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domingo, 31 de maio de 2009

Convite a uma reflexão


O que tenho não é para mim, mesmo que seja parte de mim.

Tudo o que tenho foi um empréstimo do Criador para que eu possa compartilhar com aqueles que entram em minha vida.

Ninguém cruza nosso caminho por acaso e não fazemos parte da vida das pessoas sem motivo. Existe algo para doar e receber, há muito o que aprender, com experiências positivas e negativas.

Tentar ver as coisas como negativo, talvez algo que aconteceu por alguma razão. E não falam o que aconteceu, por um lado, não vai ajudar e, além disso, para continuar o seu caminho.

Quando você não consegue tirar da cabeça que você machucou alguém, busque contacto para o esclarecimento e perdão, se assim não fizer o prejuízo da acomodação é maior do que o primeiro.
As pessoas nem sempre nos magoam voluntariamente. Muitas vezes, achamos que a pessoa que nos "causou danos" nem sequer está sentindo, mas está SIM. O que ela mais gostaria é fazer o tempo voltar atrás pra que o "erro" fosse evitado. E as vezes nos decepcionamos, por esta pessoa não ter preenchido as nossas expectativas.
Será que estamos imaginando quais eram as expectativas do outro? Obviamente, é muito mais fácil pensar em nós.

Quando alguém lhe disser que você a machucou, sem ser explícito, acredite nele mesmo assim, e procure saber o que o machucou. É melhor expressar suas "decepções" com sinceridade e esclarecer os fatos e partir pró abraço, o lucro é maior. Ruim é não se manifestar.
Uma amizade é como uma grande empresa que conquistamos com tantos esforços e conseguimos chegar lá. Mas precisamos manter o capital que conquistamos e isso tem um custo. A dedicação e reciclagem é necessário. A mudança no agir, ou seja dançar de acordo com a música, é sábio sabia? Nada é perfeito ou completo. O jogo de cintura é necessário. Se não formos bons administradores de nossas emoções, respeitando o espaço, os momentos de dificuldade e erros de nossos ente queridos, amigos e colegas de trabalho etc...
Vamos fracassar em todas as nossas escolhas. Aprendemos a amar, cuidar e respeitar quem escolhemos para fazer parte da nossa vida, se os temos no nosso convívio é porque cativamos, e se cativamos somos responsáveis.
Devemos dar o primeiro passo, estenda a mão e dá-te á perdoar.

Seja uma bênção! Deus vem em nossa direcção para nos abençoar, Ele usa as pessoas que estão dispostas a cumprir essa missão. E com isso lucramos.

Somos anjos!

Rosangela

Sua Página de Autor: http://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=5443

sábado, 30 de maio de 2009

Conversa ausente


Tenho a voz cheia de grainhas
que me deixam a boca adstringente
e as palavras oleosas.

A conversa
sai fermentada e pastosa.
Tudo o que me dizes tem sabor amargo,
tudo o que respondo é magro e curto.

Conversemos em silêncio.
Respeitemos
o estágio de cada momento ácido
para que se amaciem os sentimentos
e juntos
bebamos o néctar do entendimento.

Vanda Paz

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ser violento


Como pode um homem violento dizer que ama uma mulher?

O amor engloba um conjunto de afectos: carinho, generosidade, bondade, tolerância, compreensão, que tornam uma mulher e um homem a viverem em paz, harmonia e amor.

O homem violento mais comum é o que convive em permanência com o ciúme.
Forma a ideia que prova dessa forma o amor pela mulher.

Em minha opinião essa forma de actuação demonstra insegurança, desconfiança e desenvolvendo-se torna-se num doente, num lunático, um obcecado, um possessivo e por vezes um tirano.

Não olha a meios e provoca na mulher a desestabilização emocional que a leva a perder o amor por esse homem que amava!

A partir daí as coisas complicam-se e a vida em comum desse casal passará a ser um inferno.

Constantes brigas, violência verbal e física em que a mulher ou mantém um silêncio de vergonha e de medo ou ganha forças e separa-se desse homem!

Depois começa uma fase não menos grave. O homem começa em constantes perseguições, pressões e as inevitáveis ameaças próprias de um homem com tendência violenta!

Dura a minha descrição, mas infelizmente é a realidade que constatamos no quotidiano neste Mundo caduco por apodrecido de mentalidades!

