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terça-feira, 25 de dezembro de 2007

De mãos dadas


Passa o tempo
e nós
sempre juntos,
sempre unidos
para o bem,
e para o pior,
solidários, solitários …
Não te deixo,
não me deixas.
Nossos corações batem,
cada vez:
que penso em ti
e tu pensas em mim!
Estendemos as mãos
para nos aproximarmos.
Puxam nossos corpos,
mas não conseguem!
O nosso amor
é superior!
Estaremos Aqui ou Além,
como sempre
de mãos dadas!
José Manuel Brazão

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Carinhos que recebi


A vida está sempre a surpreender-nos! Ao longo deste ano agora a findar, passei por experiências ou provas, umas superadas, outras conquistadas, que nunca imaginei!
Passei o ano a viver cada dia, solitariamente, mas sempre “acompanhado”.
Conheci novas Pessoas com quem criei afinidades, estima, respeito e consideração.
Dos velhos Amigos continuei a contar com a sua fidelidade.
Todos os dias pensei nos meus Filhos (tenho três filhos) e nos meus Netos; meditei muito por todos aqueles que não tenham saúde ou que vivam pior que eu!
Durante este ano recebi muito carinho e procurei retribuir Amor…
Ainda hoje uma velha Amiga disse-me: “uma porta fechou-se e várias abriram-se ... “.
Nada pedi. Deus concedeu-me estas graças …!
José Manuel Brazão

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ilusões


Foi no brilho
dos teus olhos
que vi
o meu sorriso.
Foi no sal
das tuas lágrimas
que senti
o teu calor.
Foi no ilusionismo
das tuas mãos
que me senti tua...
Ilusões
de uma vida
feita de sonhos...

Vanda Paz

sábado, 8 de dezembro de 2007

Natal à beira-rio


É o braço do aberto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
a trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
e quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
à beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?


David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Memória do tempo


Recordo,
as primeiras palavras;
palavras vividas
e revividas,
com saudade
da tua mocidade!
Nasceu a amizade:
envolvida em mares,
nunca navegados,
envolvida em palavras,
palavras sentidas,
cobertas de emoção,
por vezes:
vestidas de paixão!
Recordo,
muitas palavras,
de amor,
amor ao próximo,
com autenticidade
e cumplicidade,
que guardo no tempo,
na memória do tempo …


José Manuel Brazão

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Verdades



O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Errar.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? O abandono.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distracção mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desânimo.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais.
O maior mistério? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O sentimento mais ruim? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A rota mais rápida? O caminho certo.
A sensação mais agradável? A paz interior.
A protecção efectiva? O sorriso.
O melhor remédio? O optimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A mais bela de todas as coisas? O amor.
Madre Tereza de Calcutá

Tributo ao Tempo


"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança brincando de esconde-esconde.Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência coleccionando nãos:a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa à qual não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos...A vida é mais emocionante quando se é actor e não espectador, quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria!
E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos.Esta mensagem é um TRIBUTO AO TEMPO.Tanto àquele tempo que não soubeste aproveitar no passado quanto àquele tempo que não vais desperdiçar no futuro.Porque a vida é agora!!!"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito.Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

Dalai Lama

Porque é Natal


Dia de sol e de Natal;
andam guerras no mundo e dói-me a vista;
mas, com Deus no Marão sem neve, não há mal
que resista.
De mais, fora do tempo, este latim
que o padre Bento sabe, basta
para me transcender a mim
e a quantas más notícias o correio arrasta.

Miguel Torga
S. Martinho de Anta, Natal de 1940

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Um tempo para cada coisa


Tempo para nascer,
e tempo para morrer;
Tempo para plantar,
e tempo para arrancar o que foi plantado;
Tempo para matar,
e tempo para sarar;
Tempo para demolir,
e tempo para construir;
Tempo para chorar,
e tempo para rir;
Tempo para gemer,
e tempo para dançar;
Tempo para atirar pedras,
e tempo para juntá-las;
Tempo para dar abraços,
e tempo para apartar-se;
Tempo para adquirir,
e tempo para perder;
Tempo para guardar,
e tempo para deitar fora;
Tempo para rasgar,
e tempo para costurar;
Tempo para calar,
e tempo para falar;
Tempo para amar,
e tempo para odiar;
Tempo para a guerra,
e tempo para a paz.

Transcrito da Revista XIS (Laurinda Alves)-26/8/2006


segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Poema


O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo


Sofia de Mello Breyner Andersen

domingo, 2 de dezembro de 2007

Abismo


O dia estava maravilhoso...
Tudo parecia correr bem...
A noite aproximava-se lentamente...
Com ela, a calma,
A tranquilidade!!...
As estrelas brilhavam,
A lua mostrava-se no seu esplendor,
O luar caía em mim como uma brisa mansa,
Algo de infinitamente bom...
Era o que sentia, vivia...
Sonhava!!...
De repente,
Tudo se modificou!!...
A lua escondeu-se,
As estrelas fugiram e...
Com elas todo o encanto e sonho!!
A chuva começou a cair...
Cada pingo era uma lança envenenada,
Apontada ao coração!!...
Seria água?!...
Seriam lágrimas?!...
Seria sangue?!...
Estava no cimo da montanha,
Admirava a paisagem,
A beleza da natureza, do sonho!!
Algo me atacou...
Caí!!... Desamparado...
A beleza transformou-se em amargura,
A paisagem em pedras negras,
Sem vida, que me esperavam...
João Almeida

