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terça-feira, 31 de março de 2009

O segredo


Era uma vez um Vento
que perguntou ao Tempo
qual o segredo de se
Amar a cada momento.

O Tempo disse que o segredo
estava na Alegria de cada dia
porque sem ela a tristeza reinaria.

O Vento foi atrás da Alegria
pra saber do segredo que a irradia.
A Alegria disse que a Bondade lhe acompanhava
porque ela sempre refletia

O Vento foi até a Bondade
pra saber qual era a verdade.
A Bondade disse que a Compaixão a guiava
e era a única que a libertava.

O Vento correu até a Compaixão
pra saber de onde vinha tal dedicação.
A Compaixão disse que o segredo está no Coração
porque sem ele ficamos até sem respiração.

Então o Vento foi até o Coração
pra chegar ao fundo de sua emoção
Descobrindo que do Coração saia o Sentimento
de se Amar a cada momento

Butterfly

Árvore da indefinição


Se estremeço em cor de papoila
e afogo esse rubor no silêncio,
Se te sinto astro
e te enraízo no chão,
Se soletro as cores das tuas palavras
e as escondo no escuro do castanho,
Se adormeço no clarão dos teus olhos
e com medo hipnotizo os sonhos,
Se quero as tuas mãos entre as minhas
e logo domo a pressa de as afagar,
Se me liberto de preconceitos
e se depois emudeço,
Se sorrio ao azul da tua cor
e a sopro nas velas do vento,
Se suspiro no mel dos teus gestos
e prescrevo silêncio no coração,
Se ateio o sabor dos beijos
e os acomodo nos galhos das árvores,
Diz-me tu que sabes que existo
se isto é amor ou não.

Marta Vasil

imagem de Isabel Lassuta Monteverde

segunda-feira, 30 de março de 2009

As nuvens choram


Desta vez senti ternura e emoção, quando acabei de ler!
Não sei explicar o porquê! Um poema muito sublime!
Beijo com muito carinho
José Manuel Brazão



As nuvens choram

Perguntei ao céu
porque choram as nuvens...
Ausências da primavera
no verão que se despediu,
tecem madrigais impossíveis
imagens fáceis e ingénuas
no olhar de uma criança.

Atravessam o céu efémero
em visões da lua
no fulgurar das estrelas.

Visão poética...talvez

Ao ler esses desenhos agora
sentimo-nos adultos sem sonhos
na utopia de ver o branco do céu
sem lágrimas
que teimam escorrer na seiva da terra.

As nuvens choram
derramam emoções em libertação
a ver crescer as estações.

Devagar
se vão embora encostadas ao vento
...até que de novo o sol resplandeça
na aurora amanhecida.

Ana Coelho

Luz

domingo, 29 de março de 2009

Sem mágoa


És uma pessoa tão rica de sentimentos para serem podados!
Só se essa poda for para os fortalecer ainda mais!
Aqui estamos apenas num poema e a Vida tem outros valores...
Beijo com carinho
José Manuel Brazão


Sem mágoa

Podarei os sentimentos,
despontarei a comoção.
Aprisionarei a gargalhada
e em vácuo embalarei o coração.

Só assim estancarei as lágrimas,
longe de qualquer emoção.
Vanda Paz

Do fraco


Uma pessoa muito fraca pode aparecer em nossas vidas para nos ajudar em algo fundamental. Saberemos reconhecê-la?

Afinal de contas, estamos acostumados com a força e a virtude. Nossos olhos sabem distinguir os heróis e os grandes homens. Lemos suas histórias, e vemos como sempre lutaram com sabedoria e honestidade. Procuramos seguir seus passos, copiar seus exemplos.

E nós? E nós que somos fracos, quantas vezes já fizemos um bem que nos surpreendeu? Nós, que nos julgamos culpados e medrosos, já não tivemos atitudes de bravura?

Da mesma maneira como auxiliamos alguém apesar de toda a nossa fraqueza, alguém fará a mesma coisa por nós.

Nada de preconceitos, nada de idéias pré-concebidas: a salvação vem sempre de onde menos se espera.

Paulo Coelho

Desborbotar


O tempo! O implacável tempo! Desta vez a “borbotar”

A deixar borboto áspero naquela blusa... Lembras-te?
A blusa que inventei para contigo me ir encontrar?
Já tem borboto no esboço dos meus seios
pelo roçar descuidado dos braços
à procura do rosto em que não adormeço.

