passar o “sonhador” caminha para um abismo!

Já assisti a casos de grandes fascínios, deslumbramentos e até grandes paixões que levaram as “vítimas” a demorarem por compreender a razão natural das coisas!

Mas há o outro lado do sonho!

Existem sonhos que ligados ao “acreditar” alimentam a esperança e nem sempre mas algumas vezes transformam o sonho em realidade!

Contudo esta situação não serve de regra, mas apenas uma excepção!

Quando se escreve, a liberdade de inspiração alimenta momentos sonháveis, mas tudo não passa de um texto com uma história, apenas uma história …

Sonhar é fácil, mas prudência!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Amor não será vadio...


O amor
viverá comigo,
Aqui ou Além!

Andarei por aí,
vivendo
e convivendo
com o mundo.

Serei guerreiro
por mundo melhor,
onde as minhas mãos
até doerem
clamem mensagens:

amor sem hesitação
amor em silêncio,
amor, para onde me levas,
amor pela noite,
amor calado,
amor na minha mão,
amor sem limites,
derramo amor,
o amor dá-se,
espero-te,
amor pela noite…

…e tantos outros amores
que saem das minhas mãos
e do meu coração;

comigo:
amor não será vadio…

José Manuel Brazão

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Uma mão sem nada


Na contra capa do mundo
Sementes áridas
Na sombra da morte
Implacável tempo
Vestígios de vida
Moribundos corpos
Na chama fugaz da existência

Tambores salgados
Nos agrestes sentimentos
Uma mão sem nada
Nos desperdícios de muitos
Os olhares desfocam-se
Na liturgia demagógica
De outros mundos

Espessos venenos
Pueril matéria
Que se alastra
Na mais dura miséria
Um universo doente
Cataratas na íris
Utopia da globalização….

Ana Coelho

Ensinamentos


"A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
A vida é beleza, admire-a...
A vida é felicidade, deguste-a...
A vida é um sonho, torne-o realidade...
A vida é um desafio, enfrente-o...
A vida é um dever, cumpra-o...
A vida é um jogo, jogue-o...
A vida é preciosa, cuide dela...
A vida é uma riqueza, conserve-a...
A vida é amor, goze-o...
A vida é um mistério, descubra-o...
A vida é promessa, cumpra-a...
A vida é tristeza, supere-a...
A vida é um hino, cante-o...
A vida é uma luta, aceite-a...
A vida é aventura, arrisque-a...
A vida é alegria, mereça-a...
A vida é vida, defenda-a..."


"Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor."


"Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?..."


"Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."


"A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto. É viver sem Deus. Quando Deus não existe, se admite tudo. Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!"


"Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz."


"Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS, mas matar crianças inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra"


"Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto."


"O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas.


"Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos Aids, mas matar crianças inocentes não nos assusta".


"O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque."


"Nunca compreenderemos o quanto um simples sorriso pode fazer."


"Como Jesus, pertencemos ao mundo inteiro, vivendo não para nós mesmos, mas para os outros. A alegria do Senhor é a nossa força".


"Buscando a face de Deus em todas as coisas, em todas as pessoas, em todos os lugares, durante todo o tempo, e vendo a Sua mão em cada acontecimento - isso é contemplação no coração do mundo".


"Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego."


"Famintos de amor, Ele olha por vocês. Sedentos de amabilidade, Ele pede por vocês. Privado de lealdade, Ele espera em vocês. Desabrigados de asilo em seu coração, Ele procura por vocês. Você será esse alguém para Ele ?"


"Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estas famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações."

Madre Teresa de Calcutá

Ao encontro dos meus anjos na Terra e no Céu



Nesta passagem pela Vida já fiz um longo caminho acompanhado de convergências, divergências, alegrias e tristezas, sempre com a vontade de melhorar como alma, superando provações que me são propostas e aumentando o meu saber para que isso me proporcione: ajudar os outros!

Um dia ia nesse caminho muito belo da Natureza e senti-me acompanhado por um anjo do Céu. A minha mente sentiu quem era!

Pareceu-me que o caminho se percorria melhor. Fomos andando e ao longe avistei mais claridade, uma luz forte que só me permitia ver uns vultos vindo ao meu encontro, ficando logo com grande curiosidade e ansiedade!

Apressei-me e eles correram na minha direcção.

Ouvi vozes dizendo: avôôô!!! Paiii!!!

Eram os meus Netos Catarina e João Afonso e os meus Filhos Pedro e Paulo!
Corri para eles e abracei-os longamente. Chorei de alegria e de emoção.

Mas o meu quadro de anjos mão estava completo e olhando para o Infinito estendi meus braços, alonguei-os muito e abracei o anjo do Céu no seu descanso divino: o meu filho João!

Que consolo senti e que energias recebi!

Afinal o anjo do Céu que me acompanhava nesta etapa do meu caminho era o meu filho João!

Que maravilhoso encontro com os anjos…

Hoje e agora voltaria a percorrer o mesmo caminho…

José Manuel Brazão

sábado, 1 de agosto de 2009

Do virtual para realidade




O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são. (Friedrich Nietzsche)

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; ou, o amor jamais chega ao fim” - I aos Coríntios 13:1-8.