sábado, 1 de dezembro de 2007

O sonho comanda a vida: o meu Natal quotidiano


Chegou o momento do ano em que as pessoas desejam entre si votos de Feliz Natal.
Atitude bonita: sincera para uns e “protocolar” para outros!
Costumo cumprir esse ritual por respeito a quem me deseje esses votos.
Mas para mim Natal e, sobretudo, feliz natal vai muito para além dessa troca de cumprimentos. Na minha vida angustio-me com esta época, porque se acentuam as minhas preocupações com o mundo em que vivemos. Desigualdades, injustiças, egoísmos, rancores, invejas, desamores, partilhas esquecidas, intolerâncias, incompreensões... Enfim, um sem número de factos e atitudes negativas que urgem correcção e evolução por parte da humanidade tão conturbada, tão confundida e, principalmente, tão desumanizada .
Onde pára o amor pelo próximo?
Algures, praticado apenas por aqueles que estão sensibilizados para isso e, sempre dedicaram a sua vida pelo bem comum rejeitando o mal. Muita gente anónima com a qual aprendi muita coisa da vida e, lendo também os pensamentos de alguns humanistas conhecidos: Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Dalai Lama e outros.
Enquanto houver empobrecidos, esfomeados, solitários e oprimidos, o meu coração continuará palpitando por essas almas. Como poderei viver um Feliz Natal, pensando nessa gente, nesses irmãos?
Resta-me o sonho e a esperança de que o homem crie uma Nova Era donde desapareçam estas nódoas negras que atormentam a humanidade.
Deixem-me sonhar com um Sol Nascente, já que o eloquente poema “Pedra Filosofal” diz que “o sonho comanda a vida”!


José Manuel Brazão

Sonhos




Trago dentro de mim sonhos, sonhos de um passado remoto, de um passado recente, de outras vidas...sonhos intemporais. Sonhos escondidos na minha alma sedenta de conhecimentos, que sinto já existirem, mas esquecidos no corpo rude, pesado, tosco, que nos prende à Terra nesta fase ainda criança da nossa Evolução Espiritual.
De vez em quando, nos meus momentos de meditação, no tempo dedicado à oração, nas leituras por mais informações, visualizo um Ser, ouço uma voz, encontro um texto, que parecem dizer-me:”Recorda, já viveste aqui, lembras-te?”; “Afasta os véus da tua memória adormecida, pois os teus sonhos são realidades já experimentadas”; “Abre as janelas da tua alma e vê o que te parecia apenas ilusão.” E então constato que tudo faz sentido para mim, tudo é real, tudo são lembranças de anos, séculos, milénios, de vivências em outros universos, outras dimensões. E o meu coração transborda de felicidade ao aperceber-se que nada é produto da minha imaginação, que os meus sonhos são fruto de um saber ainda por redescobrir.
Sonhos, que não são sonhos, de encontros com Jesus Menino quando, na minha infância, me via sentada lado a lado com Ele, no colo de Maria. Sonhos, que não são sonhos, de encontros, há não muito tempo, com um Cristo que me protegia, num lugar só nosso, rodeados de luz e de um Amor completamente transcendental que ocupava todo o espaço à nossa volta, presente até nas mais pequenas partículas do ar que se respirava; um Amor indescritível de tão sublime, unicamente sentido, pois as emoções estão muito mais acima do que quaisquer palavras possam descrever. Sonhos de um Amor Universal que me preenche a Alma, que canta dentro de mim e acaba por transbordar, expressando-se numa perfeita comunhão com a Natureza e seus seres elementares – fadas, gnomos – com as artes – música, canto, poesia – com as flores, com os animais, com os seres humanos, com o Sol e o Mar, a Terra e o Céu, a Noite e o Dia, a Lua e as Estrelas...meu Deus, como eu amo tudo isto...a Vida!
Sonhos, que não são sonhos, de viagens astrais com Seres da Luz que me conduzem a lugares iluminados que não reconheço mas, apesar de tudo, familiares. Sonhos de uma mente que gosta de pensar coisas honradas e delicadas, de um coração que se recusa a manchar a pureza da sua Criança Interior. Sonhos dos quais não apetece voltar.
Sinto-me uma previlegiada com os meus “sonhos”, não me cansando de agradecer ao Criador – o meu Maior Amor – a graça de tais dádivas.
E chego à conclusão de que sou um viajante do Espaço, um Espírito livre que, de acordo com o Plano Divino e pelo motivo mais nobre – o da sua própria Evolução – reencarnou uma vez mais neste planeta para uma nova aula, uma nova experiência, uma nova aprendizagem. E após o regresso a Casa onde, rodeada de Amor Incondicional, as forças são renovadas e novos conhecimentos adquiridos, recomeço, talvez de centenas em centenas de anos, uma outra viagem até aportar numa nuvem, numa estrela, numa galáxia, na constante e interminável busca pela Perfeição...O Meu Sonho Maior!

Masa Gunda