Ondas ferozes são borbotos do mar...
recuam sem pressa o fluir do meu navegar.

Borbotos no céu... são trovões a ribombar no peito
a quebrar as lianas com que entranço o meu delirar.

Borbotos nas páginas dos livros...
Vendam-me e desfocam-me o olhar
negam-me o sentido verdadeiro
das palavras que não sei decifrar.

Borbotos...
Tropeços no ressoar das emoções
guardadas em desalinho na alma
tão cheia de recordações!

Minas recônditas no peito
que as mãos não conseguem desactivar.

“Desborbotar” ... um malabarismo a inventar!

Marta Vasil

sábado, 28 de março de 2009

A guerreira


A escritora Rosa D Saron é uma Mulher que conheci neste mundo das Letras e admiro muito pela sua humildade ao ponto de escrever muito bem e sempre a valorizar o trabalho dos outros e digo isto por experiência própria.
Não esquecerei o poema-tributo que criou pensando em mim!
Muito sucesso, Rosinha


A guerreira

Quem é esta mulher
De tranças negras
Que trás no rosto um sorriso
E que ama viver?

Será que é feliz
Será que ama
Será que é amada
Será que é valorizada pelos seus?

O que esconde atrás desse sorriso?

Talvez ela esconda a solidão
A dor de ter deixado a vida passar
A saudade dos momentos perdidos
No tempo que não viveu
Mas se perdeu.

Há essa mulher guerreira...
Ama desafiar a vida
Para ela não há limite
Para uma vida viver.

Ela é a Índia guerreira
Valente, destemida,
Está sempre enfrentando a vida
Sem nunca se abater.

Seu coração ninguém conseguiu decifrar
Pois ela se faz em muitas
Para a vida enganar
Assim ela vive
Apenas para amar.

Sendo guerreira
Nem tem armas brancas
Suas armas são as palavras
Que certeiras e afiadas
Logo mata as cartadas

Dominar essa mulher
Até hoje ninguém conseguiu
Se á enfrentar
Com certeza sai perdendo

Mas essa mulher
Espera um amor encontrar
Alguém que lhe toque o coração
Como ninguém conseguiu tocar
Em todo seu peregrinar.

E o sorriso vai abrindo caminhos
Desbravando os sentimentos
Encontrando seus momentos
Para as guerras enfrentar.

Lá vai a mulher guerreira
Sorrindo,cantando,solfejando,
Abrindo caminhos
Fazendo uma melodia
Para alguém encantar!

Rosa D Saron

Sonhar é fácil, mas prudência!


Na vida sempre se sonhou e assim continuará, como parte da natureza humana!

O sonho é um momento que por vezes nos entusiasma e noutras nos entristece levando até à desilusão!

O sonho contém como um dos ingredientes a ilusão, o fascínio e quantas vezes perdem a noção da realidade!

E aqui pode entrar um conflito humano em que a pessoa vê tudo ao contrário do que queria realizado!

Se não houver alguém por perto – bem acordado – a ajudar a outra sobre o que se está passar o “sonhador” caminha para um abismo!

Já assisti a casos de grandes fascínios, deslumbramentos e até grandes paixões que levaram as “vítimas” a demorarem por compreender a razão natural das coisas!

Mas há o outro lado do sonho!

Existem sonhos que ligados ao “acreditar” alimentam a esperança e nem sempre mas algumas vezes transformam o sonho em realidade!

Contudo esta situação não serve de regra, mas apenas uma excepção!

Quando se escreve, a liberdade de inspiração alimenta momentos sonháveis, mas tudo não passa de um texto com uma história, apenas uma história …

Sonhar é fácil, mas prudência!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 27 de março de 2009


Talvez me engane nas horas que o tempo tem enquanto me encontro pendurada no teu olhar. Vou mergulhando sempre até ao fundo de um sorriso. Ao longo da vida aprendi a respirar debaixo de água como quem cala o que sente. Vou emergindo, de oportunidade em oportunidade até alcançar um futuro. Por vezes encosto-me à tua voz e respiro o silêncio que me fortalece. Percorro a estrada do mar como se fosse a linha da palma da minha mão. Escrevo assim o horizonte com o brilho das palavras meigas em tons de sonhos enquanto agarro o momento.