Mas para mim o mais grave disto tudo é quando existem crianças!

Pobres inocentes envolvidos nesta trama, assistem e gravam nas suas mentes todo o tipo de cenas. Crianças que ficarão com traumas de consequências imprevisíveis se não forem acompanhadas e assistidas!

Doloroso este quadro de vida e fico angustiado, quando penso:

Mulheres e sobretudo crianças, porque padecem assim?

José Manuel Brazão

A minha saudade


Caminhada marcada pelo pó
Peito carregado deste amor
Sentimento falando por si só
Acordando da saudade, o calor

E saudade é pétala umedecida
Lumeeira que ilumina a noite
Te faz andar comigo nesta vida
Aliviando o impacto do açoite

E o barulho da chuva te traz
Do meu poema te faz enredo
Inspira sutilmente minha paz
Lembrança que leva todo o medo

Profusão de emoção em te lembrar
Coração ansioso por te encontrar

Glória Salles

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A minha revolta


Como pudeste mulher sofrida, suportar a vida que não era vida?
Como te calaste e num viver de silêncio?

Sofreste a humilhação e a violação do teu querer e do teu corpo!

Humanos com este tipo de comportamento, aliás, animais sem escrúpulos não merecem que se calem as vítimas, que sentirão marcas, mágoas, que chagam o coração e lhes retirarão o encanto do amor!

Na minha vida nunca soube o que era ódio, mas com casos deste tipo a minha revolta abre o caminho para ele!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Porque hoje dói-me o peito


Percebo o olhar
de alguém
que já permaneceu
num beijo teu.

Entendo o silêncio
de alguém
que já te sentiu na carne.

Também eu
trago um beijo teu
pendurado nos lábios.

Pegas no pé
do cálice dos sentimentos
e agitas
absorvendo os aromas que desejas.

Construíste uma árvore
feita de troncos frágeis
onde sacias a sede do prazer,
escolhendo tu a fonte amante.

É para lá que vou,
mas ausento-me do teu olhar
porque hoje dói-me o peito.

Vanda Paz

domingo, 24 de maio de 2009

Histórias!!!


Na vida
existirão histórias,
sempre!

Uns
serão bons contadores
outros
péssimos actores!

Mesmo assim,
não deixarão
de ser histórias…

José Manuel Brazão

sábado, 23 de maio de 2009

Pausa


Tenho saudades das cordas da lira, dos sons que trocavam beijos no ar gemendo prazer longínquo. Do ar descontraído daquele espaço enlaçado num abraço dado à noite. Da lua literária que brilhava sílabas quentes que se encostavam aos corpos ansiosos por um momento. Tantas frases que deixei, naquele corredor sem paredes, que se teceram entre elas deixando um tapete feito poema. A pertinácia da distância causa o sabor amargo da impotência.

Roubo às palavras um sentido, aquele que mais me satisfaz nesta pausa. São estes momentos que me obrigam a olhar para o lado e a ver o vazio de outras vidas. Apago a chama de algumas feridas, recolho olhares cansados e secos e entrego-me à oferta de sorrisos que arranco a medo da alma. Sim, tenho medo que seque o poço da paz e que cresça o sabor da discórdia. Tenho medo que as heras não tenham força de se entrelaçar, verdes, em nós.

A amizade é ponte segura para passar o tempo e a distância de mãos dadas, sem recuos. Mas a amizade às vezes também tem fome. A amizade também tem sede. Quanto tempo aguenta a amizade o jejum de um abraço?

Desta galactorreia que brota dos seios da poesia, pouco já sorves, farto de palavras, cansado de falsos sentimentos. Compreendo que o peito também adormeça quando o sangue corre devagar. Compreendo que o sol por vezes se afaste e se resguarde por trás da ovelha feita de nuvem, para que possa despir o braseiro e ser frio sozinho. A terra também se cansa de olhar o céu, chorando por vezes barro vermelho, implorando, que este (o céu), se faça espelho para que possa admirar as searas.

O choro das almas corre triste porque não existe uma solução. Todos se afastam das responsabilidades para com os que respiram. O choro das almas escorre-nos nos olhos todos os dias.