Vanda Paz

Prenúncio de vida


Quero reluzentes os
Meus crepúsculos
Acariciados pelo doce
Toque da brisa
Os sentidos todos
Quero-os lânguidos
Desembocar em foz de
Diferentes águas
Ser orvalho
Que hidrata a relva
Permitir que a chuva
Carregue as magoas
Liturgia doce,
Canto que anuncia
Todas as manhãs
De cada dia
Quero seguir
Deixando atrás esse talvez
Sem temer as sombras
Que trazem o frio
O beijo do sol a secar
Qualquer lagrima...
A mão na minha,
Mostrando a trilha.
Quero o verão na alma,
Prenúncio de vida...

Glória Salles

quinta-feira, 26 de março de 2009

Horas que ninguém quer


Em horas que ninguém quer
Minha alma se ergue
Desabafa tudo no escrever
Recolhe tudo o que o Homem perde

Em horas em que todos dormem
Minha alma a dormir se nega
Pego nas dores a que aos Homens consomem
Desabafo o peso que minha alma carrega

Como um alivio ou um castigo
Meu corpo obedece cansado
Desabafo num canto amigo
Em formas de poema amargurado

Lanço ao Mundo desabafos
Na esperança de poder sentir
Um descanso para os meus cansaços
E da solidão fugir!

Fernanda Rocha

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um amor, um destino!


Vivo o amor
com ousadia,
com convicção!

Parto
para um amor, um destino!

Esse amor
recriou minha alegria,
revivendo …

Já não quero o passado;
restam-me
os Filhos e os Netos
para compensar essa Vida!

Um destino…

Uma nova Vida,
por um grande amor!

José Manuel Brazão

Amanheceu dentro de mim


Era noite dentro de mim
Um imenso vazio, um nada, uma solidão sem fim
Era noite dentro de mim
Noite sem estrela, sem lua
Eu vivia em uma escuridão profunda

Foi então que vi a tua luz
Luz que iluminou meu mundo
És o sol que faltava para iluminar minha vida
Não vivo mais na escuridão
O vazio que havia em mim foi inundado de amor
A solidão que me fazia chorar
Foi por ti transformada em pura paixão
Nos teus braços me encontrei
Revivi
Renasci
Tudo iluminou
O meu dia raiou
A eterna e solitária noite teve um fim
Amanheceu dentro de mim!

Butterfly

segunda-feira, 23 de março de 2009

Só Deus sabe...


Vejo-me
pensando, pensando,
em momentos da Vida,
porquê?

Passar
momentos dolorosos,
em que tudo corre mal…

Passar
Momentos generosos,
em que tudo corre bem…

Equilíbrio no destino,
esperança
de dias diferentes,
um amanhã, talvez!

Só Deus sabe …

Eu espero …

José Manuel Brazão

* Com o devido respeito pelos não crentes *

Alma viajante


Como borboleta no céu a voar
Minha alma andava perdida no espaço a procurar
Viajando dias e noite sem parar
Seguindo meu destino para o verdadeiro amor encontrar
Viajei por muitas vidas até encontrar você
Pude então perceber que és a razão do meu viver
E então a alma que antes era marcada por tristezas e dores
Agora por ti segue feliz a nova jornada
Minha alma que antes era triste encontrou nos seus braços um amor inteiro
Que a tornou verdadeira Alma que agora vive pra te amar..e amar
Ao nascer do sol
Estava eu ali deitada ao seu lado
Meu anjo
Meu amado
O homem da minha vida
Minha felicidade infinda
Meu amor de muitas vidas.

Butterfly

domingo, 22 de março de 2009

Só assim o poema florirá


Continuo a rasgar palavras nas pedras. Já nada comporta o peso da palavra ausente quando o sol cresce mais que a lua. A noite envelheceu pelos olhos que antecipam a sua partida. Magoam os espinhos trazidos por um poema arrancado pelo prazer de o ver em traje de festa. Escorre o sangue embriagado pelos suspiros que provoca. Tudo é tão intenso e fugaz, tudo é ilusão de tons mágicos de um azul que acabou de nascer. Hoje saciai a sede das palavras, mas bebei da nascente do trabalho. Só assim o poema florirá.

Vanda Paz

O toque de amor


Fecho os olhos e sinto
O amor chegar até mim
Num sentir perto e longínquo
Em sentires loucos sem fim

O dedo do amor meus lábios cerca
Em silencio num beijo meigo e louco
Num abraço que me aperta
Sussurra-me num gemido rouco

Meu ser responde a um pedido de amor
A um coração que o meu quer ter
Numa espera no tempo que for
Promete-me que não vou sofrer

Nessa melodia quero embalar
Dizer que sim quero sentir
No seu abraço quero acordar
E não mais do amor fugir

Quero todas as noites transformar
Em quereres de amor profundo
No meu ouvido ouvir-te falar
Que só eu sou o teu Mundo

E em magias constantes
Em cansaços mágicos nos perderemos
E em sorrisos cúmplices de amantes
Não duas almas, mas uma... seremos!

Fernanda Rocha

sábado, 21 de março de 2009

Os José da minha vida(Ao Amigo José Manuel Brazão)


A minha primeira reacção é que "me matam de emoções" neste mundo Poesia!

A Rosa foi visitada por mim na sua página de Autor, logo no início e sempre ficou grata - sem necessidade - com as minhas palavras e que a animavam a escrever mais e melhor! Confidenciou-me várias vezes fora dos comentários!
Continuamos a acompanhar os trabalhos de ambos e
hoje

dou com este poema onde ela sente que eu tenho importância na sua Vida. Respeito o seu pensamento, mas acho que a Rosa fez como uma mulher generosa e cheia de gratidão! Esta palavra para mim é nobre!

E por isso tenho de me sentir honrado com a sua dedicatória!

Mais um gesto de Amor que ficará gravado na minha Vida e quase me sinto seco com as lágrimas teimosas provocadas pelas emoções originada pela minha Família da Poesia!

Beijos com muito carinho
Querida Amiga Rosa D Saron



Os José da minha vida(Ao Amigo José Manuel Brazão)


O primeiro José da minha vida foi marcante
Se ele não existisse, eu também não existiria.
Ah como eu o amei!
Ele me dava tanto carinho e amor
Por ele eu vivi
Pois vida ele me deu!
Depois veio meu irmão
Menino levado, mas meigo e simples.
Era festa o tempo todo
Apanhar de mim era sua sina!
Depois veio o amigo
Aquele da turma do colégio
Ah José atrevido!
Estava sempre querendo
Colocar a mão onde não devia
Por isso sempre levava uma surra
Dessa menina levada e sabida!
Mas adiante houve o primo
Querendo regalias
Coloquei-o pra correr
E mostrei quem é essa menina!
Depois veio o moço todo alegre
Pedir minha mão em namoro
Olhei bem para seu rosto
Com um sorriso de descrença
Quem ele pensava que era
Para querer minha atenção?
Eu era filha de carreiro
Andava de pé no chão
Mas boba eu não era
Para me enamorar de um bonitão
Se ele pensava que dinheiro me comprava
enganou-se de montão
Ser pobre era minha sina
Mas ser pobre com dignidade
Era o trunfo da minha mão.
E os anos foram se passando.
Veio muitos outros
Até que apareceu
Um amigo
Do outro lado do mar
Esse valeu esperar
Gentil, carismático, sorriso lindo,
De semblante resplandecente
De uma doçura sem igual!
Está sempre presente
Mas parece uma canção!
Esse amigo é um poeta
Falar de amor é sua missão...
Ele é nada mais nada menos
Que nosso querido
“José Manuel Brazão”

Dedico esse poema ao meu amigo José ...ele foi um dos primeiros amigos aqui conquistado e está guardado dentro do meu coração!

Rosa D Saron

Dia Mundial da Poesia – 21.MARÇO .2009


Desde que escrevo e publico, de facto a larga maioria de leitores são mulheres, até porque a minha Poesia tem sido encaminhada mais para a Mulher, procurando dignificar as suas características consoante a Natureza as dotou!

Por isso escolhi uma Mulher bem representativa dos Autores de Poesia de todos os tempos!
José Manuel Brazão



Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um sorriso


Nada custa, mas rende muito.
Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá-
Às vezes, durante um instante, mas os seus efeitos
nunca acabarão.

Ninguém é tão rico que o possa desprezar,
Ninguém é tão pobre que o não possa oferecer.
Cria a felicidade em todos e em tudo.

É o símbolo da amizade e da boa vontade:
É medicina para os doentes; repouso para os
fatigados; nesga de sol para os tristes
e ressurreição para os desesperados.

Não se compra, nem se recebe a crédito:
ninguém o pode roubar.

Nenhuma moeda pode pagar a sua preciosidade.
Se durante o tempo de embirração os vossos
colaboradores não estiverem muito dispostos
para vos sorrir, tende compaixão deles:

Dai-lhes vós um sorriso de compreensão, porque…

Não há ninguém que tenha mais necessidade de um sorriso,
do que aquele que o não pode ou não quer oferecer.