Gostava eu de me alimentar de sorrisos, roubar lábios inchados de alegria. Mas globalizámos a tristeza, doença altamente contagiosa que nos empobrece a mente, que nos atrofia o pouco de senso que ainda temos. Estamos claramente numa guerra mundial de sentimentos onde a crise afecta os valores, a amizade e a esperança.

Quando uma criança, a sorrir, corre até mim de braços abertos recebo o mundo e viajo na sensação de que tudo o resto não importa. Mas é por ela que enfrento o futuro. É por ela que ganho força para caminhar.

Tenho o hábito de recolher o brilho das estrelas e guardá-lo nos sonhos. Sei assim que acordo feliz todos os dias trazendo a alegria aos que me rodeiam. Talvez eu esteja fora de moda, talvez não devesse ser feliz. Talvez não devesse sonhar. Será proibido recolher o brilho das estrelas?

Encosto-me ao sabor das memórias sabendo que são elas que me amparam nos maus momentos. Encosto-me aos olhares de quem me lê na esperança de um salto, na esperança que alguém leve a minha mensagem no peito e seja feliz. Porque trago um sorriso escrito nos lábios e uns olhos pintados de esperança. As palavras são apenas a ponte.

Vanda Paz

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A presença de estar distante


Como gosto de ti!
Como me sinto bem
junto de ti.
Se não estás…
já não me sinto.

Quando estás longe,
quando partes…
atinge-me a tristeza!...

Eu fico
e tu vais!...

Mas,
sei que o nosso amor
é mais forte
e tudo supera.

É verdade amor?...

Luísa Simões Martins

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Opinião de um homem sobre o corpo feminino


Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim.. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra.... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com
sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.



Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho

Lindo sonho


Não
Não desejo acordar
Deixe-me assim perto de ti
És tão real aqui
Que até tua fragrância posso sentir
Peço-te amor
Não desperte meu olhar
Deixe-me aqui ficar
Só assim junto á ti minha alma em paz pode ficar
Quero sentir cada toque teu
Fazendo-me arrepiar
Sentir os teus dedos suavemente
Meu corpo dedilhar
Sentir em minha boca o doce beijo
Que estas a me presentear
Sentir de verdade o que é o amor
E como é bom te amar
Não quero acordar
Pois só nos meus sonhos podes habitar
Anseio esta noite eternizar
Desejando assim deste lindo sonho
Nunca mais despertar.

Butterfly

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Naquele dia


Naquele dia
o mundo abriu-se
perante os meus pés
olhar perplexo de frente
ao abismo,
o sol caiu num universo perdido
no peito um temor turvo.

Naquele dia
a vida estagnou
numa encruzilhada
todos os caminhos
pareciam árduos,
gritou a vontade de desistir
no rosto molhado salgado
o sorriso naufragado,
tudo parecia perdido.

Naquele dia
conheci a força
que não sabia existir,
deambulei pelo trilho empedrado
com sangue nos joelhos
nada pedi, nem implorei
prossegui mesmo sem vontade.

Naquele dia
conheci o verdadeiro
sabor da vida e do amor
entendi as veredas da verdade
num galopar emocionante
na transparência da sombra
o perdão é o sincero
destino para a felicidade
de vencer barreiras
na plenitude do amor.

Naquele dia
descobri que sem ele
nada sabia da sorte
de sentir a tua mão na minha,
assim agradeci
as dores que venci...

Ana Coelho

terça-feira, 19 de maio de 2009

Livre é a vontade


Breves são os momentos
em que nos entregamos
à essência do que somos.

Escasso é o sonho
em que existe retorno.

É tanto o futuro declamado
em lençóis de sorrisos.
É tanto o fogo ateado
em orquestra de sentidos.

Livre é a vontade,
nesta história de um tempo
que parou… no meu peito.

Vanda Paz

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Não quero palavras


Adormeci palavras
embaladas no peito
aprisionei frases
encerrei com algemas ás emoções.

Não as quero sentir
nem dar-lhes liberdade,
ecos vazios
sem vínculo
sem aroma
despidos de realidade.

Quero ser mariposa
beijar as flores
embriagar-me do seu néctar,
sentir o vento
numa efémera vida colorida,
tocar as estrelas
beber o seu brilho
mergulhar
em cascatas de agua fresca
que escorre em montanhas verdes
engalanadas pelo dourado do sol.