Autor desconhecido

Amor (Pai e Mãe)


Hoje dia do pai
Dia de saudade!
E também o meu dia...
Não o posso comemorar com tristeza
Pois meu pai, só me deu alegria
Para homenagear o meu pai
Só o posso dedicar à minha mãe
Alguém que ele amou
Na mais pura ternura
Num olhar enorme
De puro amor e alegria
Esse ventre que me deu à luz
Neste meu dia
E me ofereceu a vida
Nasceram mais três
As quatro meninas do pai e da mãe
Somos todas diferentes como a noite e o dia
Mas todas com muito amor, por eles
Por mais diferentes, somos unidas
Agradeço ao mais lindo ventre que rasgamos
Que nos abraçou, amou e embalou
Aquele amor tão grande
Que os juntou um dia.

Cristina Pinheiro

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pai


Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai!

Fábio Junior

(DEDICO AO SR. JOSÉ FERNANDO SALLES MEU PAI TE AMO MUITO!!! MEU PAI HERÓI E AMIGO DE TODAS AS HORAS..
PARABÉNS PAI..)


Fernanda Costa

Dia do Pai: a imagem

quarta-feira, 18 de março de 2009

Velho


im de tarde!
Soltam-se tons. Cheiros. Cores.

O velho sentado em assentos de solidão
recolhe pedaços de vida
e bebe pelos olhos já minguados
a força anímica da Primavera.
Rema alegrias no cantar das aves
e com as mãos a tremer
retoma rotas esquecidas na memória.
Debica odores derramados pelas flores
e com os dedos a crescer
constrói dicionários de sabor a mel.
Recolhe cores espargidas pela brisa
e com o peito a pulsar
embriaga-se de palavras de esperança.

O velho, ao fim da tarde
sentado nas vidraças das lembranças
nidifica sonhos nos beirais da Primavera
saciando, por instantes, fomes da VIDA.

Marta Vasil

Solta-te amor!


Vives amarrada
à tua vida,
com hesitações,
sem saber
o teu caminho…

Mulher apaixonada,
com amor,
muito amor.
que nas tuas vacilações,
já não sabes:
se é amizade, paixão
ou amor!

O teu coração
espera
que te encontres
e depois:
liberta-te;
solta-te, Amor!

José Manuel Brazão

terça-feira, 17 de março de 2009

Tudo para mim


Ah meu guerreiro
Se apenas soubesses
O que sinto por ti
Não terias partido
E me deixado com essa dor sem fim
Só teu amor que rege minhas tormentas
Que desgoverna meus mares
Tu és Mestre do meu destino
És meu alicerce
Meu porto seguro
Meu escudo
O que me apetece
Até o céu escurece
Tudo perde o valor sem o teu amor.

Ah meu amado guerreiro
Profundas são as dores que dilaceram minha alma
Dores que me tiram o sono,a calma
Tua ausência só me trás tristeza
Até a natureza sem tua presença perde a bela cor.

Tu és meu homem
Minha criança
És tudo que me rodeia
E aquele que desnorteia
És assim
Parte de mim
Parte de um todo
Uma dádiva pra mim.

Fernanda Costa

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dúvidas do coração


Toda manhã sinto o sopro do vento
Tocar meu rosto com suavidade
Fico a espera da mudança do tempo
Apagando a lembrança da tempestade

Tantos pensamentos são desenhados
Dentro desse peito a soluçar de saudade
Sinto a falta do sol em raios iluminados
Quero sentir harmonia nessa cumplicidade

Envolta numa magia dos tormentos
Enredei-me em muros de sentimentos
Construí jardins e castelos de ilusões

Fugindo do olhar de desaprovação
Encontrei nas dúvidas do coração
A verdade para viver novas emoções

Angélica Mattos

Morro no teu abraço


Como me perco, ao teu acordar
Como me liberto, no teu encontrar
Como me animo, sem o teu triste ar
Como me dispo, no teu vestir de amar

Se ainda sonho, vivo no teu pensar
Se ainda choro é, por não te ceder
Se ainda chamo é, para te ver
Se ainda calo, falo sem conversar

Como te amo, na loucura de te crer
Como te quero, segura que te tenho
Como te sinto, sentindo-me no teu sentir
Como te espelho, desenhando-me nos teus traços

Se já não posso, seguro-me nos teus braços
Se já não vejo, encontro-me nos teus olhos
Se já não venho, voei no teu enlaço
Se já não me tenho, morro no teu abraço

Cristina (Mim)

Motivo

Poeta castrado, não!


Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado,não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
é tão vulgar que nos cansa
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
a morte é branda e letal
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
--- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 15 de março de 2009

Recordando


Traço-te num beijo,
na linha
dos meus lábios vermelhos.

Travo-te num gesto,
tua língua
no meu ventre húmido.

Grito-te num gemido,
tua voz
no meu peito ansioso.

Deito-me na duna,
orquestrando o som do mar.

Vanda Paz

Mensagem


A vida traz-me uma mensagem
Que a minha alma absorve
Dá-me o amor como imagem
Em tudo aquilo que se move

Sem nada me perguntar
Lança-me a sua mão
Carrega no seu cantar
O sonho e não a ilusão

O sonho que me oferece
Recheado de certeza
O alimento que ela me aquece
É o amor sem tristeza

Leve, deixo-me guiar
A sua brisa consigo sentir
De olhos fechados, deixo-me levar
Sentindo o seu sorrir

Sem medo com ela eu vou
Sem nada lhe perguntar
Com a certeza de que estou
Com o amor a falar.

Fernanda Rocha

Se eu soubesse


Se eu soubesse que o amor
Me daria o lugar
Para enterrar a dor
E num sorriso me sentar,
Despiria o medo
Compraria a vontade de amar
A felicidade deixaria de me ser segredo!

Se eu soubesse que o amor
Me deitaria em dias de alegria
De certezas e sorrisos
Em noites claras adormeceria
E minha alma vibraria em sonhos coloridos!

Mas como em tudo na vida
Nada anda passo a passo com a certeza
Viajo sem saber... perdida
Com a alegria vestida de tristeza!

Fernanda rocha

sábado, 14 de março de 2009

Poema -> Dedicatória : Ao poeta do amor








O poeta do amor
transporta amizade
sorriso nos lábios
nas mãos a inspiração.

Juntos partilhamos
sentimentos e emoções
na imensidão das palavras
que nos une todos os dias.

Sua experiência
partilha com o coração
no flutuar de uma grande alma
envolta de transparência e verdade.

Parabéns amigo Zé
membro da minha família que tanto gosto.

Ana Coelho

Poema -> Amizade : Amigo José Brazão - Parabéns













Queria escrever um poema ao José Brazão
Mas o Zé, não me anda a dar inspiração
Anda triste e faz-me doer o coração
Para o fazer rir, já pensei trazer uma multidão…
Malabaristas com cambalhotas de encantar
Pois as mulheres são o forte dele, não podiam faltar

Amigo, romântico e ternurento
Um grande poeta sempre a respirar o amor
Chega mesmo a sufocar
Perdido em lágrimas de dor

No seu sexagésimo terceiro aniversário
Queria lhe cantar uma canção
Mas não posso!
A minha voz passa a vida a arranhar
E o Zé merece melhor para o poder embalar.

Brazão Alfacinha
Um grande amigo do Tejo
A dar milho aos pombos
E a ver os outros pombinhos
Que lá passam agarradinhos

Vai seguindo emocionado
enviando uns emailes
Com cantigas de amor
Até alguma mulher tropeçar
e ficar perdida de amores.

Eu triste com a minha falta de inspiração
resolvi-me a dar, a este bebezão
o que me vai no coração…
Sempre a minha amizade!
E um molhinho de ternura
Embrulhada com carinho
Ao colher na Internet este lindo raminho
Símbolo da amizade que trago no meu coração .

Mas na verdade o Zé tem mau gosto…
perde o seu tempo a mandar-me escrever
diz que eu não posso parar, pois ele gosta ler.

Cristina

sexta-feira, 13 de março de 2009

Freio


Solta-se o freio do triângulo desenhado
marcado dentro de mim.
Declina a calma e o repouso dos sentimentos.

Ponho-me a caminhar.
E corro na margem duma imensa várzea de sentidos.
Imiscuem-se no peito
roçam-me a pele
perpassam-me as mãos
correm de rédea solta pelo espaço.
Esse espaço que não é meu!

Sob miríades de estrelas espero o tempo.
Tempo de aprisionar os sentidos
ou tempo de os manter sem a rédea.

De vez em quando cai a chuva cá dentro.
Abre veredas e caminhos...

Marta Vasil

Amor em lume brando


Na frouxidão do poema encontrei o silêncio agarrado às cores da ilusão. Mudei de linha, saltei o verso. Escondi-me atrás das árvores de frutos vermelhos e brilhantes, tentei resistir, mas em pouco tempo mordi o pecado. Os pássaros deixavam cair o canto na terra lavrada. Aos poucos nasciam cânticos em canteiros coloridos. Ninguém se importava por aquele pedaço de palavra pequena que tinha ficado rasgado em cima da cama. Todos passavam de olhos bordados às letras, soltas, sem pestanejar o silêncio. Por vezes o momento era ritmado entre o morder do pecado, o canto dos pássaros, o cântico dos canteiros e o pedaço de palavra de letras soltas que gemia, gemia...
Passavam as horas de anseio e por fim as estrelas brilhavam à luz de um sol feito de olhares quentes. A Primavera abraçava assim o Inverno com ar terno e doce, sabia que ele iria partir, a espera seria grande até ao próximo encontro. O Inverno sempre tivera inveja do Verão que a veria mais bela e morena que nunca. Mas teria de se ausentar num espaço demasiado longo, deixando as lágrimas da saudade no orvalho da manhã e a frescura da noite para que ela se lembrasse dele.
A felicidade estava tenra, o sabor era sereno e o aroma intenso e lento. Escalei à brandura do momento e retive-me de dentes cravados na maçã… estava na hora de mudar o ritmo do tempo.

O fogo mantêm-se, brando mas persistente.

Vanda Paz

quinta-feira, 12 de março de 2009

Tormento


Quando você passa
Parece que faz de pirraça
Só para me maltratar
Quando te encontro
As palavras desaparecem
Você brinca com o meu coração
Joga charme e depois vai embora
Viver assim é um tormento
Em meus devaneios
Imagino que sou tua
E que me beija com ardor
Me abraça com jeitinho
E loucamente fazemos amor
Viajo nessa fantasia
Sonhando em um dia realizar
Então vou te sufocar de carinho
Pra você nunca mais me esnobar.

Maria Liberdade

Sentires


Num mundo de ilusões
Em busca permanente
Procuro no respirar, emoções
Sentires como toda a gente

Passeei na madrugada do Mundo
No entardecer da Vida
Embosquei-me num sentimento só e profundo
Fugi do Dia ao sentir-me perdida

Esperei que o Dia acabasse
Para o silencio abraçar
Desejei que o Mundo, de noite parasse
Para sentir a vida borbulhar

Ouvi o dialogo da Lua
A gargalhada de uma Estrela
A promessa da Vida " serei tua"
ao Respirar, que bate na minha janela

As florestas cantam baixinho
A vida numa promessa constante
Meu coração ouve quietinho
Desejando da Vida ser amante!

Fernanda Rocha

Que vida...?


Vida que vivi
e não desejava!

Uma vida
no tempo disfarçando,
como se tudo estivesse bem!

No silêncio
vivendo a verdade,
amarga,
muito amarga,
mas resignando
às desventuras,
pensando no sofrimento,
muito sofrimento,
de outros…

Cansado, penso que o caminho
se desviou de mim
e não tenho a quem perguntar:
para onde vou?

Sei
quantas pedras desviei,
sei
quantas lutas travei,
mas não sei,
porque o amor se esconde.

Tem vergonha de mim?

Penso que não!

Terei dado
a quem não merecia?

Talvez!
Mas não me arrependo,
porque o amor dá-se
e não se retira!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 11 de março de 2009

Não há caminho para a verdade


Não há caminho para a verdade,
ela deve vir até você.
Mas a verdade virá tão somente quando sua mente
e seu coração forem simples, puros.
Quando lá existir o amor.
Não haverá espaço para a verdade se o seu coração estiver ocupado com as coisas da mente.
Quando há amor no seu coração, você não fala
sobre organizar-se em irmandades; você não fala
sobre crenças; não fala sobre divisões, forças
que criam conflitos. Não precisa esforçar-se
por reconciliações. Você é simplesmente um ser humano sem rótulos, sem bandeira. Isto significa que você precisa despir-se de todas aquelas coisas
e deixar a verdade entrar em seu ser.
Ela virá quando a mente estiver vazia,
quando a mente parar de inventar.
Então a verdade chega sem ser convidada.
E ela virá tão rápida quanto o vento.
Ela chega de repente, quando você não estiver
olhando nem a espera. Súbita como o Sol,
pura como a noite.
Mas para recebê-la seu coração deve estar cheio
e sua mente vazia...
Como estão eles agora?"