Não quero palavras
pintadas de negro numa tela branca,
naufraguei-as no fundo do mar,
perdi o verbo não sei soletrar.

Quero somente planar
no universo azul
onde não sei escrever.

Ana Coelho

domingo, 17 de maio de 2009

Lágrima


Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por seres generosa,
uma pedra preciosa
a decorar o meu coração!

Quando penso
e penso em ti,
vem o sonho duma paixão,
sonhada, mas por viver!

Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por ver
não estares ao pé de mim!

Apenas sonho
e vem a lágrima…

José Manuel Brazão

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Amar você


Sinto-me como se estivesse a sonhar
Quando me vejo na luz do teu olhar
Ao teu lado desejo sempre estar
O teu sorriso me fascina
tornando-me assim refém dos lábios teus.

E quando a noite fria chega
O teu amor aquece o meu coração
Desvendando no breu de uma noite triste e escura
Uma linda e iluminada constelação

Tu és a luz que faltava em minha vida
Minha paz
Minha dádiva
Eterna alegria

Amar-te é assim
Estar sempre juntos
De mãos dadas
Parceiros no mundo
Se querer todo segundo.

Amar você é assim
A melhor coisa do mundo.

Butterfly

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Medo


Nas águas profundas
é agora a minha morada.

Não mergulhei.
Deixei - me levar
pelas mãos feitas de água
e pela força do medo.

Está escuro e frio.
O silêncio é tão profundo
que magoa.

Sinto a força da água
criada por corpos estranhos
que se aproximam
e que me chamam
de olhos brilhantes e dentes finos.

Por vezes
subo até à ponta de um anzol
mas não mordo.
Não quero voltar à luz do dia
porque a luz cega-me
e o sal
já me absorveu as lágrimas todas.

Mergulho
e deixo-me ficar
na sombra do pensamento.

Aqui
todos os sentimentos são puros,
o medo é estrela a cintilar.

Vanda Paz

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sou


Sou do mar, sou sol e sou chuva fresca.
Elucubrações no silencio das horas tecidas.
Sou o hiato das palavras amordaçadas.
O valor de tantas lembranças vividas
Como ondas que movem a vastidão do mar.
Que tomam e conduzem as frações do ser.
Tal como conchas ocas, vazias de pérolas.
Os sentimentos se abrem na ânsia de ser.
Das incertezas que se avolumam em ciclone.
Escrevo na areia os murmúrios das sílabas
Crio minha aventura de vida, oscilando.
Entre dor e delicia, com facilidade absurda.
Como alga flutuo, incólume, transparente.
Embora às vezes me arrebente nas pedras.
Vou grafitando esse mundo de lente cinzenta.
Definitivamente sou da estrada tépida.

Glória Salles

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ensinamentos


"A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
A vida é beleza, admire-a...
A vida é felicidade, deguste-a...
A vida é um sonho, torne-o realidade...
A vida é um desafio, enfrente-o...
A vida é um dever, cumpra-o...
A vida é um jogo, jogue-o...
A vida é preciosa, cuide dela...
A vida é uma riqueza, conserve-a...
A vida é amor, goze-o...
A vida é um mistério, descubra-o...
A vida é promessa, cumpra-a...
A vida é tristeza, supere-a...
A vida é um hino, cante-o...
A vida é uma luta, aceite-a...
A vida é aventura, arrisque-a...
A vida é alegria, mereça-a...
A vida é vida, defenda-a..."

Madre Teresa de Calcutá

sábado, 9 de maio de 2009

Utopia


Revolvo na terra cinzas caladas
digiro e rumino ecos passados
que um dia correram nas insónias do vento.
Sentada em burocracias que me encurralam
pressinto que a linha do tempo
então feita de relva e grama
vai ser marcada a ferro e fogo
na fragilidade de um momento.
E recuando na memória de rosas em botão
ergo esse momento na luz da utopia
amordaço as leis da lógica e agarro o horizonte
sabendo que é migalha de ilusão
saída da cratera de mais um dia.

Marta Vasil

imagem cedida por Isabel Monteverde

sexta-feira, 8 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sou Mãe...



Na pele senti o vosso remexer
as batidas tímidas do vosso ser
no pulsar dos sentidos
desabrochar do mais sublime amor.

Um amor na outra fase
aquele que desconhecia
um dia senti a mão terna e segura
mas agora
a minha mão
toca esta sensação
a palpitar em mim.

Em vos aprendi
a arte de ser mãe
conheci a paixão de vos ver sorrir
das vossas dores sentir
com ardor no peito,
o êxtase de toda a sensibilidade
da oferta de ser mulher.

Sou a mãe de mão estendida
com o calor no colo
o ninho que sempre vos espera
em todos os momentos
mesmo os ausentes.

Ensinei-vos a arte de voar
hoje feliz contemplo
a vossa habilidade no planar,
em orgulho digo
sou a mãe dos mais sublimes filhos
que a vida pode dar...

Ana Coelho

Renúncia


Renuncio o sonho para lá do horizonte.
Levarei a vida até onde o olhar alcança.
A vida é um molho de rosas perfumadas,
eu, a erva daninha que ficou na terra.
Resguardo-me na minha pequenez.
Diluo-me em álcool forte para conservar
o que me resta - as memórias.

Tão certa é a consciência
que chega a transparecer o que não viveu.
Tão certa a razão dos outros
que chego a pensar na teimosia como estado de loucura.

Resguardo-me no silêncio
brandindo o momento que antecede a vida.

Suave é o suspiro, quente é o desejo, vazia a solidão…

Vanda Paz

domingo, 3 de maio de 2009

Agenda de emoções


Brindam-nos os dias
com colecções de emoções.
Inesperadas. Imprevistas.

Solta-se o canto do grilo
em intensa sessão de terapia.
Deixa o caracol um rasto de cristal
-estendal de palavras em alegria.
Flauteia cristalino o pardal
-convite para um baile de folia.

Pressente-se o vento a fustigar
o cheiro a alfazema da tarde.
Sem autorização soltam-se murmúrios
há muito residentes no olhar.

E as emoções fundem-se em bulício triste.

A sombra rendilhada das árvores
cinzela-se de nostalgia.
As nervuras das folhas
riscam a quietude da tarde.
Repuxos em erupção
soltam vozes plangentes do coração.

Permaneço sentada no jardim
recatada em solene solidão
e com os dedos a tremer
escrevo na agenda do dia:

não vale a pena agendar a emoção
ela é incompatível com o calendário do coração.

Marta Vasil

sábado, 2 de maio de 2009

Rosa


Meio-dia já a descansar.
Pés afadigados.
Um silêncio fechado.
Roseiral a pintar o momento.
Olhar já gasto preso na rosa encarnada
de cheiro a embebedar, de cor a viciar.
Sem lágrimas
a rosa deixa-se colher.
Esfarripa o silêncio
inventa segredos.
Sobrevoa o oceano.
Agita as ondas
em limalhas dúbias.
Desembarca.
Ilustra uma página
cedendo-lhe o corpo.
Num marcador
compõe uma história musical
ainda por cantar.
Foge na poeira da tarde.
Viaja agora por terra
para noutras mão descansar.

Marta Vasil

Que bom seria ter tempo para ter tempo......


Desejo-te Tempo!
Não te desejo um presente qualquer,
Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.
Desejo-te tempo, para te divertires e para sorrir;
Desejo-te tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.
Desejo-te tempo, para planear e realizar,
Não só para ti, mas também para os outros.
Desejo-te tempo, não para ter pressa e correr,
Desejo-te tempo para te encontrares,
Desejo-te tempo, não só para passar ou vê-lo no relógio,
Desejo-te tempo, para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para confiares em alguém.
Desejo-te tempo para tocares as estrelas,
E tempo para crescer e amadurecer.
Desejo-te tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se fracassares...
Desejo-te tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Desejo-te tempo, para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.
Desejo-te tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.
Desejo-te tempo. Tempo. Muito tempo!

Luís Oliveira

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Rosa D Saron - Quem sou!


Sou uma Flor! Sou Flor perfumada que chora! Que anda por entre os seres de todas as nações e tribos através das palavras escritas sentidas e vivenciadas! Sou o amor na forma mais bela de uma flor singela Sem casa,sem alento. Sem pertencer a alguém. Sou no corpo os espinhos que ferem à alma arrancando lamentos Em gemidos angustiantes! Sou uma Flor que nunca morre pois sou o amor!

Rosa D Saron
29/04/2009