Krishnamurti

terça-feira, 10 de março de 2009

Adivinhando o fim


Queda-se o tempo
no vazio do olhar.

Secam-se as lágrimas
dos sonhos de outrora.

A pele enrugada e amarela
encerra o futuro de uma vida.

Tudo fica
em Primavera adivinhada.
Mas tu, prossegues
minuto a minuto,
entregue ao mundo
pela vontade dos outros.

Quem sabe, se o teu desejo
se vai realizar… e tu partas,
em breve…

Vanda Paz

Há palavras que nos beijam


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança.
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
( O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado )
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte.
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

segunda-feira, 9 de março de 2009

Gota de água

Eu, quando choro,
não choro eu.
Choro aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.

António Gedeão

domingo, 8 de março de 2009

Dignidade da Mulher


Sou contra os dias internacionais de qualquer coisa!

Entendo que essa tentativa de “homenagear” a criança, a mulher, a paz e outras coisas mais, é um atentado à dignidade de cada pessoa envolvida e um “vendaval” de hipocrisia!

Não concebo, existirem dias diferentes para se transmitir solidariedade, amor, presença, carinho e uma coluna enorme de gestos e atitudes!

Eu não pactuo com esta discriminação, que se transforma nos dias seguintes em segregação!

Em Poesia eu tenho escrito muito sobre a mulher, procurando no meu estilo prestigiá-la e dignificá-la!

E é isso que farei hoje. Não me alheando da Poesia será mais um dia – como tantos outros - que escreverei sobre a Mulher como a Natureza a enviou a este Mundo!

Encanto, muito encanto …

Encanto,
muito encanto!

Quando vejo
o teu sorriso,
sorriso radioso,
vem vestido de branco.

Olhas-me
e sorris
generosa comigo,
como se há muito
fosse teu amigo!

Encanto,
muito encanto!

Já penso,
que ficará saudade,
quando partirmos,
seguindo nossos caminhos.

Ficará a amizade
a ternura, com:
encanto,
muito encanto…

José Manuel Brazão

sábado, 7 de março de 2009

Assassinato


Horas!
Em ritmos repetidos, impiedosos
medem o compasso do tempo
como se o tempo tivesse tamanho!
E o tempo mede a vida
como se a vida se pudesse medir!

Horas! Medidas loucas!
Desregulam-me as funções vitais da alma.
Quero matá-las! Matar as horas!
Sempre que a noite se apeia
chamam pelo meu corpo
gritam se as não oiço
e levam com elas os sonhos diurnos.
Adormeço cansada de as repudiar.
E o sonho volta a acontecer!
Mas inda a luz da manhã se não tem levantado
e já as horas me gritam outra vez.
Acordam-me dos sonhos desenhados
em amor sem rédeas.
E assim não tenho tempo para sonhar.
E se insisto no sonho
logo as horas vêm, como brocas
perfurar o que sonhei no peito.
Canso-me!
E tento matar as horas
obrigando-as a sair do relógio.
Sufocam. Ficam roxas.
Como me rio delas!
Emano faíscas do olhar enraivecido
e vejo-as gemer!
Largo-as em águas agitadas, envenenadas.
Empalidecem!...
É então que rio muito sofregamente.
Afoguei-as num acto de prazer!
Já não há horas!
Já posso ser vento a sonhar o teu rosto!
De dia e de noite!
Já posso escrever o meu “poema”
sem ter o chicote das horas a bater.

Matei as horas, sim,
para que elas não me matassem a mim.

Marta Vasil

Insegurança


Eu tenho medo de você não lembrar mais de mim
Esquecer os momentos que compartilhamos
Esquecer o sabor do meu beijo
O cheiro do meu corpo
O toque das minhas mãos
Os meus abraços
O meu sorriso
O meu choro...
Não quero ser apenas o teu passado
Quero ser o teu futuro presente
E o presente futuro
A insegurança domina o meu ser
Tenho medo do medo que sinto
Eu tenho medo de acordar e
Não ouvir o teu “bom dia”
Medo de mergulhar no vazio da solidão
Definhando a cada dia
Sem o teu olhar que aquece o meu coração...

Maria Liberdade